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25 março 2023

a base é: não falar (ensinar) / não fazer (ajudar)



a base é: não falar / não fazer

[ あえて言う時・やる時 - A palavra "aete" (あえて) sugere que a pessoa está tomando uma decisão consciente e corajosa, e geralmente é usada em situações em que a pessoa está assumindo algum risco ao falar ou agir de certa maneira.]
quando se escolhe falar ou agir intencionalmente, é provável que haja um objetivo, desejo, necessidade ou intenção por trás disso.

com o tempo, pode-se desenvolver o hábito de falar ou agir de certas maneiras.
pode-se sentir a necessidade de falar ou agir para se sentirem calmos ou confortáveis
pode-se criar desculpas para justificar suas palavras ou ações
no entanto, o objetivo original, desejo, necessidade ou intenção já podem estar perdidos.

criar uma criança 
também tem como base: não falar / não fazer
a organização e o gerenciamento também tem como base: não falar / não fazer.

a fala (ensinar) e a ação (ajudar), como isto tem obstruído o crescimento da criança e desenvolvimento da pessoa. . . 

育ち" (sodachi) é mais frequentemente usado para se referir ao processo de criação e educação de uma criança, desde o nascimento até a idade adulta. Essa palavra pode incluir o ensino de valores, habilidades e comportamentos, bem como o processo de cuidar de uma criança em seu ambiente familiar e social. É uma palavra mais ampla que se concentra no desenvolvimento completo da criança, incluindo aspectos como a formação de valores e a personalidade.

"成長" (seichou), por outro lado, é uma palavra mais genérica e abrange o processo de crescimento e desenvolvimento de uma pessoa em geral, em todos os aspectos, não apenas durante a infância. Ela pode incluir não só o desenvolvimento físico, mas também o desenvolvimento emocional, social, cognitivo e profissional, por exemplo.


12 março 2023

força de viver, expansiva, adaptativa

(by iwata "paraiso" março 2023)
Crescimento como Pessoa não é :
- memorizar (reter informações) conhecimentos e teorias (pode ser danoso em muitos casos)
- adquirir conhecimentos, capacidades, habilidades práticas.

Crescimento como Pessoa é :
- crescimento do coração (mente) e da inteligência.
- expansão das habilidades: absortiva, adaptativa, criativa, etc.

Se ficar aplicando fertilizante próxima a raízes, não apenas as raízes deixarão de crescer, e se aplicar fertilizante em excesso causará desnutrição e doenças.

Quando uma pessoa é ensinada a ter conhecimentos e argumentos racionais e sentir que já entendeu, sente-se satisfeita com isso e a motivação original de querer saber dentro dela não expande.

Ao invés disso..., um mecanismo para desenvolver a autoconsciência de que não conheço / não entendo.

Na criação de filhos . . .
No trabalho . . .
Nos cursos . . .
Nas visitas . . .

01 outubro 2022

um

deixar do jeito que está as resistências,
a consciência do "contra", 
não há como realizar o "um"

porque deseja o verdadeiro,
o essencial,
por isso mesmo, 
a sensibilidade de estado atual
de que não está  "um"

como ir realizando


27 setembro 2022

"olhar a si" .... ou... fica pensando "coisas sobre si"


a situação atual em que não [ olha a si ]. . . fica apenas [ pensando sobre si ] ・・・

o que quero fazer?
quero me tornar como?

Fazer perguntas dessa maneira significa [ olhar a si / olhar dentro de si ]
não significa [ pensar sobre si ].

se ao invés de
[ olhar a si ] [ o que quero fazer ]
acaba pensando sobre [ o que quero fazer ]
acaba em não conseguir enxergar
o verdadeiro [ o que quero fazer ] que está dentro de si

originalmente,
deve haver nos animais, algo que
quer se mover / viver
conforme o desejo que brota
diretamente do instinto (≅ desejo original)
sem ser amarrado por nada
talvez o mesmo seja para o ser humano.

[ o querer (o desejo) ] que brota direto do coração original
. . .
esse lugar não é algo que se consegue conhecer pensando
. . .
olhar do jeito que está
sem interpor os pensamentos
apenas olhar dentro
talvez seja algo com essa qualidade

mas se olharmos para a condição atual do ser humano:
como quero fazer? qual eu quero? o que eu quero?
acha que está olhando a si,
mas acaba pensando, o que devo fazer?
e não se dá conta de que está fazendo isso
talvez esta seja a situação atual.


