02 maio 2010

Comida cozida ajudou a forjar evolução da humanidade



RICHARD WRANGHAM 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Wrangham
Pesquisador propõe que ancestrais do homem já modificavam alimento com o fogo há cerca de 2 milhões de anos

SE HÁ algo que torna os seres humanos criaturas únicas, diz o primatologista Richard Wrangham, da Universidade Harvard, é o ato de cozinhar. Modificar o alimento com a ajuda do fogo é uma tradição mais antiga que o próprio Homo sapiens, tendo moldado a fisiologia e o comportamento humanos, afirma ele. O sistema digestivo aproveita muito mais a energia dos alimentos cozidos, e a primeira divisão de trabalho se deu entre quem caçava e quem preparava a comida.

Tim Laman/Bloomberg

O primatologista britânico Richard Wrangham, de Harvard, autor do novo livro "Pegando Fogo"

RICARDO MIOTO
DA REPORTAGEM LOCAL
Essa é a tese de seu novo livro, "Pegando Fogo: Por que cozinhar nos tornou humanos", recém-lançado no Brasil pela editora Jorge Zahar. Embora faltem dados arqueológicos, Wrangham aposta que o hábito de cozinhar remonta a quase 2 milhões de anos atrás, era em que o Homo erectus, possível ancestral do homem, surgia na África. Confira a entrevista abaixo.
 
FOLHA - Ir a campo observar chimpanzés está saindo de moda? Ainda há o que pesquisar assim?
RICHARD WRANGHAM
 - Na verdade, mais e mais pesquisadores estão trabalhando com os chimpanzés na floresta. Além dos sítios clássicos de pesquisa (como Gombe e Mahale, na Tanzânia, Taï, na Costa do Marfim, e Kibale, em Uganda), eles estão sendo os pioneiros em novos lugares (como Fongoli, no Senegal, e Goualougo, no Congo). Fazem isso porque sabem que os chimpanzés têm muito a nos contar, mas que o tempo é curto: a cada década, mais populações e habitats desaparecem. Aparentemente existem importantes diferenças no comportamento dos animais, mas nós ainda não temos certeza sobre por que ocorrem. E nós ainda sabemos pouco sobre uma grande questão: por que chimpanzés e bonobos [espécie "hippie" que é prima do chimpanzé comum, mas é muito dócil] se comportam de maneira tão diferente -uma questão que poderia ajudar a entender por que humanos têm uma mistura ímpar de tendências pacíficas e violentas.

FOLHA - Há 13 anos, o sr. escreveu "O Macho Demoníaco", que causou polêmica ao mostrar o comportamento altamente violento dos chimpanzés, com estupros e massacres, e traçar um paralelo com humanos. Em 2010, a ideia do "bom selvagem" ainda está forte?
WRANGHAM
 - Sem dúvida esse debate vai existir por muito tempo. Mas minha impressão é que, em geral, as pessoas estão ficando mais atentas à importância da biologia na psicologia humana, incluindo a nossa tendência à violência -e as nossas interações pacíficas. Está, também, ficando mais claro que entender os chimpanzés é importante. Os filmes ajudaram a mostrar às pessoas o que acontece na floresta, então todos agora podem ter a experiência que uns poucos privilegiados como eu conseguiam ter décadas atrás.

FOLHA - A presença de pesquisadores como o sr. entre os animais não altera o comportamento deles?
WRANGHAM
 - Ao contrário de pessoas trabalhando em santuários ou em zoológicos, como um observador de campo eu não interajo com os chimpanzés: meu objetivo é ser uma sombra, sempre presente mas ignorado, nunca em contato físico ou social com eles.

FOLHA - Mas existe uma relação emocional com os bichos?
WRANGHAM
 - Eu certamente sinto falta de ficar com os chimpanzés. Fico fascinado com os indivíduos e emocionalmente envolvido com a novela das suas vidas, mas a relação que tenho com os meus objetos de estudo é diferente da relação com o meu cachorro.

