10 dezembro 2017

lennon com 29 anos.

Morreu com 40 anos, em 1969, quando casou com Yoko Ono, estava com 29 anos de idade.  aproveitando o grande interesse da imprensa eles decidiram usar a publicidade para promover a paz mundial. Eles passaram a lua de mel no quarto 702 no Hotel Hilton de Amsterdã por uma semana entre dia 25 e 31 de março, convidando a imprensa mundial para entrar no quarto de hotel entre as 9 horas da manhã e 9 horas da noite. Depois do lançamento do álbum Two Virgins, onde ambos apareceram nus na capa, a imprensa esperava que eles fossem fazer sexo publicamente, mas ao invés disto eles ficaram sentados na cama falando sobre paz.

Em dezembro de 1969, eles espalharam mensagens em out-doors dizendo "War is Over! If You Want It - Happy Christmas From John and Yoko" ("A guerra acaba se você quiser, feliz Natal de John e Yoko") por onze cidades.

A campanha pela paz de John Lennon e Yoko Ono não foi bem recebida por muitos jornalistas, que os acusaram de procurar publicidade e dinheiro. Lennon respondeu que poderia escrever uma música em uma hora e fazer mais dinheiro do que gastando sete dias falando sobre paz em uma cama de hotel.

16 novembro 2017

ouvir a pessoa

o que ouço das palavras do outro
na verdade

ouço através do meu mundo

e se o que estou ouvindo está em mim
e se quero conhecer o mundo do outro

e se quero auscultar o outro

ter a consciência de que são os meus sentidos

no outro existe o coração
as palavras e ações aparecem a partir desse coração

ao olhar/enxergar bem o meu próprio coração
é possível conhecer a existência do coração do outro
vou assim, conhecendo o mudo desta pessoa

15 novembro 2017

Sobre solidariedade seletiva


Primeiramente, sim, a opinião é sua, o facebook é seu, e você pode postar o que quiser nele. Ninguém está te proibindo de sentir compaixão, medo, consternação. Nada te impede de valorizar tanto a vida das vítimas francesas quanto das vítimas de tantos outros crimes (e se você faz isso, então não tem motivo pra se preocupar com as críticas à solidariedade seletiva) e é claro que você pode e deve se preocupar com os atentados de ontem, porque as repercussões serão globais. Acredite, ninguém quer que você ignore os ataques da França, até porque quem faz essas críticas geralmente conhece a sensação de ter suas próprias tragédias ignoradas. Não se trata de promover alienação, e sim de pensar criticamente. Em outras palavras, o que as pessoas devem se perguntar é o porquê de algumas dores te parecerem maiores do que outras.


Todos deveriam, em qualquer situação, se perguntar quais as raízes das suas ações e sentimentos. O que você pensa e sente não acontece por mágica ou pela sua essência nata. Não existe “porque sim”. Se você se sente mais comovido pelas mortes na França do que no Brasil, no Líbano ou na Síria, existem razões pra isso, e te faria muito bem saber exatamente quais são elas. Talvez seja porque você tem parentes franceses ou tenha passado bons tempos em Paris, e sente um carinho mais especial por aquela cidade e seus habitantes do que por outras cidades e pessoas (e isso significa que o seu #somostodoshumanos é menos humanista do que você pensa); talvez seja porque você saiba o nome de cidades francesas, conheça palavras em francês, musicas francesas, arte francesa, queijos e vinhos franceses, ao passo que não saiba muita coisa sobre a vida e cultura de outros países, fazendo com que os franceses sejam mais concretos do que esses outros povos confusos e abstratos dos quais você nada sabe, ou só sabe coisas negativas (e esse é o sistema de hierarquização de povos que possibilitou o colonialismo e alimenta o racismo até hoje); ou talvez você apenas esteja reagindo ao grande movimento de comoção que a mídia promove em relação à França. Talvez haja outras razões (e eu gostaria muito de saber quais são).


Em qualquer caso, é importante pensar sobre as razões do seu sentir, porque isso te dirá muito sobre quem você é. Caso você se sinta incomodado com a resposta, ao invés de reagir como se estivessem roubando a sua liberdade de expressão, talvez a atitude mais inteligente seja repensar as suas razões, pensar sobre os questionamentos que são feitos sempre que uma causa mainstream ofusca as bandeiras levantadas por minorias historicamente oprimidas, investigar-se.


Pergunte- se: quantas palavras, músicas, filmes, cidades, nomes franceses você conhece? Quantas vezes você imaginou Paris como destino de uma viagem dos sonhos? Quantas matérias você leu sobre os atentados de ontem e o episódio Charlie Hebdo? Então, pergunte-se quantas cidades, músicas, filmes, livros e nomes vocês conhece sobre todos os países da África e Oriente Médio somados? Se o resultado te parecer desigual, essa pode ser uma razão pra você sentir mais compaixão pelos europeus do que por todo o “resto do mundo”, e talvez a “sua opinião” não seja assim tão “sua”, afinal.


