09 abril 2023

愚直

愚直
Alguém que é tão honesto e sério a ponto de ser considerado "tolo", refere-se à abordagem de uma pessoa em lidar com as coisas, sempre seguindo em frente com integridade, sem o comportamento astuto de tentar cortar caminho ou mudar de rumo no meio do caminho. É uma expressão com conotação positiva de admiração e elogio àqueles que perseveram em sua trajetória com retidão e sem desviar do caminho certo.

25 março 2023

a base é: não falar (ensinar) / não fazer (ajudar)



a base é: não falar / não fazer

[ あえて言う時・やる時 - A palavra "aete" (あえて) sugere que a pessoa está tomando uma decisão consciente e corajosa, e geralmente é usada em situações em que a pessoa está assumindo algum risco ao falar ou agir de certa maneira.]
quando se escolhe falar ou agir intencionalmente, é provável que haja um objetivo, desejo, necessidade ou intenção por trás disso.

com o tempo, pode-se desenvolver o hábito de falar ou agir de certas maneiras.
pode-se sentir a necessidade de falar ou agir para se sentirem calmos ou confortáveis
pode-se criar desculpas para justificar suas palavras ou ações
no entanto, o objetivo original, desejo, necessidade ou intenção já podem estar perdidos.

criar uma criança 
também tem como base: não falar / não fazer
a organização e o gerenciamento também tem como base: não falar / não fazer.

a fala (ensinar) e a ação (ajudar), como isto tem obstruído o crescimento da criança e desenvolvimento da pessoa. . . 

育ち" (sodachi) é mais frequentemente usado para se referir ao processo de criação e educação de uma criança, desde o nascimento até a idade adulta. Essa palavra pode incluir o ensino de valores, habilidades e comportamentos, bem como o processo de cuidar de uma criança em seu ambiente familiar e social. É uma palavra mais ampla que se concentra no desenvolvimento completo da criança, incluindo aspectos como a formação de valores e a personalidade.

"成長" (seichou), por outro lado, é uma palavra mais genérica e abrange o processo de crescimento e desenvolvimento de uma pessoa em geral, em todos os aspectos, não apenas durante a infância. Ela pode incluir não só o desenvolvimento físico, mas também o desenvolvimento emocional, social, cognitivo e profissional, por exemplo.


12 março 2023

pessoa = filho da sociedade

pessoa = filho da sociedade

sociedade e pessoas = pais e filhos
<sociedade = estrutura e gestão>⇒⇒ fermentação(cultivo) da atmosfera cultural
atmosfera cultural = limite social ・olhar direcionado・amor
fermentação(cultivo) baseada na estrutura e gestão
"a atmosfera cultural traz à tona e nutre a essência humana original, enquanto a essência humana original cria e molda a atmosfera cultural.


anos



1901 - nasce no dia 12/ago 
滋賀県蒲生郡老蘇村大字東老蘇 - 現・近江八幡市
1920 - 一九歳の時に「ある壁」にぶつかり、三年間の究明を経て一つの方向性を見出し、
1923 - 21 anos inicia avicultura
1931 - 30 anos vai para Kyoto com 2 filhos
1944 - 43 anos para avicultura
1949 - 48 anos - Avicultura Avícola em Kyoto 
1950/09 (49) - Tufão Jane
1953/06 (52) - Nasce Associação Yamaguishi
1953/12 (52) - Publicação Avicultura Associação Yamaguishi
1954
1955
1956.00 (55) - 1o.Tokkou com 160 participantes  
1957.00 Em 2 anos, mais de 4.500 pessoas participaram de Tokkou

1958
1958.03 (57) Lançamento
『百万羽』構想
1958.07 Inicia Kassugayama Jikkenti 1milhão de aves