Porque não "olha para a si" e fica pensando de forma confusa,
os desejos honestos ficam cobertos de "pensamentos"
e não consegue vê-los...
O que está fazendo?
Devemos chamá-lo de um fenômeno misterioso exclusivo dos humanos?

*Animais não humanos não "olham a si"... Isso significa que eles naturalmente têm um desejo instintivo de ver, ouvir, captar a situação e se adaptar a ela e agir imediatamente.

Mesmo que não faça "olhar a si", talvez os animais tomam ações apropriadas.
Parece que os humanos não fazem isso.
Se não tem o "olhar a si (coração verdadeiro - desejos e sentimentos)" não se realiza o que deseja verdadeiramente. 

para onde estou indo



quero fazer isso! vamos fazer isso!

fazer com boas intenções
(fazer pensando que isto é bom fazer)

a sensação, o pensamento de que, ao fazermos isso todos juntos, seremos capazes de criar uma sociedade feliz

estar fazendo isso para satisfazer meus desejos e desejos que saem de mim.

de onde vêm esses desejos e desejos?  o que tem na base? como é essa base?

talvez fosse uma época em que não olhava para essa base e vim fazendo apenas com apenas com o entusiasmo?

como será que está agora?

para que estou fazendo isso? fazendo isso, qual o seu resultado?

ao adotar esse prisma (ponto de vista), o que pode suceder daí?

antes de decidir o que fazer, perguntar a si:  o que é a felicidade do ser humano? e o que é sociedade?

sem conhecer isso, deixando os meus conceitos antigos como estão, para onde estava querendo ir?

para onde estou querendo ir?


24 setembro 2022

faço ou não faço

 

Quando alguém me pede para fazer algo,
costuma surgir em mim o pensamento: “devo ou não devo fazer?”.

Esse dilema toma boa parte da minha mente.

Mas “auscultar o outro” não tem nada a ver com decidir se devo agir ou não.

Enquanto eu estiver preocupado em me proteger, meu interesse não se voltará verdadeiramente para o outro.

Auscultar é voltar-se para o sujeito autônomo que há no outro.
Fazer - ou não fazer - diz respeito ao meu próprio desejo, à minha autonomia.

O que é de dentro de mim, e o que é de dentro do outro - na vida cotidiana, essas fronteiras se confundem.

Frequentemente agimos como se disséssemos: “vou fazer porque o outro pediu”,

Sem perceber que essa voz, na verdade, é uma ilusão de exterioridade.

No fundo, é a minha própria mente dizendo: “ela disse isso”.

tem uma pessoa assim


se eu ouço da pessoa: "quero tomar cerveja"

eu: "ela, quer tomar cerveja"

evolui para: "ela é uma pessoa que quer tomar cerveja"

a partir desse ponto, começo rodar os pensamentos: o que faço, como faço.


o que chega são: luz e som

o resto é tudo dentro da cabeça

teoricamente é isso, muito simples

sem autoconsciência, tomo como "é assim",  

que "existe uma pessoa assim"

se a pessoa é assim, por isso eu fiz assim

sem autonomia, sem o sujeito

o que existe antes das palavras?

a face interna?

que necessidade?

qual desejo?

o coração?

pode ser algo com o qual o ser humano tem originalmente equipado

de alguma forma, saber lá quando, esqueceu?

23 setembro 2022

"Não há nada"



 "Sem negação/sem culpa"

 "Sem confronto/sem reserva" 

"Sem ansiedade/sem cerco"

"Sem ensino/sem imposição" 

"Não avaliado pelos resultados" 

"Sem teimosia/sem reclamação"

“Sem obrigações/sem responsabilidades” 

“Sem ordens/sem superior e inferior” 

“Sem vinculação/sem coerção”

Dado o estado atual da sociedade,

vive como se "naturalmente existissem"

coisas que não existiam originalmente na sociedade humana.

passa a duvidar das pessoas, 

fica ansioso

interpondo estas coisas entre as pessoas?

faz perder de vista o coração verdadeiro?

"Não há nada"

está é afigura original do ser humano.

A paisagem que de lá se enxerga a partir desse lugar

 vida original das pessoas

 verdadeiras intenções da pessoa.

observar

os pais


"As influências da sociedade e do ambiente criam o estado de coração.''→
 → ``Construir uma sociedade'' →
Tal ideia ter surgido se deveu à existência das pessoas que me antecederam
→ → →
À existência de pais.