FOLHA - Sobre o seu novo livro, "Pegando Fogo": o sr. diz que foram os ancestrais do homem que dominaram o fogo, e não o Homo sapiens. Mas não há evidência arqueológica de que isso tenha acontecido. Como o sr. lida com isso?
WRANGHAM
 - A questão é o quanto a "ausência de evidência" significa "evidência de ausência". Espero que mais cientistas procurem evidências de fogo há 1,8 milhão de anos [quando surgiu o Homo erectus], e que eles as encontrem! Mas os arqueólogos que acreditam que o fogo só foi controlado depois não explicam três questões: sem fogo, por que os humanos têm dentes pequenos, sistema digestivo curto e dormem no chão [com o fogo, nesse caso, tendo uma função de proteção]?

FOLHA - O quanto o sr. acha que seus livros são especulativos?
WRANGHAM
 - Tanto "O Macho Demoníaco" quanto "Pegando Fogo" apresentam ideias que são novas e, certamente, têm componentes especulativos. Mas acho que sou suficientemente claro ao dizer quais partes são bem documentadas e quais exigem mais evidências.

FOLHA - Por que Darwin ignorou que o fogo talvez fosse uma força importante na evolução humana?
WRANGHAM
 - Darwin escreveu que "a descoberta do fogo, provavelmente a maior já feita pelo homem depois da linguagem, aconteceu antes do início da história". Então ele achava que o fogo era importante. Também percebeu a importância de cozinhar. "[Com o fogo] raízes duras e fibrosas podem se tornar digeríveis, e alimentos venenosos, inócuos." Mas Darwin deu pouca atenção ao aspecto evolutivo relacionado ao fogo porque assumiu que a espécie que aprendeu a controlar o fogo já era a humana. Talvez Darwin fosse pensar mais profundamente sobre o papel do fogo se soubesse que os humanos evoluíram dos australopitecos. Mas, nos tempos de Darwin, não se sabia nada sobre as origens humanas, além da sua própria sugestão de que os humanos vinham de algum tipo de primata africano.

FOLHA - O sr. também cita Lévi-Strauss como alguém que não reparou na importância de cozinhar para a história evolutiva humana.
WRANGHAM
 - Lévi-Strauss prestou atenção no ato de cozinhar, mas não no seu significado biológico. Simplesmente nunca considerou a possibilidade de que cozinhar fazia alguma diferença. Mas dificilmente ele pode ser culpado por isso. Mesmo os nutricionistas raramente dizem que nós precisamos de comida cozida por uma questão biológica.

FOLHA - O seu livro pode ser interpretado como uma crítica a quem adota uma dieta de comida crua?
WRANGHAM
 - É um hábito que não é natural nos seres humanos, mas pode ser uma boa dieta para perder peso.

FOLHA - O senhor gosta de comida japonesa? WRANGHAM - A minha favorita é a mediterrânea.

Comida cozida ajudou a forjar evolução da humanidade

 RICHARD WRANGHAM 




Pesquisador propõe que ancestrais do homem já modificavam alimento com o fogo há cerca de 2 milhões de anos

SE HÁ algo que torna os seres humanos criaturas únicas, diz o primatologista Richard Wrangham, da Universidade Harvard, é o ato de cozinhar. Modificar o alimento com a ajuda do fogo é uma tradição mais antiga que o próprio Homo sapiens, tendo moldado a fisiologia e o comportamento humanos, afirma ele. O sistema digestivo aproveita muito mais a energia dos alimentos cozidos, e a primeira divisão de trabalho se deu entre quem caçava e quem preparava a comida.

Tim Laman/Bloomberg

O primatologista britânico Richard Wrangham, de Harvard, autor do novo livro "Pegando Fogo"

RICARDO MIOTO
DA REPORTAGEM LOCAL

Essa é a tese de seu novo livro, "Pegando Fogo: Por que cozinhar nos tornou humanos", recém-lançado no Brasil pela editora Jorge Zahar. Embora faltem dados arqueológicos, Wrangham aposta que o hábito de cozinhar remonta a quase 2 milhões de anos atrás, era em que o Homo erectus, possível ancestral do homem, surgia na África. Confira a entrevista abaixo.