1959
1959.01 (58) Mais de 200 pessoas se juntam em Kassugayama 
1959.01 Incidente da Agua Fervente (Pesquisa sobre amor de casal)
1959.03 50 dias numa pensão
1959.04 『目的達成の近道』「急進拡大運動」
1959.06 inicia 85o.Tokkou, 急拡第一回特講  Kassugayama, telegrama falso. procurado pela policia
1959.07 傷害致死事件 (Kakitani + )
1959.09 Se esconde em 滋賀県大津市堅田 até abril de 1960 (6 meses, revisão?)  
1960
1960.04 (59) - se apresenta a policia, em outubro liberado 
1960.08 Retoma Tokkou após 
急拡特講 1 e 2
1960.10 和歌山県の下六川の杉本雄治宅 「ヤマギシズム生活実顕地」をやってみたらどうかと提案する。

1961 (60 anos)
1961.01  ヤマギシズム生活北条実顕地が誕生
1961.03.15 texto "Goal in Start - De Um Grão para Milhões"
1961.05.04 Falecimento em Okayama

.

força de viver, expansiva, adaptativa

(by iwata "paraiso" março 2023)
Crescimento como Pessoa não é :
- memorizar (reter informações) conhecimentos e teorias (pode ser danoso em muitos casos)
- adquirir conhecimentos, capacidades, habilidades práticas.

Crescimento como Pessoa é :
- crescimento do coração (mente) e da inteligência.
- expansão das habilidades: absortiva, adaptativa, criativa, etc.

Se ficar aplicando fertilizante próxima a raízes, não apenas as raízes deixarão de crescer, e se aplicar fertilizante em excesso causará desnutrição e doenças.

Quando uma pessoa é ensinada a ter conhecimentos e argumentos racionais e sentir que já entendeu, sente-se satisfeita com isso e a motivação original de querer saber dentro dela não expande.

Ao invés disso..., um mecanismo para desenvolver a autoconsciência de que não conheço / não entendo.

Na criação de filhos . . .
No trabalho . . .
Nos cursos . . .
Nas visitas . . .

10 março 2023

「人に求める」と「人に乞う」

「人に求める」とは、何らかのことを他人に頼み、それを得ようとすることを表します。例えば、「アドバイスを求める」「援助を求める」といったように使われます 一方、「人に乞う」とは、自分の困難を理由に他人に物や金銭などをせがむことを表します。この場合、相手に対して依存的な態度をとることが多く、しばしば否定的なイメージを持たれます。
要するに、「人に求める」は、協力や支援を求める場合に用いられ、相手に対して尊重の念を示す表現です。一方、「人に乞う」は、他人に過剰な依存を求める場合に用いられ、相手に対して弱々しい印象を与えることがある表現ですしい印象を与えることがある表現です


"Pedir a alguém" e "mendigar a alguém" são duas expressões diferentes em japonês. "Pedir a alguém" refere-se a pedir algo a alguém, com o objetivo de obter ajuda ou cooperação. É usado, por exemplo, como "pedir conselho" ou "pedir ajuda".
Por outro lado, "mendigar a alguém" refere-se a suplicar algo a alguém, como dinheiro ou outros recursos, por causa de uma situação difícil. Nesse caso, a atitude em relação ao destinatário é geralmente de dependência e a expressão pode transmitir uma imagem negativa.
Em resumo, "pedir a alguém" é uma expressão usada para solicitar ajuda ou cooperação, mostrando respeito pelo destinatário. Enquanto "mendigar a alguém" é uma expressão usada para solicitar ajuda excessiva, mostrando uma atitude fraca em relação ao destinatário. by ChatGPT

Juntos / Sozinho

Juntos: não sente à vontade
Sozinho: sente-se desolado
Só conhece o mundo desse jeito

28 dezembro 2022

As origens da polarização atual

Em seu livro “O Diálogo Possível”, o sr. afirma que a polarização atual tem sua origem nas disputas entre PT e PSDB. Poderia explicar?

Na redemocratização, PT e PSDB se entregaram a um jogo perigoso para a democracia por objetivos eleitorais, que é o jogo de caricatura recíproca. O PT representava o PSDB como um partido neoliberal e que teria deixado a famigerada herança maldita.

São dois termos falsos. O PSDB também fez uma caricatura do PT como um partido mais à esquerda do que efetivamente era, questionou a legitimidade da eleição de 2014, teve atuação de protagonista no impeachment, a meu ver ilegítimo, da presidente Dilma Rousseff [PT].

