29 maio 2011

conversas sobre a vida e a morte

Morrer é apenas não ser visto, morrer é a curva da estrada. (F. Pessoa)


A morte é a continuação da vida, sem mim (Sartre)

A morte pertence à estrutura fundamental do ser humano, está sempre presente. É por ela que o ser humano conquista a totalidade da sua vida. Ela é a última extremidade que limita e determina a totalidade do ser. Ela tem o poder de apagar tudo o que não é essencial ao homem. Exige dele aprender a aproveitar o tempo, a vida. Lança-o para o olhar compassivo e com compaixão ouve e escuta os apelos dos outros seres. Passa a enxergá-la não como uma destriuição mas como a última possibilidade. Passa a perceber a vida como algo de imenso valor e lhe dá um sentido para viver e para morrer. Lhe dá a responsabilidade pela existência e a vê como possibilidades a realizar. Aceita o convite para responder as solicitações de tudo o que vêm ao seu encontro.

A partir da apreensão da angústia, o homem se percebe como um ser-para-morte. Ela resulta da imperfeição do homem, da falta de base da existência. Quando isso ocorre, Heidegger afirma haver duas soluções: ou o homem foge para a vida cotidiana (onde se ilude numa suposta segurança e sensação de pertencimento), ou aceita a angústia, manifestando seu poder de transcendência sobre o mundo e sobre si mesmo (suportando e aceitando a solidão, que passa a ser vista não como abandono mas como um estar consigo mesmo). Cada um de nós morrerá a sua morte e viverá a sua vida. Essa tarefa é insubstituível pois ninguém pode fazê-lo em nosso lugar. É algo que está presente desde o momento em que se dá o primeiro sopro de vida. Quando o ser humano vêm à vida, ele já tem idade suficiente para morrer. Ela deveria nos humanizar, nos conduzir a essência do ser homem.

O perigo esta naqueles que julgam e possuir respostas para o indizível, certezas inabaláveis. São mestres do discurso e da retórica e dizem possuir a verdade. Esquecem da fragilidade da vida, estalam-se numa impressão de ela está sempre garantida e assim, se descuidam. Tudo perde seu valor. A morte e o morrer pode nos acordar desse sono. Enquanto aqueles que acolhem a visitação da angústia, podem sentir a dor e o sofrimento da vida e da morte mas, não sentem raiva, desespero ou rancor diante do fim. Possuem a si mesmos e a alegria serena de uma existência intensa, fiel a si mesma, onde não se precisa de certezas mas, de inquietações.

by Tiago Villano - blog "Mural da Existência"

amigos anos 70 - paulo, aurora, leda, jorge, lidia, samuel, edna, marcia e os manos

olhasó, ganhei de presente esta semana, de shirakawa-san, que chegou de japan, este aparelhinho que mais parece aqueles tvzinhos paraguaios dos anos 80, mas que nada, ele transforma aqueles antigos filmes de slide do fundo de baú diretamente para o pendrive num arquivo digital to tipo .jpg 

ah, fiquei esta semana inteira "revelando" as fotantigas. são fotos de 1970 a 1975, quando tirava fotos em slide (em positivo), isto porque meu papito tinha ido a japão na Expo'70, trouxe um projetor de slides, (trouxe tambem as primeiras maquinas de calcular eletrônico de bolso), bem, dai em diante durante 5-6 anos eram fotos so em positivo, para passar no projetor. era legal, porque tiravamos as fotos e projetava para todo mundo assistir juntos.  eram tempos de chácara canaã, igreja holiness, escolas dominicais nos bairros, os irmãos kawaharas, saiki, obaras, ikutas, kimuras, yamaues.... olhando pra trás, chamaria aqueles anos de "anos dourados". ingênuidade, descobertas, os primeiros namoros, o sexo juvenil, boas intenções, a juventude evangélica,..               

paulo kawahara
  
aurora kawahara e leda obara
escola  dominical com meninos de bairro 


ikuo contando historinha biblico para crianças

paulo kawahara
jorge kawahara
alam e julia saiki
eu cabeludo "penteado natural" , samuel ikuta, lidia saiki e jorge


edna obara
marcia obara
mano mitio


mano ikuo




bicicletas

estive em amsterdam em abril de ano passado, bem no dia que o vulcão Eyjafjallajokull  fez PUMgraças ao pum, fiquei 5 dias passeando nos canais de amsterdam, e uma das coisas que me impressionou foi a quantidade de bicicletas na rua, quer dizer nas ciclovias. e se quiser entrar no metro com bicicleta, ok, tudo equipado para isso.








amsterdam - holanda


copennhagen - dinamarca


afuá - brasil

05 maio 2011

último haikai do totyan

isack, acha nas coisas de totyan.

ao outono vindouro
meus cumprimentos
tenho para mim que
com tenacidade
ter vivido

diálogo 2

(continuação do diálogo)
quando há concordância/discordância?
(comunhão? empatia? comungar? compartilhar?)
estou ouvindo?