22 setembro 2022

o mais alto, o melhor, o mais adequado


quando ouvir e fazer está grudado:
ao ouvir o "pedido" de alguém, dá vontade de fazer.
logo, acabo fazendo.

quando ouvir e fazer está separado:
ao ouvir o "pedido" de alguém, ouço com vontade de fazer.
"apenas ouvir" "ouvir do jeito que está, do jeito que vem" . . . 
existe um espaço vazio (intervalo)que separa entre "ouvir" e "fazer"

nesse intervalo, 
cabe entra o [como será "o mais alto, o melhor, o mais adequado"?]

ouvir é ouvir, apenas isso. fazer é separado.
o "tem quê" desaparece
na a figura original tem esse espaço?
de alguma forma, acabou grudado


mémórias, o passado e o futuro


o que entendo sobre isso.
memória é o que está gravado na sua mente, é o passado que está gravado.
ela vem à tona, do inconsciente para o consciente, são as lembranças
dizem que 95% das memórias estão no inconsciente e não vem para o consciente.
mas temos a capacidade de imaginar, projetar o futuro, tipo: ah, vai acontecer isso.
esse são os pensamentos sobre o futuro.

o presente? é o aqui e agora.
o presente é sem pensamento, sem memória do passado, nem projeção do futuro.
é apenas uma sequencia de aquiagora, aquiagora, aquiagora, aquiagora, aquiagora, . . . .

a capacidade de imaginar o futuro também depende da memória.
pois, baseado nas memórias (e experiências) é que ficamos desenhando, imaginando o futuro.

sobre o medo:
o medo que sinto agora, ao deparar com alguém ou alguma situação, está baseado na experiência traumática.
medo é a imaginação de que algo ruim vai acontecer, igualzinho o que aconteceu no passado, vai se repetir.
mas não é uma simples imaginação
você certeza que esse algo ruim do passado vai se repetir.
tem um senso de realidade muito grande.

13 julho 2022

está lá


se as ações da pessoa são manifestações do que receberam da sociedade
se as ações da pessoa e a pessoa em si são coisas distintas
não existe neste mundo um pessoa má
existe sim algo que está presente constantemente dentro da pessoa
desde quando ela nasceu
uma força atuando para o porvir
algo que talvez possamos chamar de essência do ser humano
esteja no estado em que estiver
(raivoso, triste, alegre, deprimido, esperançoso, etc.)
está lá
descobrir mutuamente essa parte
viver conectados pessoa com pessoa


19 junho 2022

inútil


inútil
sem cargos
sem posses
sem títulos
sem conhecimentos
sem honrarias
sem reconhecimentos
não serve para nada

pessoa
apenas
ser humano
a segurança e tranquilidade original
apenas
a vontade
o desejo
os sentimentos
originais
pessoas com pessoas

02 janeiro 2022

Não enxerga a pessoa

Com a sua cabeça no modo "tem coisa a fazer", não consegue ver a pessoa. 

20 setembro 2021

Por que o futuro não existe, para o autor de 'Seu cérebro é uma máquina do tempo

Alejandro Millán Valencia
BBC News Mundo
19 setembro 2021


Dean Buonomano é autor do livro 'Seu cérebro é uma máquina do tempo' e pesquisador da Universidade da Califórnia em Los Angeles


"Como a natureza fez para criar um relógio a partir de neurônios?"
Como essa pergunta como ponto de partida, Dean Buonomano, professor de neurobiologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), começou a investigar a forma como nosso cérebro percebe o conceito de tempo.
E várias de suas conclusões o levaram a escrever Your Brain is a Time Machine - The Neuroscience and Physics of Time (em tradução livre, Seu cérebro é uma máquina do tempo - a neurociência e a física do tempo), no qual aborda várias teorias sobre a funcionalidade objetiva da memória e como nosso cérebro tem "vários relógios" que calculam o tempo.
É por isso que várias revistas especializadas o descrevem como "um dos primeiros neurocientistas a se perguntar como o cérebro humano codifica o tempo".
Em meio a uma pandemia que alterou nossa percepção do tempo, a reportagem da BBC News Mundo (serviço da BBC em espanhol) entrevistou Buonomano a respeito do assunto e sobre temas como livre arbítrio.


BBC - O livre arbítrio é uma ilusão?
Dean Buonomano
- Já dedicamos muito tempo a pensar e a escrever sobre o tema, mas poucas vezes nos dedicamos a defini-lo.
Acho que eu começaria por aí: como você definiria o livre arbítrio? O que ele significa para você?