Esse conjunto de comportamentos de ambas as partes remete ao que os cientistas políticos Steven Levitsky e Daniel Ziblatt chamam de autocontenção ou comedimento.

É a obediência à consciência de que ganhos eleitorais imediato sem consequência de golpes baixos corroem a credibilidade das instituições a longo prazo e deveriam ser evitados. Ambos os partidos não hesitaram em se entregar a esse jogo e, sem que se dessem conta, um estava desgastando a credibilidade do outro.

Quando a sociedade brasileira chegou a uma espécie de estado de anomia após os acontecimentos de 2013, esses partidos foram vistos como forças inviáveis, e isso preparou terreno para a emergência de um populismo de extrema direita.

O debate no ambiente digital é ainda mais radical. As redes sociais têm um papel nessa dinâmica?
Sim. A arquitetura das redes sociais leva à formação dos grupos, ou das famigeradas bolhas. Quando você entra numa lógica de grupo por um laço identificatório, seja religioso, seja futebolístico, seja político-partidário, você é apoiado, você é reconhecido pelo grupo. Isso te dá um prazer narcísico do acolhimento, do pertencimento.

A tendência dessa dinâmica é recompensar a radicalidade e punir a Dúvida. Porque aquele que produz a repetição intensificada confirma o valor do grupo; quem critica premissas do grupo tende, no limite, a ser expulso.

Para que o debate público funcione, cada sujeito tem que ter uma atitude de boa-fé. Tem que ter abertura para permitir que evidências, argumentos, estatísticas e dados empíricos possam convencê-lo. A lógica de grupo transforma essa atitude.

O sujeito passa a ter um compromisso não com a interpretação mais precisa da realidade, mas com o próprio grupo. Se a melhor interpretação da realidade se chocar com os interesses do grupo, pior para a realidade. Essa talvez seja a razão principal para que nós tenhamos chegado a um estado de divisão social muito profundo.

Quando as pessoas estão completamente submetidas a lógicas de grupo, elas ativam essa retroalimentação permanente da divisão, porque a dinâmica de radicalização do próprio grupo produz ressentimento no grupo adversário, que por sua vez leva a caricaturar o outro grupo - e você entra nesse círculo vicioso.

Francisco Bosco, 46 Doutor em teoria literária pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ensaísta, foi presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes) de 2015 até o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Autor, entre outros livros, de “A Vítima Tem Sempre Razão? Lutas Identitárias e o Novo Espaço Público Brasileiro”

cazuza (morre aos 32anos, 64 anos) e lucinha araújo (86 anos)

1958 (01) 4/abril (lucinha com 22 anos)
1979 (21) (25)
1980 (22) (26)
1981 (23) (27)
1982 (24) (28) Barão Vermelho
1983 (25) (29) Barão Vermelho 2
1984 (26) (30) Maior Abandonado
1985 (27) (31) Exagerado
1987 (29) (33) Só se For a Dois
1988 (30) (34) Ideologia - Constituinte 1988
1989 (31) (35) O Tempo Não Para - Burguesia
1990 (32) (36) morte 7/julho

Ideologia
Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito ah
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora as festas do "Grand Monde"
Meus heróis morreram de overdose
Eh, meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
O meu tesão
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro, em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose eh
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Pra viver
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste à tudo em cima do muro, em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose eh
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Viver, viver, viver
Ideologia
Pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

25 dezembro 2022

a semana

domingo - 09:15 reunião jisshou member (sobre programa de experiência estilo As One, etc)  
2a.feira - 13:00 reunião com diego sobre site
               17:00 janta fiz arroz frito + ovo + legumes 
3a.feira - 13:00 reunião com diego sobre estagio 
               17:00 fiz carne de porco na panela de pressão adocicado
4a.feira - de cama
5a.feira - 
6a.feira - 09:00 teste COVID positivo
sábado - 
domingo - acordei melhor
              - 07:30 - 09:00 reunião com ONO 

20 dezembro 2022

cultivo forçado – da pessoa (criança e adulto)

 
o cultivo forçado que dá fertilizante às raízes

fico feliz vendo crescer rapidamente ( que tolice…)
no subsolo (onde não enxergo) crescem as raízes fracas/delicadas.

crescimento natural/normal como pessoa?
como é isso?

a criança faz perguntando para os pais
a criança faz procurando os pais
a criança faz consultando os pais
a criança faz olhando os pais
isso em si, é a ação da inteligência
as raízes vão se estendendo em direção ao nutriente

ignorar a criança
pode fazer isso
porque tenta ver o real da criança

17 novembro 2022

aqui é lugar de uso comum !