Isso se chama autocrítica, e é o caminho mais seguro e fundamental pra começar a entender e criticar o mundo ao seu redor.


Portanto, ao invés de dizer “o facebook é meu e eu posto o que eu quiser”, ou de sentir-se atacado por “fiscais de compaixão”, simplesmente ouça a pergunta que está sendo feita: por que você se sente impelido a colocar a bandeira francesa no seu avatar e não sente a mesma vontade de mostra a sua solidariedade pelos negros mortos pela pm brasileira, ou não vestiu a bandeira do Líbano quando ocorreu um atentado do ISIS por lá essa semana?


Talvez você não saiba a resposta, e talvez a pergunta te pareça um ataque. Tudo bem, questionar-se é um processo confuso, e a sensação de não ter total controle sobre o que você sente pode parecer muito com a sensação de afogar-se. As nossas vontades e sentimentos, muitas vezes, obedecem razões que a nossa própria razão desconhece. O único jeito de entender as suas razões, as origens e consequências da sua compaixão, é questionar-se. Talvez, na sua boa intenção, você esteja servindo a um projeto de acirramento de tensões muito útil tanto para a extrema direita xenófoba ocidental quanto pra grupos extremistas como o ISIS (sobre isso, talvez valha a pena ler o post que fiz sobre Charlie), e eu tenho certeza de que não é isso que você quer.


Então, pelo seu bem, e pra que a sua solidariedade faça mais bem do que mal, se questione e, caso chegue a alguma conclusão, por favor me conte: por que você escolheu se solidarizar pela França e não pelos países em que ela promove genocídios, ou pelas vítimas francesas e não pelas vítimas de outros países?


Post original no blog Descolonizações


11 novembro 2017

cobrar/atacar/convencer

no fundo há um sentimento de querer que o outro entenda
mas em algum momento se transforma em: "vou fazer esse cara entender"
* se não há uma folga interior, é fácil entrar no modo "cobrar/atacar/convencer"
* sabe que não há nenhum avanço ao entrar nesse "modo". mas acaba entrando.
* talvez quer fazer o outro saborear o próprio sofrimento psicológico e insatisfação

energia gasta

da onde vem
a vontade de
se explicar ao outro
contra argumentar
justificar
dar palpite

- eu fiz direitinho
- não fiz errado
- o outro é que fez issoaquilo

sente alguma perda ?
sente se atacado ?
quer se proteger ?


é muita energia gasta

03 agosto 2017

pessoa com pessoa - coração com coração



pessoa com pessoa
coração com coração

sentir a pessoa
sentir o coração

numa relação vertical (uma visão superior/inferior, um pensamento do ser humano)
fica difícil de enxergar o coração do outro nem o seu próprio coração

se tem um senso de obrigação (uma visão de obrigação, um pensamento do ser humano) o "tem que fazer"(a obrigação) dificulta enxergar o seu próprio coração original,

em muitos casos, ao invés do interesse no coração, acaba dando maior peso na relação superior/inferior, na obrigação, na posição social, no trabalho, etc...

no cotidiano, na relação com a pessoa, mesmo que haja as circunstâncias e condições de cada momento, sentimos a proximidade e intimidade com essa pessoa, quando entramos em contato com o coração (o sentimento) dessa pessoa, não? não sentimos proximidade nem intimidade com a posição social, capacidades/técnicas, dessa pessoa...

13 maio 2017

A ESPÉCIE QUE FUGIA DO FRIO


A teoria original out of Africa (fora da África) postulava que toda a humanidade atual que vive fora desse continente provém de um pequeno grupo de Homo sapiens que saiu dali há uns 50.000 anos. Os cientistas pensam agora que não houve uma, mas quatro migrações para fora da África que ocorreram ao longo dos últimos 120.000 anos. E que as quatro tiveram relação com as mudanças climáticas associadas às variações da órbita terrestre.
Segundo o modelo construído por Axel Timmermann e Tobias Friedich, da Universidade do Havaí, em Honolulu, as migrações representam quatro ondas associadas às grandes glaciações desse período, que abarcaram estes quatro intervalos: 106.000-94.000, 89.000-73.000, 59.000-47.000 e 45.000-29.000 anos atrás. Os resultados de seu modelo se encaixam muito bem com os dados paleontológicos e arqueológicos.
O destino da humanidade parece estar, depois de tudo, escrito nas estrelas, como diria um poeta antigo. Porque esses ciclos gelados são causados diretamente por alterações periódicas da órbita terrestre. Outras mudanças climáticas de menor escala se associam a migrações de população de um caráter mais local.
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/21/cultura/1474473625_137920.html

