03 agosto 2017

pessoa com pessoa - coração com coração

pessoa com pessoa
coração com coração

sentir a pessoa
sentir o coração

numa relação vertical (uma visão superior/inferior, um pensamento do ser humano)
fica difícil de enxergar o coração do outro nem o seu próprio coração

se tem um senso de obrigação (uma visão de obrigação, um pensamento do ser humano)
o "tem que fazer"(a obrigação) dificulta enxergar  o seu próprio coração, 

em muitos casos, ao invés do interesse no coração, acaba dando maior peso na relação superior/inferior, na obrigação, na posição social, no trabalho, etc...

  no cotidiano, na relação com a pessoa, mesmo que haja as circunstâncias e condições de cada momento,  sentimos a proximidade e intimidade com essa pessoa, quando entramos em contato com o coração (o sentimento) dessa pessoa, não?  não sentimos proximidade nem intimidade com a posição social, capacidades/técnicas, dessa pessoa...

13 maio 2017

A ESPÉCIE QUE FUGIA DO FRIO


A teoria original out of Africa (fora da África) postulava que toda a humanidade atual que vive fora desse continente provém de um pequeno grupo de Homo sapiens que saiu dali há uns 50.000 anos. Os cientistas pensam agora que não houve uma, mas quatro migrações para fora da África que ocorreram ao longo dos últimos 120.000 anos. E que as quatro tiveram relação com as mudanças climáticas associadas às variações da órbita terrestre.
Segundo o modelo construído por Axel Timmermann e Tobias Friedich, da Universidade do Havaí, em Honolulu, as migrações representam quatro ondas associadas às grandes glaciações desse período, que abarcaram estes quatro intervalos: 106.000-94.000, 89.000-73.000, 59.000-47.000 e 45.000-29.000 anos atrás. Os resultados de seu modelo se encaixam muito bem com os dados paleontológicos e arqueológicos.
O destino da humanidade parece estar, depois de tudo, escrito nas estrelas, como diria um poeta antigo. Porque esses ciclos gelados são causados diretamente por alterações periódicas da órbita terrestre. Outras mudanças climáticas de menor escala se associam a migrações de população de um caráter mais local.
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/21/cultura/1474473625_137920.html

Homo sapiens - ficção

Nós humanos controlamos o mundo porque vivemos em uma realidade dupla. Todos os outros animais vivem em uma realidade objetiva. A realidade deles consiste em entidades objetivas, como rios, árvores, leões e elefantes. Nós humanos também vivemos em uma realidade objetiva. No nosso mundo, também, existem rios, árvores, leões e elefantes. Mas ao longo dos séculos, construímos em cima dessa realidade objetiva uma segunda camada de realidade fictícia, uma realidade feita de entidades fictícias, como nações, deuses, dinheiro e corporações. E o incrível é que, enquanto a história se desenvolvia, essa realidade fictícia tornou-se cada vez mais poderosa tanto que hoje, as forças mais poderosas do mundo são essas entidades fictícias. Hoje, a sobrevivência dos rios, árvores, leões e elefantes depende das decisões e desejos de entidades fictícias, como os Estados Unidos, o Google, o Banco Mundial... entidades que existem apenas na nossa imaginação. https://www.ted.com/talks/yuval_noah_harari_what_explains_the_rise_of_humans/transcript?language=pt-br

Sapiens - mortífera

Não acredite nos abraçadores de árvores que afirmam que nossos ancestrais viviam em harmonia com a natureza. Muito antes da Revolução Industrial, o Homo sapiens já era o recordista, entre todos os organismos, em levar as espécies de plantas e animais mais importantes à extinção. Temos a honra duvidosa de ser a espécie mais mortífera nos anais da biologia. by Yuval Noah Harari - Uma breve história da Humanidade Sapiens.