“se quiser fazer do seu jeito vai fazer na sua casa !"
susto ! medo !
o que eu fiz? ( de errado)
a reação é automática (sem controle)
a retro reação também (sem freio)
ao expor na roda
sem rodeios, sem embelezar. . .
consigo observar com objetividade
o que será que aconteceu? (dentro de mim)
o que será que aconteceu? (dentro da outra pessoa)
o retorno ao original
sozinho é impossível
me faço, me refaço na relação mútua
não há vítima
não há culpado(a)

01 novembro 2022

Folha de S.Paulo 31-11-2022

entrevista da 2ª Francisco Bosco
E preciso desinflar narcisismo de grupo que travou diálogo no Brasil
ELEIÇÕES 2022 Uirá Machado

SÃO PAULO - A pacificação social após a disputa eleitoral mais acirrada desde a redemocratização será uma das missões de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou o presidente Jair Bolsonaro(PL) por 50,9% a 49,1% e alcançou um terceiro mandato. Para Francisco Bosco, Lula é a pessoa mais indicada para essa tarefa. “Lula é um conciliador. Sempre foi e reafirmou isso no seu discurso', afirma o autor do livro “O Diálogo Possível – Por Uma Reconstrução do Debate Público Brasileiro'. Em entrevista à Folha, Bosco afirma que a vitória de Lula não pode ser subestimada, assim como não se pode esquecer que ele terá uma margem de manobra muito estreita. Segundo o escritor, o petista terá o desafio de conduzir o país no caminho do fortalecimento institucional, do desenvolvimento social e da pacificação social. Ele afirma que, para a superar a divisão, será necessária uma tarefa coletiva de reorganização do debate público, sobretudo nas redes sociais, onde, diz ele, a lógica de grupo reforça a polarização.

O que Lula precisa fazer para pacificar o país? 

31 outubro 2022

o que emerge


o que vem (emerge) na consciência
é algo trivial, corriqueiro, vulgar.  

não estaria tratando isso
com grandeza maior?
nem grande, nem pegueno
nem maior, nem menor

olhar o eu real
o coração verdadeiro
desejo original

05 outubro 2022

dois modos


quando quiser mudar, fazer mudanças. . .
quando quiser fazer algo. . .

a) assim não dá, assim não pode. por isso vou mudar.
b) o desejo a partir do coração, seria bom que fosse assim, vai mudando a partir desse lugar.

dois modos:
a) mover com coisas de fora
b) mover a partir do meu desejo (genuíno)

na hora de querer fazer algo:
um modo de perguntar como estivesse pedindo permissão, como se tivesse dentro do outro "coisas que podem ser feitas" e "coisas que não podem ser feitas"
não conseguir se colocar até saber que tipo de regras e senso comum tem no outro.
ficar se vigiando se não estou extrapolando as regras do outro

01 outubro 2022

um

deixar do jeito que está as resistências,
a consciência do "contra", 
não há como realizar o "um"

porque deseja o verdadeiro,
o essencial,
por isso mesmo, 
a sensibilidade de estado atual
de que não está  "um"

como ir realizando


30 setembro 2022

Seis descobertas que mudam o que sabemos sobre origem dos seres humanos

30 setembro 2022

O estudo científico da evolução humana historicamente nos confirma uma espécie de ordem confortável das coisas.

As pesquisas sempre indicaram os humanos como mais inteligentes, mais intelectuais e mais cuidadosos que os nossos ancestrais. Das reconstruções arqueológicas dos neandertais como seres brutos e peludos, que andavam curvados, até os filmes dos "homens das cavernas", nossos ancestrais sempre foram mal retratados.