 
FOLHA - Ir a campo observar chimpanzés está saindo de moda? Ainda há o que pesquisar assim?
RICHARD WRANGHAM
 - Na verdade, mais e mais pesquisadores estão trabalhando com os chimpanzés na floresta. Além dos sítios clássicos de pesquisa (como Gombe e Mahale, na Tanzânia, Taï, na Costa do Marfim, e Kibale, em Uganda), eles estão sendo os pioneiros em novos lugares (como Fongoli, no Senegal, e Goualougo, no Congo). Fazem isso porque sabem que os chimpanzés têm muito a nos contar, mas que o tempo é curto: a cada década, mais populações e habitats desaparecem. Aparentemente existem importantes diferenças no comportamento dos animais, mas nós ainda não temos certeza sobre por que ocorrem. E nós ainda sabemos pouco sobre uma grande questão: por que chimpanzés e bonobos [espécie "hippie" que é prima do chimpanzé comum, mas é muito dócil] se comportam de maneira tão diferente -uma questão que poderia ajudar a entender por que humanos têm uma mistura ímpar de tendências pacíficas e violentas.


FOLHA - Há 13 anos, o sr. escreveu "O Macho Demoníaco", que causou polêmica ao mostrar o comportamento altamente violento dos chimpanzés, com estupros e massacres, e traçar um paralelo com humanos. Em 2010, a ideia do "bom selvagem" ainda está forte?
WRANGHAM
 - Sem dúvida esse debate vai existir por muito tempo. Mas minha impressão é que, em geral, as pessoas estão ficando mais atentas à importância da biologia na psicologia humana, incluindo a nossa tendência à violência -e as nossas interações pacíficas. Está, também, ficando mais claro que entender os chimpanzés é importante. Os filmes ajudaram a mostrar às pessoas o que acontece na floresta, então todos agora podem ter a experiência que uns poucos privilegiados como eu conseguiam ter décadas atrás.


FOLHA - A presença de pesquisadores como o sr. entre os animais não altera o comportamento deles?
WRANGHAM
 - Ao contrário de pessoas trabalhando em santuários ou em zoológicos, como um observador de campo eu não interajo com os chimpanzés: meu objetivo é ser uma sombra, sempre presente mas ignorado, nunca em contato físico ou social com eles.


FOLHA - Mas existe uma relação emocional com os bichos?
WRANGHAM
 - Eu certamente sinto falta de ficar com os chimpanzés. Fico fascinado com os indivíduos e emocionalmente envolvido com a novela das suas vidas, mas a relação que tenho com os meus objetos de estudo é diferente da relação com o meu cachorro.


FOLHA - Sobre o seu novo livro, "Pegando Fogo": o sr. diz que foram os ancestrais do homem que dominaram o fogo, e não o Homo sapiens. Mas não há evidência arqueológica de que isso tenha acontecido. Como o sr. lida com isso?
WRANGHAM
 - A questão é o quanto a "ausência de evidência" significa "evidência de ausência". Espero que mais cientistas procurem evidências de fogo há 1,8 milhão de anos [quando surgiu o Homo erectus], e que eles as encontrem! Mas os arqueólogos que acreditam que o fogo só foi controlado depois não explicam três questões: sem fogo, por que os humanos têm dentes pequenos, sistema digestivo curto e dormem no chão [com o fogo, nesse caso, tendo uma função de proteção]?


FOLHA - O quanto o sr. acha que seus livros são especulativos?
WRANGHAM
 - Tanto "O Macho Demoníaco" quanto "Pegando Fogo" apresentam ideias que são novas e, certamente, têm componentes especulativos. Mas acho que sou suficientemente claro ao dizer quais partes são bem documentadas e quais exigem mais evidências.


FOLHA - Por que Darwin ignorou que o fogo talvez fosse uma força importante na evolução humana?
WRANGHAM
 - Darwin escreveu que "a descoberta do fogo, provavelmente a maior já feita pelo homem depois da linguagem, aconteceu antes do início da história". Então ele achava que o fogo era importante. Também percebeu a importância de cozinhar. "[Com o fogo] raízes duras e fibrosas podem se tornar digeríveis, e alimentos venenosos, inócuos." Mas Darwin deu pouca atenção ao aspecto evolutivo relacionado ao fogo porque assumiu que a espécie que aprendeu a controlar o fogo já era a humana. Talvez Darwin fosse pensar mais profundamente sobre o papel do fogo se soubesse que os humanos evoluíram dos australopitecos. Mas, nos tempos de Darwin, não se sabia nada sobre as origens humanas, além da sua própria sugestão de que os humanos vinham de algum tipo de primata africano.


