28 abril 2009

a morte ( ou vida=morte)

- primeiro, a morte da irenisse
- depois, apareceu um documentário sobre os ianomani com cenas fortes de parto e o destino que a mãe dá nesse momento àquela por alma que pode voltar à natureza ou tornar-se um ianomani (ser humano) ( aqui )
- ante ontem, isack arranjou o dvd legendado de "okuribito-departure"- ( deve ser pirata mesmo). assistimos com uma turma daqui da vila. muito bom! (karakas, chorei de novo! é a idade, as minhas glândula lacrimais estão cada vez mais froxas, uma incontinência ...lacrimal...heheheh). trata-se de um casal, cujo o marido violãocelista, depois da dissolução da orquestra, volta para a cidade natal e por força da necessidade, se emprega numa funerária como embalsamador. ( aqui )
- e hoje fiquei fuçando a net, sobre a "apoptose" ou seja, o suicídio programado das células. ou seja, que no fundo dá na mesma, tal como células, estamos todos programados para morrer...( aqui 01, 02, 03, 04, 05 )
- na quinta (dia 30), pretendo finalmente assistir a peça "o caderno da morte", que acabo de ler os HQ originais em japones (デスノート) ( aqui )
- enfim, depois dessa enxurrada de dicas, me pergunto qual a maneira como eu quero morrer? a resposta que me vem é a mesma de quando me perguto: qual a maneira como eu quero viver o aqui/agora e o daqui pra frente.... ou não?

5 comentários:

  1. Forte, honrado, feliz e animal a decisão da mãe sobre a continuidade da vida do seu rebento.
    Muitas outras especies deste universo colossal, precisam tambem tomar essa importante decisão não só os animais irracionais como plantas que naturalmente e harmoniozamente decidem esta dificil situação, tambem homens machos no imperio da missão publica estão o tempo todo decidindo sobre a continuidade da vida de outros irmãos, seja na justiça, na execução de politicas publicas.
    Fora as decisões de politicas publicas em favor do capital em detrimento do trabalho e da vida, colocom todo dia milhares de seres humanos animais e vegetais em processo lento e degradante da morte á prestação.
    Visitem o fabuloso centro de sampa e suas periferias assim como em todas as urbes deste planeta e vejam a morte à prestação TODO DIA.
    Decidir pela não vida do seu rebento, me parece natural. Manter um ser vivo a qualquer custo, para tratá-lo de maneira infeliz e degradante como fazemos com nossos entes queridos e animais e florestas e rios e tudo, isso sim me parece cruel.
    Depois chorarmos hipocritamente no leito de morte??????????????

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  2. Hm... tudo isso me faz pensar à beça... Alam, esqueceu-se (ou não) de dizer que essa gripe suína, segundo a mídia (claro) está a um passo de virar uma pandemia... e caso isso ocorra, possivelmente haverá muito assunto sobre mortes. Lendo sobre a apoptose, agora sobre o que escreveu e o comentário anterior, me lembrei do que pensava ontem mesmo. Como o nosso corpo, todo o restante que pertence à natureza, também deve ter mecanismos de "limpeza". Em diversos níveis. Seria tão ruim assim haver mesmo uma pandemia? ... (pensarei mais um pouco...)

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  3. Tá bom, falou, rodeou, enrolou e não disse como quer morrer, nem viver. Cumé?
    Quanto às ianoMAMIS, elas fazem um aborto póstumo...ou quase isso. Explico: nós abortamos pq temos essa especialidade na nossa cultura. Elas não. Em quarquer dos casos, fica claro que quem decide a continuidade da vida é a mulher. O resto é retórica.

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  4. vixi, deinha
    parece que mesmo sem os humanos, (ou os ianomanis) o sol, a terra e a vida continuam (e melhor)... ou não?

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  5. hum...wall, fui mal...quiz ser tácito, mas num dá pra esconder o meu modus vivendi....the enrolation, way of my life !!!!heheh
    e sobre as mamis-humanas, calou fundo! nada a declarar !! ou na versão gabrieliana: nádegas a declarar!!

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pitacos carinhosos