Mas as descobertas dos últimos cinco anos vêm alterando essa visão limitada. No meu último livro, Hidden Depths: The Origins of Human Connection ("Profundidades ocultas: as origens das conexões humanas", em tradução livre), argumento que isso é importante para a forma como nos vemos hoje em dia, como imaginamos o nosso futuro e para compreendermos o nosso passado.

Dentre essas descobertas, seis revelações se destacam.

1. Existem mais espécies humanas do que imaginávamos.
Espécies como Homo longi foram identificadas apenas em 2018. Existem agora 21 espécies humanas conhecidas.

Nos últimos anos, percebemos que nossos ancestrais Homo sapiens podem ter encontrado até oito desses diferentes tipos de seres humanos, desde espécies robustas e numerosas como os neandertais e seus parentes próximos, os denisovanos, até seres humanos baixos (com menos de 1,50 m de altura) com cérebros pequenos, como o Homo naledi.

Mas o Homo sapiens não era o destino evolutivo inevitável, nem se encaixa em uma simples progressão linear ou escada evolutiva. O cérebro do Homo naledi pode ter sido menor que o de um chimpanzé, mas existem evidências de que eles eram culturalmente complexos e lamentavam seus mortos.

Os neandertais criaram arte simbólica, mas não eram iguais a nós. Eles tinham muitas adaptações biológicas diferentes, que podem ter incluído a hibernação.

2. Humanos híbridos são parte da nossa história
Espécies humanas híbridas, que eram consideradas pelos especialistas como ficção científica, podem ter feito parte importante da nossa evolução.

As evidências da importância dos híbridos vêm da genética. As pistas não estão apenas no DNA da nossa própria espécie (que, muitas vezes, inclui genes importantes herdados dos neandertais), mas também nos esqueletos de híbridos.

Um exemplo é Denny, uma menina filha de mãe neandertal e pai denisovano. Seus ossos foram encontrados em uma caverna na Sibéria.

3. Nós tivemos sorte
O nosso passado evolutivo é mais confuso que os cientistas costumavam pensar. Você já teve dores nas costas? Ou ficou com inveja do seu cachorro quando ele rolava em um cenário irregular?

Isso deve ser suficiente para mostrar que estamos longe de sermos perfeitamente adaptados. Sabemos há algum tempo que a evolução elabora soluções em resposta a um ecossistema que pode já ter se alterado. Mas muitas das mudanças da nossa linhagem evolutiva humana podem ter sido causadas pelo acaso.

Isso ocorre, por exemplo, quando populações isoladas têm uma certa característica, por exemplo, como alguma peculiaridade da sua aparência, que não faz muita diferença para a sua sobrevivência e continua a se alterar nos seus descendentes. Características dos rostos dos neandertais (como suas sobrancelhas pronunciadas) ou no seu corpo (incluindo suas grandes caixas torácicas) podem ter sido simplesmente o resultado de desvios genéticos.

A epigenética, que é a ativação dos genes apenas em ambientes específicos, também complica as coisas. Os genes podem predispor alguém à depressão ou à esquizofrenia, por exemplo. Mas podem só desenvolver a condição se forem ativados por algo que aconteça com eles.

4. O nosso destino está interligado com a natureza
Talvez possamos gostar de nos imaginar como mestres do meio ambiente. Mas está cada vez mais claro que as mudanças ecológicas é que nos moldaram.

As origens da nossa espécie coincidiram com grandes mudanças climáticas, pois foi nesses momentos que nos diferenciamos mais das outras espécies. Todas as outras espécies humanas aparentemente se extinguiram como resultado de mudanças climáticas.

Três importantes espécies humanas - Homo erectus, Homo heidelbergensis e Homo neanderthalensis - foram extintas por grandes mudanças do clima, como o evento Laschamp - uma interrupção temporária do campo magnético da Terra ocorrida 42 mil anos atrás, que coincidiu com a extinção dos neandertais.


5. Gentileza é uma vantagem evolutiva
Pesquisas descobriram novas razões para termos esperança nas sociedades humanas do futuro.