17 abril 2017

“Os humanos inventaram a agricultura para fazer cerveja”



“Os humanos inventaram a agricultura para fazer cerveja”
Em livro, Karin Bojs faz uma retrospectiva dos últimos 55.000 anos de pré-história na Europa, do sexo com os neandertais até a chegada da agricultura


A jornalista Karin Bojs. BERNARDO PEREZ




A pré-história europeia escrita por a jornalista científica Karin Bojs (Lundby, Suécia, 1959) começa com um estupro. Um esbarrão sexual entre duas espécies humanas diferentes ocorrido há 55.000 anos na região hoje ocupada por Israel. O caráter consentido ou não da relação pode ser objeto de especulação, mas o sexo entre neandertais e Homo sapiens já foi comprovado cientificamente graças ao trabalho do geneticista sueco Svante Pääbo. Esse pioneiro da análise de DNA antigo conseguiu sequenciar o genoma completo da espécie extinta e agora sabemos que 2% de nossos genes são fruto daquele cruzamento.





Em seu livro Min Europeiska Familj (“minha família europeia”, ainda inédito no Brasil), Bojs reúne a informação mais atualizada sobre a vida dos habitantes do continente antes do surgimento da escrita. Os dados acumulados por diferentes métodos de pesquisa, da arqueologia mais clássica às inovações científicas introduzidas por profissionais como Pääbo, sugerem que os europeus de hoje são fruto de três ondas migratórias. A primeira, pouco depois do encontro com os neandertais no Oriente Médio, trouxe os caçadores e, provavelmente, acarretou a extinção daquela que até então era a espécie humana da Europa. Uma segunda onda trouxe os agricultores do que hoje é Síria e, com eles, seu conhecimento do cultivo das plantas. Por último, há 5.000 anos, partindo do sul do que hoje é a Rússia, chegou um povo de pastores que trouxe consigo as línguas indo-europeias atualmente faladas na Europa, os cavalos e uma sociedade patriarcal e estratificada.

Os neandertais continuam vivos no nosso genoma
Por que os humanos perderam o osso do pênis
Aborígenes australianos são os humanos vivos mais antigos
Sexo com nosso antepassado desconhecido


Pergunta. Antes do conhecimento que o sequenciamento do DNA antigo proporcionou, acreditava-se que a agricultura foi inventada em muitos lugares ao mesmo tempo.

"A agricultura foi inventada uma vez e chegou à Europa com os povos que a haviam inventado"

Resposta. Sim, era como uma espécie de dogma. A teoria segundo a qual a agricultura veio da Síria com a migração dos próprios agricultores que a haviam inventado, que agora parece a correta, era chamada de “migracionismo” com um tom pejorativo. Os filhos da geração de 68 viveram uma reação ao nazismo. Antes da Segunda Guerra Mundial, a arqueologia e a história estiveram muito influenciadas pelos nazistas, e, quando chegou a reação, foi um pouco exagerada. Rejeitou-se tudo, negou-se que houvesse influência das migrações ou dos genes, tudo era cultura e sociologia, e afirmavam que os caçadores se reeducaram e decidiram que não queriam mais ser caçadores e passaram a ser agricultores. Se você pratica a agricultura, sabe que é muito difícil. São necessários muitos anos para aprender a cultivar. Havia uma minoria de arqueólogos que queria explicar a aparição da agricultura na Europa através da migração, e o DNA provou que esta minoria estava certa.


P. Mas parece que a agricultura apareceu em muitos lugares separados sem contato aparente, como na América e na Índia.
R. Isso foi um pouco depois, e de fato não podemos ter certeza. O que sim sabemos pelos dados da Europa é que a agricultura chegou acompanhada dos humanos que a conheciam e que migraram com ela através de grandes distâncias.