BBC - É difícil. Diria que é a capacidade do ser humano de tomar decisões, mas essa definição pode ser insuficiente. Então devolvo a pergunta: temos livre arbítrio?
Buonomano
- Como você acaba de dizer, a resposta da pergunta depende da forma como se escolha definir livre arbítrio. Eu escolho a definição, tenho essa liberdade. É uma decisão tomada pelo meu cérebro.
E, novamente, uma forma de explicá-lo é dizendo que o livre arbítrio são decisões tomadas pelo meu cérebro, que por sua vez define o que é livre arbítrio. Por isso é algo que vai além da ciência ou da física, as transcende.
Digo isso porque, de acordo com as leis da física, o livre arbítrio não existe como tal, porque deve obedecer às leis da física.
Então aqui entra em jogo outro elemento: o determinismo.
E isso nos dá duas visões: a de que o futuro não existe e a de que ele já está determinado, já está previsto.


Seria o livre arbítrio uma ilusão?


A primeira versão sinaliza que o futuro não existe, porque ainda não tomamos as decisões que nos vão levar a ele; e a segunda, a de que ele pode estar definido porque não podemos escapar das leis da física.
Mas vamos colocar isso em termos práticos. E aí acho que podemos dizer que o futuro não existe, porque é impossível prever o que as pessoas vão fazer ou como vão se comportar.
Por exemplo, se eu te peço que escolha um número entre zero e mil, é impossível que eu adivinhe qual número você vai escolher. Nessa escolha entram inúmeros fatores, além de eu não ter todas as informações necessárias para poder adivinhar sua escolha.
Como você vê, é um sistema caótico e difícil de se prever; no entanto, segue sendo governado pelo poder da física.
O que quero dizer é que a gente se sente incômoda com a ideia de que nossas decisões sejam limitadas ou determinadas por leis da física. E, mesmo que não gostem, elas o são. Por isso, podemos dizer que o livre arbítrio é uma ideia, uma ilusão.

BBC - Mas como como entra nisso tudo o indivíduo, ou o cérebro dele, que é o centro da sua pesquisa?
Buonomano - 
O que eu acabei de dizer não significa que na prática todas as ações sejam predeterminadas.
O que eu acredito que é importante é abraçar o fato de que as minhas decisões, meu livre arbítrio, é consequência da gestão de complicadas redes de informação que são ou foram processadas pelo meu cérebro.
E essa informação processada depende de todas as experiências que eu tive na vida. Dependerá do lugar onde cresci, do que aprendi quando era pequeno, dos países que visitei, porque tudo isso molda meus circuitos neurais.
Por isso gosto de pensar no livre arbítrio como todo esse processo que ocorre no meu cérebro.

BBC - De acordo com essa resposta, e com vários dos seus ensaios e livros, também se pode concluir que o futuro já existe e está predeterminado?
Buonomano - 
Não. Nisso é preciso ter dois pontos de vista que, como você destaca, partem do que falamos antes e têm a ver com a natureza do tempo.
De um lado está uma visão chamada presentista, que diz basicamente que só o presente é real. E que o passado foi real (quando ocorreu).
Ou seja,posso recordar coisas do passado e o futuro não está determinado. Essa é uma versão quase intuitiva, que quase todos os seres humanos temos.
E, além disso, como não podemos mudar o passado, sente-se que nossas decisões estão, de alguma maneira, dando forma a nosso futuro/
Agora, há outra visão chamada eternalismo, ou universo em bloco.
Essa visão aponta que todos os momentos do tempo são iguais, do mesmo modo como todos os pontos no espaço são reais.
Por exemplo: Londres e Los Angeles são duas cidades reais, que existem. Eu estar parado em um desses pontos - Los Angeles - não quer dizer que o que se passa em Londres deixa de ser real.


Recordações têm uma função importante no cérebro em sua tentativa de prever o futuro, afirma neurocientista

O que essa teoria quer dizer é que o tempo é uma dimensão, como o espaço, em que todos os momentos do tempo são igualmente reais, mesmo que uma pessoa não possa senti-los ou vivê-los porque está presa em um momento - em seu presente.Essa visão aponta que, da mesma forma que não posso sentir o que acontece em Londres neste minuto, tampouco poderei sentir com o que vai acontecer no futuro, mas isso não significa que não seja real.