Os cientistas costumavam acreditar que as partes violentas da natureza humana nos ajudavam a subir na escada evolutiva. Mas surgiram evidências que demonstram a contribuição do lado cuidadoso da natureza humana para o nosso sucesso.

Esqueletos antigos mostram sinais notáveis de sobrevivência após doenças e lesões, o que teria sido difícil ou até impossível sem ajuda.

O caminho da compaixão humana estende-se até um milhão e meio de anos atrás. Cientistas rastrearam conhecimento médico pelo menos até o tempo dos neandertais.

O altruísmo tem muitos benefícios importantes para a sobrevivência. Ele permitiu que membros mais idosos da comunidade transmitissem conhecimentos importantes. E o cuidado médico manteve os caçadores experientes vivos.

6. Somos uma espécie sensível

A evolução nos tornou mais emocionalmente expostos do que gostaríamos de imaginar.

Como ocorre com os cães domésticos, com quem compartilhamos muitas adaptações genéticas, como a maior tolerância a estranhos e a sensibilidade às indicações sociais, a hipersociabilidade humana tem um preço: a vulnerabilidade emocional.

Somos mais sensíveis aos sentimentos das pessoas à nossa volta e mais vulneráveis a influências sociais. Somos mais propensos a distúrbios emocionais, à solidão e à depressão que os nossos predecessores.

Nossos sentimentos são complexos e pode nem sempre ser agradável conviver com eles. Mas eles são parte de transformações importantes que criaram grandes comunidades conectadas. Nossas emoções são essenciais para as colaborações humanas.

Esta é uma visão muito menos tranquilizadora do nosso lugar no mundo do que aquela que tínhamos até cinco anos atrás. Mas observar-nos como individualistas, racionais e com direito a um lugar privilegiado na natureza não trouxe bons resultados - basta ler as últimas notícias sobre o estado do nosso planeta.

Se aceitarmos que os seres humanos não são o pináculo do progresso, não poderemos simplesmente ficar esperando que as coisas andem bem. Nosso passado indica que o nosso futuro não será melhor, a menos que nós façamos alguma coisa a respeito.


* Penny Spikins é professora de arqueologia de origens humanas da Universidade de York, no Reino Unido.


Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em inglês.

27 setembro 2022

"olhar a si" .... ou... fica pensando "coisas sobre si"


a situação atual em que não [ olha a si ]. . . fica apenas [ pensando sobre si ] ・・・

o que quero fazer?
quero me tornar como?

Fazer perguntas dessa maneira significa [ olhar a si / olhar dentro de si ]
não significa [ pensar sobre si ].

se ao invés de
[ olhar a si ] [ o que quero fazer ]
acaba pensando sobre [ o que quero fazer ]
acaba em não conseguir enxergar
o verdadeiro [ o que quero fazer ] que está dentro de si

originalmente,
deve haver nos animais, algo que
quer se mover / viver
conforme o desejo que brota
diretamente do instinto (≅ desejo original)
sem ser amarrado por nada
talvez o mesmo seja para o ser humano.

[ o querer (o desejo) ] que brota direto do coração original
. . .
esse lugar não é algo que se consegue conhecer pensando
. . .
olhar do jeito que está
sem interpor os pensamentos
apenas olhar dentro
talvez seja algo com essa qualidade

mas se olharmos para a condição atual do ser humano:
como quero fazer? qual eu quero? o que eu quero?
acha que está olhando a si,
mas acaba pensando, o que devo fazer?
e não se dá conta de que está fazendo isso
talvez esta seja a situação atual.


Porque não "olha para a si" e fica pensando de forma confusa,
os desejos honestos ficam cobertos de "pensamentos"
e não consegue vê-los...
O que está fazendo?
Devemos chamá-lo de um fenômeno misterioso exclusivo dos humanos?

*Animais não humanos não "olham a si"... Isso significa que eles naturalmente têm um desejo instintivo de ver, ouvir, captar a situação e se adaptar a ela e agir imediatamente.