P. Em seu livro, você também fala da hipótese que propõe que a agricultura foi inventada, entre outras coisas, para produzir bebidas alcoólicas.
R. Arqueólogos alemães encontraram em um lugar chamado Göbekli Tepe, na parte leste da atual Turquia, taças e grandes baldes do tamanho de uma banheira onde viram enzimas que seriam restos da fabricação de cerveja. Eles estão convencidos de que havia um culto neste local erguido por culturas tardias de caçadores. As pessoas vinham de muito longe, até centenas de quilômetros, a fim de se reunir ali para celebrações. Esses arqueólogos acreditam que o consumo de cerveja era uma parte importante dessas celebrações, e isso faz sentido. Não acredito que comer purê fosse um impulso suficientemente importante para começar uma nova cultura e um novo estilo de vida.

"As pessoas vinham de muito longe a fim de se reunir ali para celebrações. Não acredito que comer purê fosse um impulso suficientemente importante para começar novo estilo de vida"

Os grãos já eram parte da dieta durante muitos anos antes da aparição da agricultura. Coletavam trigo e cevada, isso era parte do processo, mas se de repente você precisa de grandes quantidades de grão para produzir cerveja, acredito que seja um incentivo interessante. A agricultura obviamente foi um processo muito complicado, e também tem a ver com a mudança climática. Houve uma mudança climática muito brusca quando acabou a última glaciação e o Oriente Médio se tornou mais úmido e facilitou o cultivo. Se você havia tentado cultivar algumas plantas, estava no lado ganhador quando se produziu essa mudança de condições.


P. Alguns cientistas propõem que adotar a agricultura foi o pior erro da humanidade, que piorou suas condições de vida. Você discorda.
R. Não gosto dessa ideia. Acho que há vários divulgadores científicos que também insistem em que a agricultura foi uma catástrofe e que os caçadores viviam em um estado feliz e natural, e que a agricultura e o gado foram uma catástrofe. Acredito que seja uma forma muito simplista de analisar a mudança. Se você olha para a pré-história, há altos e baixos no nível de vida, no período dos caçadores e nos períodos da agricultura. Como outras invenções, não é algo que surgiu de uma decisão premeditada. Tratava-se de ir resolvendo pequenos problemas na vida daquelas pessoas. Por exemplo, a cerveja pode ter surgido assim. Sabemos que você pode ficar um pouco alterado se ingere uma substância, e os agricultores fizeram isso. E então pensaram em produzir mais disso que gostavam, e para fazê-lo precisavam cultivar. E assim se acumularam muitas soluções para pequenos problemas práticos que acabaram por produzir uma grande transformação.


P. Em seu livro, você considera provável que nossa espécie tivesse um papel importante na extinção dos neandertais, mas fala de uma convivência pacífica entre a primeira onda de caçadores que chegou à Europa e a dos agricultores.
R. Como a arqueologia só nos oferece alguns vestígios, não se pode saber com certeza, mas não há achados que indiquem que havia grandes enfrentamentos. Faz sentido, porque, se você for um caçador, precisa de animais para matar ou de peixes para comer. Se for um agricultor, precisa de um bom solo. Parece que eles conviveram bem. Ao cabo de um tempo, houve uma fusão. Os caçadores e os agricultores se encontraram e tiveram filhos. E isso pode ser visto muito claramente na Espanha.
Na Espanha vivia uma população de caçadores e depois chegaram os agricultores. Chegaram de barco através do Mediterrâneo, há 7.000 anos, e se pode ver que depois de certo tempo se fundem. A população basca da Espanha, e isso se vê também em seu DNA, são ainda os netos desta fusão, da primeira onda, dos caçadores, e da segunda, dos agricultores, mas não da terceira onda, a que trouxe as línguas indo-europeias. Eles falam basco, que não é uma língua indo-europeia. Talvez o basco seja como um vestígio de uma antiga língua dos agricultores.

10 abril 2017



ok, então, "cnv"mente falando, a causa da sua(minha) raiva(emoções) está na sua(minha) necessidade.

pensar/conhecer

o pensar usa, maneja, reformula conceitos e experiências do passado

o conhecer tenta, vê, ouve, os fatos os acontecimentos, as relações e as condições de agora.