BBC - O senhor está mais próximo à primeira visão (presentista).
Buonomano - 
O eternalismo, de muitas maneiras, sugere que a nossa percepção de tempo está distorcida ou é uma espécie de ilusão.
Por quê? Porque para nós é difícil mudar a noção de que o futuro é algo real, como se esse caminho já existisse. Então, se o eternalismo estiver certo, nossa visão de tempo (e do mundo em geral) seria enganosa, porque a maioria de nós concorda que sente como se o passado se esvaneceu e o futuro ainda está em aberto.
Essa visão sugere que, possivelmente, nossa intuição e percepção estão muitas vezes equivocadas, mas eu discordo disso muitas vezes porque nossas intuições e percepções se adaptam e evoluem para nos ajudar a sobreviver - novamente - em um universo controlado pelas leis da física.
Por isso, nossas intuições, na minha opinião, provavelmente estão certas, motivo pelo qual sou presentista.

BBC - Ou seja, o futuro não existe?
Buonomano - 
Não acredito na ideia de que o futuro de alguma maneira exista, ou de que o passado exista de uma forma real.
Acho que só o presente é real. Mas ao dizer algo assim tenho que tomar muito cuidado com a teoria da relatividade.
Porque o ser presentista não significa que todos tenhamos o mesmo presente. Não implica, de forma alguma, que haja um presente absoluto.
Por exemplo, sabemos que os relógios mudam dependendo da velocidade de seu potencial gravitacional. Ou seja, isso implica essa parte da relatividade que aponta que a velocidade com que muda um relógio ou a taxa da passagem do tempo que o relógio conta depende dos efeitos do potencial gravitacional.
A magnitude desse potencial aumenta e diminui conforme a proximidade ao centro de gravidade, seja na Terra ou no espaço. Tudo isso para dizer que os relógios mudam a ritmos diferentes.
O que nos deixa claro que não há um presente absoluto ou mesmo um tempo absoluto.

BBC - Qual a definição do tempo e por que ela é importante?
Buonomano -
Vamos voltar ao começo: depende do que definimos como tempo. (...) Em seu principal significado, tem a ver com uma medida de mudança, medida por um relógio.
Mas os fatos que vivemos, os lugares que visitamos, tudo nos faz pensar em versões relativas dessa mudança. Uma versão subjetiva do tempo. Por exemplo, o tempo que acabamos de viver devido à pandemia de covid-19 é totalmente diferente do que vivemos em anos anteriores.
Por isso se faz necessário tentar agrupar e medir de forma mais padronizada o possível essa mudança, porque nossa percepção do tempo varia muito em nossa mente.


Nossa percepção do tempo é subjetiva e mudou muito na pandemia, aponta Buonomano

BBC - Para o senhor, a pandemia mudou nossa ideia de tempo, então?
Buonomano
- Com certeza mudou, mas, novamente, isso tem a ver com a nossa percepção subjetiva do tempo, (...) que depende do contexto.
Se estamos fazendo algo que gostamos ou que nos inspira, é possível que sintamos o tempo passar mais rápido.
A pandemia fez alterar esse contexto, tanto para nossa percepção atual, do presente, quanto para nossa percepção em retrospecto.
Sentimos que os meses passam muito rapidamente. Mas quando olhamos para trás, quando nos falam de algo que aconteceu antes da pandemia, sentimos que faz muito tempo, talvez mais do que realmente passou se não tivesse havido uma pandemia no meio.

BBC - O senhor disse certa vez algo muito interessante, que o cérebro é uma máquina do tempo.
Buonomano - 
Isso tem a ver com dois conceitos.
O primeiro é o que entendemos por tempo e como se configura nossa concepção do tempo.
Segundo, nosso cérebro tem a habilidade de planejar o futuro. E faz isso usando o passado.
Eu me centrei na ideia de como o cérebro vai armazenando memórias que depois vai usar para nos orientar a seguir adiante. Minha grande motivação é poder ver como isso ocorre e porque o nosso cérebro faz isso.
E acho que uma conclusão a que cheguei é que nossas memórias e recordações estão aí para construir nosso futuro.
Não servem apenas para nossas tardes de recordação, quando dizemos que o tempo que passou era melhor. Elas têm um uso prático.