Homo sapiens - ficção

Nós humanos controlamos o mundo porque vivemos em uma realidade dupla. Todos os outros animais vivem em uma realidade objetiva. A realidade deles consiste em entidades objetivas, como rios, árvores, leões e elefantes. Nós humanos também vivemos em uma realidade objetiva. No nosso mundo, também, existem rios, árvores, leões e elefantes. Mas ao longo dos séculos, construímos em cima dessa realidade objetiva uma segunda camada de realidade fictícia, uma realidade feita de entidades fictícias, como nações, deuses, dinheiro e corporações. E o incrível é que, enquanto a história se desenvolvia, essa realidade fictícia tornou-se cada vez mais poderosa tanto que hoje, as forças mais poderosas do mundo são essas entidades fictícias. Hoje, a sobrevivência dos rios, árvores, leões e elefantes depende das decisões e desejos de entidades fictícias, como os Estados Unidos, o Google, o Banco Mundial... entidades que existem apenas na nossa imaginação. https://www.ted.com/talks/yuval_noah_harari_what_explains_the_rise_of_humans/transcript?language=pt-br

Sapiens - mortífera

Não acredite nos abraçadores de árvores que afirmam que nossos ancestrais viviam em harmonia com a natureza. Muito antes da Revolução Industrial, o Homo sapiens já era o recordista, entre todos os organismos, em levar as espécies de plantas e animais mais importantes à extinção. Temos a honra duvidosa de ser a espécie mais mortífera nos anais da biologia. by Yuval Noah Harari - Uma breve história da Humanidade Sapiens.

17 abril 2017

“Os humanos inventaram a agricultura para fazer cerveja”



“Os humanos inventaram a agricultura para fazer cerveja”
Em livro, Karin Bojs faz uma retrospectiva dos últimos 55.000 anos de pré-história na Europa, do sexo com os neandertais até a chegada da agricultura


A jornalista Karin Bojs. BERNARDO PEREZ




A pré-história europeia escrita por a jornalista científica Karin Bojs (Lundby, Suécia, 1959) começa com um estupro. Um esbarrão sexual entre duas espécies humanas diferentes ocorrido há 55.000 anos na região hoje ocupada por Israel. O caráter consentido ou não da relação pode ser objeto de especulação, mas o sexo entre neandertais e Homo sapiens já foi comprovado cientificamente graças ao trabalho do geneticista sueco Svante Pääbo. Esse pioneiro da análise de DNA antigo conseguiu sequenciar o genoma completo da espécie extinta e agora sabemos que 2% de nossos genes são fruto daquele cruzamento.





Em seu livro Min Europeiska Familj (“minha família europeia”, ainda inédito no Brasil), Bojs reúne a informação mais atualizada sobre a vida dos habitantes do continente antes do surgimento da escrita. Os dados acumulados por diferentes métodos de pesquisa, da arqueologia mais clássica às inovações científicas introduzidas por profissionais como Pääbo, sugerem que os europeus de hoje são fruto de três ondas migratórias. A primeira, pouco depois do encontro com os neandertais no Oriente Médio, trouxe os caçadores e, provavelmente, acarretou a extinção daquela que até então era a espécie humana da Europa. Uma segunda onda trouxe os agricultores do que hoje é Síria e, com eles, seu conhecimento do cultivo das plantas. Por último, há 5.000 anos, partindo do sul do que hoje é a Rússia, chegou um povo de pastores que trouxe consigo as línguas indo-europeias atualmente faladas na Europa, os cavalos e uma sociedade patriarcal e estratificada.

Os neandertais continuam vivos no nosso genoma
Por que os humanos perderam o osso do pênis
Aborígenes australianos são os humanos vivos mais antigos
Sexo com nosso antepassado desconhecido


Pergunta. Antes do conhecimento que o sequenciamento do DNA antigo proporcionou, acreditava-se que a agricultura foi inventada em muitos lugares ao mesmo tempo.

"A agricultura foi inventada uma vez e chegou à Europa com os povos que a haviam inventado"

Resposta. Sim, era como uma espécie de dogma. A teoria segundo a qual a agricultura veio da Síria com a migração dos próprios agricultores que a haviam inventado, que agora parece a correta, era chamada de “migracionismo” com um tom pejorativo. Os filhos da geração de 68 viveram uma reação ao nazismo. Antes da Segunda Guerra Mundial, a arqueologia e a história estiveram muito influenciadas pelos nazistas, e, quando chegou a reação, foi um pouco exagerada. Rejeitou-se tudo, negou-se que houvesse influência das migrações ou dos genes, tudo era cultura e sociologia, e afirmavam que os caçadores se reeducaram e decidiram que não queriam mais ser caçadores e passaram a ser agricultores. Se você pratica a agricultura, sabe que é muito difícil. São necessários muitos anos para aprender a cultivar. Havia uma minoria de arqueólogos que queria explicar a aparição da agricultura na Europa através da migração, e o DNA provou que esta minoria estava certa.


