29 junho 2010

quem decide?

no fundo
no fundo
as decisões 
já estão tomadas 

antes 
que a 
consciência as faça

conhecer a si
siginifica
tentar
conhecer
a subconsciência

voltar os olhos
para o não aparente
tanto em mim
quanto nosoutros

13 junho 2010

アヒルの子 - O Patinho

http://ahiru-no-ko.com/
http://sayaka-ono.jugem.jp/




É o 1o. filme de Sayaka Ono (26 anos) realizado há 5 anos, junto com o término do seu curso de cinema.
O título do filme [ O Patinho ] é uma referencia à história do "Patinho Feio". 
É um documentário sobre a "família". Os 5 anos, foram o tempo necessário para maturar a estréia do filme, obtendo o aval e a permissão dos familiares.   

A personagem principal é a própria diretora que também atua no filme e retrata o seu próprio enfrentamento a cada um dos membros da sua família. 

A sua família é um típica família classe médida esclarescida, um aparente lar amoroso. 
Isso começa com a pré-escola da Vila Yamaguishi, quando ela foi "internada" aos 5 anos durante 1 ano, longe da familia, como parte da educação que seus pais desejaram para ela.
Veio carregando na subconsciência, a memória da época de que foi abandonada pelos pais.

E para que nunca mais fosse abandonada, veio se relacionando com os pais anulando a si mesma.
Veio atuando a boazinha.
O troco veio depois.
"Sou escrava da minha família". Para mudar a si mesma, ela vai a luta.
"Se não fizer isso, não posso mudar esse eu de até agora".

O grito do choro sem voz. No auge da respitação ofegante, o desepero e a sensação de não ter o chão.
Com o olhar determinado, vai explodir no outro a sua própria raiva, acumulada durante anos e anos desde a infancia.

A sua expressão é de vida ou morte.
Em lágrimas, joga todo sentimento aos da família o que nunca disse até então.
Para ela, revelar a raiva e os sentimentos ao outro, rasgando a máscara era extremamante sofrível, mais do que ficar nua em pele. Mas também necessário.

(tradução desse blog)




12 junho 2010

tempos

houve tempos
em que
vida sexual ainda sem um cunho amoroso
mulher/homem nada mais do que um(a) fêmea/macho
sob o manto discursivo da livrerdade
moviam-se secretamente/proibidamente

efeitos dos hormonios juvenis?
e agora?
transcenderam-se a si próprio?
a que deveria atribuir?