20 agosto 2009

Naikan - 内観


Somente tres perguntas:
a. O que esta pessoa fez por mim
b. O que fiz de volta para esta pessoa
c. Que transtorno causei a esta pessoa
Comecei com a minha mae, depois meu pai, a minha esposa (ines), depois os meus irmaos....
Uma semana trancado num quarto, espaço muito confortavel com tatame aconchegante, mas sem relogio, sem revistas, sem radio tv ou internet, sem interferencia externa, sem gente falando no ouvido, faça isso faça aquilo, sem gente pensando em voz alta me interferindo. Eh eu comigo mesmo, soh eu mesmo fazendo estas perguntas para mim mesmo, desde a infancia, desde quando a memoria permitir. A cada 40-50 minutos vem o entrevistador, ou seja, melhor dizer "ouvidor", para ouvir as coisas que enxerguei dentro de mim. Pois ele soh ouve, nem aprova nem desaprova o conteudo do meu relato. O inicio eh um tando arduo, busco na memoria, os fatos onde existe a presença desta pessoa ( a mama, o papa, a ines, um de cada vez....), com um certo esforço, aos poucos, na maioria em forma de imagens, muitas vezes bem delimitado no tempo, mas sem lembraças do antes e depois daquelo fato. Esforço a mente, sinto ateh aumentar o fluxo sanguieo no cerebro, pois sente o calor na cabeça, mas nada.... No quarto dia, terminada uma rodada nesta sequencia (mae, pai, esposa, irmaos..), parto para o repeteco da rodada. OK, agora parece mais facil, vou lembrando de mais fatos, mais acontecimentos agora mais nas minuncias, os detalhes.... muitas vezes acompanhada de emoçoes, esquecidas, ou apagadas, agora cada vez mais acompanhadas de sentimento de gratidao. As lagrimas vem, inesperadamente, de repente no ato de relatar ao "ouvidor"....

continua.....

Sobre NAIKAN veja aqui e aqui

13 comentários:

  1. Parece que até a sua narrativa foi influenciada por essa oportunidade de observar por uma semana inteira... me pareceu mais precisa ou mais exata... agradecido por sua amizade.

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  2. fantástico alam,
    tenho em mim elementar estas reflexões, cotidianamente, contudo, ficar a sós, e ter um ouvidor, me pareceu transcendente e tocate.
    me tocou a alma o seu depoimento.
    abraços
    fraternos
    edu

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  3. oi, ita
    oi, edu
    ainda pretendo fazer de novo o NAIKAN, dutante a minha estadia nestas terras niponicas.
    além de um outro repeteco com estas mesmos pessoas mais proximas que fiz desta vez
    tem mais e mais outras pessoas, companheiros, amigos, os ex-s, etc...
    contudo, eh da mae e do pai eh que recebemos, recebemos, recebemos, recebemos sem ter a noçao da grandeza e dimençao deste "fato", vivemos o cotidiano inconsciente desta "realiadede" inconstestavel, implacavel...
    e nao adianta alguem ler estas palavras e concordar..., ok eh isso mesmo, devo agradecer os meus pais e os proximos....
    se a propria pessoa nao passar por este processo, concentrando e concentrado em si, mergulhar de fato neste ato de observar a si, diria que no maximo beiraria o superficial e no minimo a falsidade....
    bem observado, edu, a presença de um "ouvidor" experiente e o isolamento voluntario faz "a diferença".
    bem, sao opinioes de um simples mortal iniciante...
    abraços e agraços
    alam

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  4. Ei Alam,

    Nao foi esse mesmo curso (ou parecido) que a Marceline fez na Alemanha ??

    Desde q ela me falou fiquei muito interessada.

    E seu depoimento me deixou com mais vontade ainda de fazê-lo.

    Abraços!!!

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  5. oi, deinha
    isso mesmo
    dei uma googlada em "naikan"
    mas nada apareceu no brasil
    tem muito na europa, eua e china
    parece que tem algo em portugal
    a minha intençao eh levar o "naikan" para brasil
    combinado com o "tokkou" em uma vesao mais refinada...

    abraços

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  6. Alam,
    Gratidão por compartilhar.....amei as perguntas do Naikan, só de ler as perguntas, já fiquei emocionada.
    bjos no coração
    Sandra Woo

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  7. oie guri,

    então, como já tens sido meu "ouvidor" em outrso carnavais, quero ser tua cobaia do Naikan no Brasil!
    me inscreve aí, vai...
    abraços carinhosos, jane64

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  8. Oi Allan
    As suas palavras demonstram que algo muito intenso aconteceu contigo. Acho bem interessante quando voce diz querer trazer para o Brasil o Naikan.
    Abçs, Estela

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  9. Oi, Alam
    O mais legal, pra mim que estou lendo, é a franqueza com que vc compartilha essa experiência... e vou plagiar alguns comentários: agradecida pela sua amizade... me tocou a alma o seu depoimento... quero ser tua cobaia do Naikan no Brasil!
    Abraços, amigo querido.
    Silvia Bio.

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  10. Oi, Alam!
    Tenho acompanhado com carinho essa sua viagem e essa "jornada pra dentro", sua descrição com essa experiência de Naikan me emocionou, me tocou...obrigada! abraço fraterno da Miriam

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  11. Alam,
    Vou dar um pitaco sobre um filme que vi esta semana. É um filme peruano premiado este ano em Berlim, o nome é "teta assustada".
    A direção e roteiro é de uma mulher peruana. Começa com o relato de uma história de violência física com estupro de uma mulher e assassinato do seu marido nas montanhas do Peru. Essa mulher bem velha conta e história e logo morre. Daí sua filha, que mora em uma favela na periferia de Lima começa uma trajetória para enterrar o corpo da mãe. A menina tem "medo de homem". A mãe introduziu uma batata na vagina dela para impedir a penetração de qualquer um e segundo o tio ela herdou o medo através do leite da mãe, daí o nome "teta assustada".
    Bom é uma história de autodescoberta, de superação , mudança de condicionamentos a partir de um ato de vontade pessoal, e da interação com as pessoas. Interessante para refletir sobre a história de preconceitos,mecanismos sociais de veiculação de idéias, de fixar conceitos, etc... Bons atores, linda trilha e fotografia. Vale a pena ver!
    Chamo atenção para o perfil dos personagens masculinos. Todos de conduta ética e diferentes da visão fixada pela protagonista...
    A ver!

    José Sestelo

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  12. Alam, tão bom saber de vc, assim, nessa viagem louca pra dentro do espaço interior, regado a Japão, a raizes, amigos, memórias e muito, muito coração.

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  13. Estou viajando com você, Alam. Brigada. MJ

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pitacos carinhosos