P. Mas parece que a agricultura apareceu em muitos lugares separados sem contato aparente, como na América e na Índia.
R. Isso foi um pouco depois, e de fato não podemos ter certeza. O que sim sabemos pelos dados da Europa é que a agricultura chegou acompanhada dos humanos que a conheciam e que migraram com ela através de grandes distâncias.

P. Em seu livro, você também fala da hipótese que propõe que a agricultura foi inventada, entre outras coisas, para produzir bebidas alcoólicas.
R. Arqueólogos alemães encontraram em um lugar chamado Göbekli Tepe, na parte leste da atual Turquia, taças e grandes baldes do tamanho de uma banheira onde viram enzimas que seriam restos da fabricação de cerveja. Eles estão convencidos de que havia um culto neste local erguido por culturas tardias de caçadores. As pessoas vinham de muito longe, até centenas de quilômetros, a fim de se reunir ali para celebrações. Esses arqueólogos acreditam que o consumo de cerveja era uma parte importante dessas celebrações, e isso faz sentido. Não acredito que comer purê fosse um impulso suficientemente importante para começar uma nova cultura e um novo estilo de vida.

"As pessoas vinham de muito longe a fim de se reunir ali para celebrações. Não acredito que comer purê fosse um impulso suficientemente importante para começar novo estilo de vida"

Os grãos já eram parte da dieta durante muitos anos antes da aparição da agricultura. Coletavam trigo e cevada, isso era parte do processo, mas se de repente você precisa de grandes quantidades de grão para produzir cerveja, acredito que seja um incentivo interessante. A agricultura obviamente foi um processo muito complicado, e também tem a ver com a mudança climática. Houve uma mudança climática muito brusca quando acabou a última glaciação e o Oriente Médio se tornou mais úmido e facilitou o cultivo. Se você havia tentado cultivar algumas plantas, estava no lado ganhador quando se produziu essa mudança de condições.


P. Alguns cientistas propõem que adotar a agricultura foi o pior erro da humanidade, que piorou suas condições de vida. Você discorda.
R. Não gosto dessa ideia. Acho que há vários divulgadores científicos que também insistem em que a agricultura foi uma catástrofe e que os caçadores viviam em um estado feliz e natural, e que a agricultura e o gado foram uma catástrofe. Acredito que seja uma forma muito simplista de analisar a mudança. Se você olha para a pré-história, há altos e baixos no nível de vida, no período dos caçadores e nos períodos da agricultura. Como outras invenções, não é algo que surgiu de uma decisão premeditada. Tratava-se de ir resolvendo pequenos problemas na vida daquelas pessoas. Por exemplo, a cerveja pode ter surgido assim. Sabemos que você pode ficar um pouco alterado se ingere uma substância, e os agricultores fizeram isso. E então pensaram em produzir mais disso que gostavam, e para fazê-lo precisavam cultivar. E assim se acumularam muitas soluções para pequenos problemas práticos que acabaram por produzir uma grande transformação.


P. Em seu livro, você considera provável que nossa espécie tivesse um papel importante na extinção dos neandertais, mas fala de uma convivência pacífica entre a primeira onda de caçadores que chegou à Europa e a dos agricultores.
R. Como a arqueologia só nos oferece alguns vestígios, não se pode saber com certeza, mas não há achados que indiquem que havia grandes enfrentamentos. Faz sentido, porque, se você for um caçador, precisa de animais para matar ou de peixes para comer. Se for um agricultor, precisa de um bom solo. Parece que eles conviveram bem. Ao cabo de um tempo, houve uma fusão. Os caçadores e os agricultores se encontraram e tiveram filhos. E isso pode ser visto muito claramente na Espanha.
Na Espanha vivia uma população de caçadores e depois chegaram os agricultores. Chegaram de barco através do Mediterrâneo, há 7.000 anos, e se pode ver que depois de certo tempo se fundem. A população basca da Espanha, e isso se vê também em seu DNA, são ainda os netos desta fusão, da primeira onda, dos caçadores, e da segunda, dos agricultores, mas não da terceira onda, a que trouxe as línguas indo-europeias. Eles falam basco, que não é uma língua indo-europeia. Talvez o basco seja como um vestígio de uma antiga língua dos agricultores.

10 abril 2017



ok, então, "cnv"mente falando, a causa da sua(minha) raiva(emoções) está na sua(minha) necessidade.

pensar/conhecer

o pensar usa, maneja, reformula conceitos e experiências do passado

o conhecer tenta, vê, ouve, os fatos os acontecimentos, as relações e as condições de agora.

05 março 2017

as certezas

as certezas (é assim !) já estão instaladas. só se manifestam porque já estão lá no não-manifesto.