05 março 2017

as certezas

as certezas (é assim !) já estão instaladas. só se manifestam porque já estão lá no não-manifesto.

08 outubro 2016

dois mundos

se o "mundo manifesto (visível) está desse jeito
é porque no "mundo não manifesto (invisivel)" já está. pretenção querer mudar o já manifesto

04 outubro 2016

instintos

instinto primordial:  autodefesa

a) fugir ( ex. mosquitos,)
ou
b) atacar (ex. abelhas)

mosquitos, jacarés, onças, leões atacando -> alimentação

cães domésticos latindo, atacando -> autodefesa (não é para se alimentar)
pode ser  a) hereditário  e  b) adquirido -> o parâmetro do perigo iminente depende do meio ambiente onde foi criado.


e no caso do ser humano?
o que é hereditário ?
e
o que é adquirido?




12 setembro 2016

inimigo

o inimigo não está fora..

olhei bem

e não havia inimigo nenhum

31 janeiro 2016

dor

a dor física
a dor menta
de repente
gritos de dor
a dor é na mente
a dor é na carne
adorna a mente

30 janeiro 2016

é

impossível
olhar como ela é
aceitar como ela é

então
tentar olhar como ela é
tentar aceitar como ela é

13 agosto 2015

HAIKUAZES

Lirial

Morava na alegria
E nunca mais morreu


Zero

Subtraio-me ao tempo
E me acrescento


Liame

Um  certo riso meu
Nasce no outro


Súbito para uma flauta

Soprar  avenas
Nas almas pequenas


Noturno

Estrelas escondidas
No céu e nas vidas

(Haikuazes, Escrituras Editora, São Paulo, 2006)

10 agosto 2015

ume





















as ameixas japonesas
fora da estação, resolveram florir
mas 
se estão fora ou dentro
as suas razões eu não sei
eu de novo tentando enquadrá-las

pensa 2

o pensar é um processo
o pensamento é um produto
o pensar me libera
o pensamento me tem
o pensar me liberta
o pensamento me aprisiona
o pensar sou eu
o pensamento não

pensa


o pensar é um processo
o pensamento é um produto
o pensar eu me exercito
o pensamento me paralisa
o pensar eu me exploro
o pensamento nela me escondo

20 maio 2013

idéia fixa - obsessão

num estado de obsessão
não se percebe que está obsessivo
não se percebe o próprio estado obsessivo
se tem alguma crença, um religião dentro de si
e se perante uma pergunta: - vc tem algo assim?
o que sai de si, é algo que está consciente
o que é inconsciente, não tem como sair
então deve haver muito disso

19 maio 2013

Universo provavelmente nasceu do nada, afirma o físico Stephen Hawking.

 Segundo o cientista, "não há lugar para Deus nas teorias de criação do Universo". Anteriormente, Hawking havia afirmado que a existência de um criador não era incompatível com a ciência. Mas, em seu novo livro, ele conclui que o Big Bang é uma consequência inevitável das leis da física, nada mais. Na obra "The Grand Design", que será lançado no dia 9 de setembro, o físico afirma que o Universo não precisou de um deus para ser criado. - A criação espontânea é a única explicação para a existência do Universo - afirma. No livro, Hawking também contesta a teoria de Isaac Newton de que um deus teria desenhado o Universo, já que os planetas não poderiam ter nascido do caos. Citando a descoberta de 1992, que mostrou pela primeira vez planetas orbitando uma estrela que não era o Sol, Hawking disse que estão aparecendo cada vez mais evidências de que o Universo não nasceu como um "presente para os homens". - Não é necessário invocar Deus para explicar o futuro do Universo. Em seu best-seller de 1988, "Uma breve história do tempo", o físico parecia ter aceitado o papel de Deus na criação do Universo. - Se conseguíssemos explicar por completo a teoria da criação, teríamos o triunfo da razão.