Mesmo que não faça "olhar a si", talvez os animais tomam ações apropriadas.
Parece que os humanos não fazem isso.
Se não tem o "olhar a si (coração verdadeiro - desejos e sentimentos)" não se realiza o que deseja verdadeiramente. 

para onde estou indo



quero fazer isso! vamos fazer isso!

fazer com boas intenções
(fazer pensando que isto é bom fazer)

a sensação, o pensamento de que, ao fazermos isso todos juntos, seremos capazes de criar uma sociedade feliz

estar fazendo isso para satisfazer meus desejos e desejos que saem de mim.

de onde vêm esses desejos e desejos?  o que tem na base? como é essa base?

talvez fosse uma época em que não olhava para essa base e vim fazendo apenas com apenas com o entusiasmo?

como será que está agora?

para que estou fazendo isso? fazendo isso, qual o seu resultado?

ao adotar esse prisma (ponto de vista), o que pode suceder daí?

antes de decidir o que fazer, perguntar a si:  o que é a felicidade do ser humano? e o que é sociedade?

sem conhecer isso, deixando os meus conceitos antigos como estão, para onde estava querendo ir?

para onde estou querendo ir?


26 setembro 2022

Neandertal: as lições que eles nos ensinam 40 mil anos após sua extinção

Peter C. Kjærgaard, Mark Maslin e Trine Kellberg Nielsen
The Conversation*
26 setembro 2022

Os neandertais servem como um reflexo de nossa própria humanidade desde que foram descobertos em 1856. O que achamos que sabemos sobre eles foi moldado para se adequar às nossas tendências culturais, normas sociais e padrões científicos. Primeiro, se acreditava que eles seriam espécimes doentes. Em seguida, nossos primos subumanos primitivos. Agora ninguém duvida que eles eram humanos avançados.

Hoje sabemos que o Homo neanderthalensis era muito parecido conosco: no passado, nós convivemos com eles e nos cruzamos com frequência. Mas por que os neandertais foram extintos, enquanto nós sobrevivemos, prosperamos e acabamos dominando o planeta?

Seu cérebro era maior que o nosso

Os neandertais evoluíram há mais de 400 mil anos, provavelmente a partir do Homo heidelbergensis. Eles tiveram muito sucesso e se espalharam do Mediterrâneo para a Sibéria. Eles eram altamente inteligentes, com cérebros em média maiores que os do Homo sapiens.

Eles caçavam grandes animais, coletavam plantas, cogumelos e frutos do mar, controlavam o fogo para cozinhar, faziam ferramentas rebuscadas, vestiam peles de animais, faziam decorações de conchas e eram capazes de desenhar símbolos nas paredes das cavernas.

Eles cuidavam dos jovens, velhos e doentes, criavam abrigos para se protegerem, suportavam invernos rigorosos e verões quentes e enterravam seus mortos.

dadas e continue lendo

Os restos esqueléticos dos neandertais revelam que eles tinham um cérebro quase tão grande quanto o dos humanos modernos, então pode-se presumir que eles eram inteligentes e capazes de resolver problemas

Os neandertais encontraram nossos ancestrais inúmeras vezes ao longo de dezenas de milhares de anos. As duas espécies compartilharam o continente europeu por pelo menos 14 mil anos. Eles até tiveram relações sexuais.

A morte de uma espécie
A diferença mais significativa entre os neandertais e nossa espécie é que eles foram extintos há cerca de 40 mil anos. A causa exata de seu desaparecimento ainda é um mistério para nós, mas acreditamos que provavelmente foi o resultado de uma combinação de fatores.

Em primeiro lugar, o clima da última era glacial era altamente variável, indo do frio ao calor extremo e vice-versa, o que pressionava as fontes de alimentos de animais e plantas e significava que os neandertais tinham que se adaptar constantemente às mudanças ambientais.

Em segundo lugar, nunca chegou a haver muitos neandertais, já que a população total deles nunca ultrapassou dezenas de milhares de pessoas.

Eles viviam em pequenos grupos, de cinco a 15 indivíduos, em comparação com o Homo sapiens que formava grupos de até 150 indivíduos. Essas pequenas populações neandertais isoladas podem ter se tornado geneticamente cada vez mais insustentáveis.