O futuro é um conceito difícil de ser processado pelo cérebro humano

BBC - Como isso ocorre na prática?
Buonomano - 
Acumulamos e mantemos nossa memória para sobreviver. Também o fazem os animais que estocam comida para o inverno: lembram onde colocaram os alimentos e voltam para buscá-los.
Nós fazemos isso de outra maneira. Nosso cérebro precisa saber o que vai acontecer e quando - se vai chover e quando. E para fazer esse tipo de cálculo precisa de tempo.
Tanto para os animais quanto para nós, é preciso aprender a nos movermos em nossos ambientes, em nossos habitats.

BBC - E como o cérebro processa isso?
Buonomano - 
Há muitas perguntas sobre como o cérebro percebe o tempo, como o conta, o recorda, como prevê o que vai acontecer.
Talvez a resposta mais precisa venha de se perguntar como o cérebro humano conceitualiza o tempo, como o conta e o abstrai.
As pessoas podem chegar a pensar que há uma espécie de relógio central, que mede tudo o que estamos fazendo. Mas sabemos que não é assim.
Sabemos que o cérebro não tem um relógio central que lhe permita contar o tempo nessa escala. Temos diferentes circuitos internos que classificam o tempo em segundos, em milésimos de segundos; outros em horas e outros em dias.
E aqui se incluem aqueles que controlam os ritmos circadianos, que marcam o relógio biológico das pessoas durante um intervalo de tempo.
O interessante disso é que, dessa forma, temos vários relógios internos que medem coisas diferentes entre si. E isso nos permite concluir que o tempo é algo fundamental no funcionamento do nosso cérebro.

21 agosto 2021

lembretes

 


2019-04-29
foco e peso no essencial

masculino e feminino - obviamente que não são equivalentes, equitativos, que haja paridade, não são iguais.
em relação a isso, deve haver muita repulsa.
se disser que são as mulheres é que são superiores, não haverá repulsas? (risos)
de qualquer forma, tanto a igualdade / equidade, vem de uma reação contrária a discriminação e servidão, não é?
conhecer a segregação natural de pessoas com pessoas originais.


2019-04-30
foco e peso no essencial pais e filhos, homens e mulheres, mestres e discípulos, existe aí, a
figura da pessoa que crescem mutuamente.
isso é serviçal! isso é superior/inferior! isso é melhor/pior! é alto/baixo! digam o que quiserem!
captem com a maneira de ver aleatória, a figura original não vai mudar.

02 maio 2021

o coração e a inteligência



para o meu coração,
o maior interesse é "o verdadeiro coração, o desejo que vem do coração verdadeiro do próximo"

para a minha inteligência,
o maior interesse é "como será na realidade? como será na verdade?"

a pessoa vive o seu cotidiano tendo como base os "dois interesses": o coração a inteligência.

talvez seja isso. . .



30 abril 2021

originalmente

saúde. . . liberdade. . . igualdade. . . tranquilidade. . .
não é algo a conquistar, acrescentar, executar. . .

algo que existe na origem.

20 agosto 2020

sentimento de amor natural & sentimento de amor que vem da visão corpo unico



da Natureza e Inteligência Humana... 2005.12.28

O natural sentimento de amor

O amor familiar, o amor maternal que há (deve haver) em qualquer animal

O sentimento de amor que jorra/emerge pela oportunidade de ver e tocar (mesmo não haja elo sanguíneo)

A familiaridade/proximidade com as pessoas que acabamos de ver, afeição a coisas próximas,  ... essas são figuras/imagens naturais de pessoa (do ser humano)..


Através da inteligência que o ser humano possui,
conhecer(se dar conta) a sua existência como parte do corpo único de todas as coisas naturais e as conexões entre os seres humanos ao redor do mundo inteiro.

Obviamente, o sentimento de amor natural e sensorial,
o mundo dos seres humanos há de conseguir gerir baseado no "grande amor",  no sentimento de amor sem limites (infinito) que vem da visão corpo único,
neste lugar não há como ocorrer 
pobreza ou conflito,
é uma sociedade de acordo como o ser humano como ele é, que ama toda toda a natureza e todo o ser humano. É um mundo cheio de amor e inteligência/razão.

Aditivo:
No estado natural, é fácil ficar limitado ao sentimento de amor sensorial a coisas/pessoas do redor, 
portanto, para a realização da sociedade fraterna e feliz de todas as pessoas, a resolução primordial é o cultivo da "visão corpo único" pela inteligência e sabedoria, penso que não outro caminho se não este.
Gostaria que não misturasse o sentimento de amor (afeto) que brota pela visão corpo único próprio do ser humano e o sentimento de amor(afeto) natural (da natureza).