O fato de os neandertais viverem em pequenos grupos foi, na opinião dos autores, um dos motivos da sua extinção

Terceiro, eles tiveram que competir com outros predadores, particularmente os grupos de humanos modernos que surgiram da África há cerca de 60 mil anos. Acreditamos que muitos neandertais podem ter sido assimilados nos grupos maiores de Homo sapiens.

Há provas?

Os neandertais deixaram inúmeras pistas para examinarmos dezenas de milhares de anos depois — muitas das quais podem ser vistas na exposição especial que ajudamos a organizar no Museu de História Natural da Dinamarca.

Nos últimos 150 anos, coletamos ossos fósseis, ferramentas de pedra e madeira, encontramos objetos e joias deixadas para trás, descobrimos cemitérios e agora mapeamos seu genoma a partir de DNA antigo. Parece que 99,7% do DNA de neandertais e humanos modernos é idêntico, e não há dúvida de que eles são nossos parentes extintos mais próximos.

Talvez o mais surpreendente seja a evidência de cruzamento que deixou vestígios de DNA neandertal em humanos vivos hoje.

Muitos europeus e asiáticos têm entre 1% e 4% de DNA neandertal. Os únicos humanos modernos sem traços genéticos de neandertais são as populações africanas localizadas ao sul do Saara. Ironicamente, com uma população mundial atual de cerca de 8 bilhões de pessoas, isso significa que nunca houve tanto DNA neandertal na Terra.

Pinturas rupestres encontradas em diferentes continentes provam que os neandertais eram muito mais inteligentes do que se imaginava inicialmente

A análise do genoma neandertal nos ajuda a entender melhor sua aparência, pois há evidências de que alguns desenvolveram pele clara e cabelos ruivos muito antes do Homo sapiens. Os muitos genes que os neandertais e os humanos modernos compartilham estão relacionados a diversas coisas, desde a capacidade de saborear alimentos amargos até a capacidade de falar.

Também aumentamos nosso conhecimento sobre a saúde humana. Por exemplo, parte do DNA neandertal que pode ter sido benéfico para os humanos há dezenas de milhares de anos agora parece causar problemas quando combinado com um estilo de vida ocidental moderno.

Existem ligações com alcoolismo, obesidade, alergias, coagulação do sangue e depressão. Recentemente cientistas sugeriram que uma antiga variante genética neandertal poderia aumentar o risco de complicações graves para quem contrai covid-19.

Espelho
Como os dinossauros, os neandertais não sabiam o que viria pela frente. A diferença é que os dinossauros desapareceram repentinamente após o impacto de um meteorito gigante vindo do espaço. A extinção dos neandertais ocorreu gradualmente.

Eles acabaram perdendo seu mundo — uma casa confortável que ocuparam com sucesso por centenas de milhares de anos, e que lentamente se voltou contra eles, até que a sua existência se tornou insustentável.
As mudanças do ambiente na pré-história teriam desempenhado um papel importante no desaparecimento dos neandertais, segundo os autores

Os neandertais agora têm um propósito diferente. Nós enxergamos nosso reflexo neles. Eles não sabiam o que estava acontecendo com eles e não tiveram escolha a não ser continuar no caminho que acabou levando à sua extinção. Nós, por outro lado, estamos dolorosamente conscientes de nossa situação e do impacto que temos neste planeta.

A atividade humana está mudando o clima e está nos levando diretamente a uma sexta extinção em massa. Nós podemos refletir sobre a confusão em que nos metemos e fazer algo a respeito disso.

Se não queremos acabar como os neandertais, é melhor agirmos juntos e trabalharmos coletivamente por um futuro mais sustentável. A extinção dos neandertais nos lembra que nunca devemos tomar nossa existência como algo garantido.

*Peter C. Kjærgaard, Mark Maslin e Trine Kellberg Nielsen são professores de História Evolutiva na Universidade de Copenhague (Dinamarca), de Ciências na University College London (Reino Unido) e de Arqueologia na Arthaus University (Dinamarca); respectivamente

Esta reportagem foi publicada no site The Conversation e é reproduzida aqui sob uma licença Creative Common. Clique aqui para ler a versão original deste artigo, em inglês.