FOLHA - O sr. também cita Lévi-Strauss como alguém que não reparou na importância de cozinhar para a história evolutiva humana.
WRANGHAM
 - Lévi-Strauss prestou atenção no ato de cozinhar, mas não no seu significado biológico. Simplesmente nunca considerou a possibilidade de que cozinhar fazia alguma diferença. Mas dificilmente ele pode ser culpado por isso. Mesmo os nutricionistas raramente dizem que nós precisamos de comida cozida por uma questão biológica.


FOLHA - O seu livro pode ser interpretado como uma crítica a quem adota uma dieta de comida crua?
WRANGHAM
 - É um hábito que não é natural nos seres humanos, mas pode ser uma boa dieta para perder peso.


FOLHA - O senhor gosta de comida japonesa? WRANGHAM - A minha favorita é a mediterrânea.

26 abril 2010

Rijks Museum



http://www.rijksmuseum.nl/
http://www.rijksmuseum.nl/attachments/QTVR/rijksmuseum_rembrandt_leerlingen.mov
um banho de historia, cultura e arte...


amsterdam 4



amsterdam 4 - enfim juntos


os programados 8 dias de estadia no japão, se reduziu a 3 dias.
foi apertado mas, enfim, resolvido os assuntos de trabalho,
de volta para amsterdam, encontrei a ines que havia partido de japão para holanda,
no mesmo dia que liberaram o vôo de holanda para japão.  

19 abril 2010

amsterdam 3 - 4o. dia



de repente, no meio da bagunça, prostíbulos ao céu aberto, bares chiquérrimos, vc entra numa ruazinha, um convento, com moradia das freiras, catedral de 1300 e tantos anos... 


16 abril 2010

amsterdam 2 - o "pum" de Eyjafjallajokull


esse vulcão com nome impronuciável "Eyjafjallajokull" resolveu fazer o "pum", resolveu peidar juso agora....




a caminho para japão...., estou aqui, em amsterdam, ok, do azedo do limão, vamo fazer limonada... vamos conhecer essa cidade que fica a 7 m abaixo do nivel do mar. vamo conhecer a historia desse porto, cheia de canais, passeio de barco, vitrine com prostitutas, maconha vendido legalmente na esquina, mistura de raças, negros, chineses, loiras, japoneusos, arabes, muçulmanos, muita cultura, comercio,


muita bicicleta, todas ruas tem ciclovia...


o passeio de barco pelos canais

por tras dessa vitrine, as profissionais mais antiga da humanidade, sempre dividias em áreas: negras, asiáticas, loiras, morenas, etc... aqui, eram negras

a bandeira rainbow... significa o mesmo em qualquer lugar...
 
esse é o derek, amigo de helio e lucas, e olha que o cara era um dos mais baixinhos dos loiros que encontrei aqui... 



helio e lucas


eu, lucas, helio, lily e katsumata. lily&katsumata também foram vítimas do "pum", acabou que, graças a hospitabiliade de helinho, acamodado no apertamento.


canais, canais, romântico? chamam isso de veneza do norte....


amsterdam


helinho vive aqui há mais de 25 anos, a metade da vida dele, fomos beber cerveja, não ia beber o óbvio heineken, ele me ofereceu um tal de Duvel...
taí, o barzinho da esquina onde se compra orégano, a escolher, vem orégano de mundo inteiro, tem a produção local, o boliviano, o turco, o paquistanês, etc..



11 abril 2010

EU ( 1 )

esse eu,
ao reconhecer a saudade de mim
vejo que vivendo eu vim
ainda que parcial-mente


esse eu,
ao pensar somente em mim
vejo que não me existiria
mesmo que só-mente


esse eu,
ao revisitar lugares onde estive
vejo que eram pessoas é que existiram
nem que seja vaga-mente

esse eu, 
ao me imaginar no agora
vejo que vivo estou
aqui já clara-mente


e
enfim


esse eu,
ao me objetivar no espaço
vejo que feliz já estou
agora já objetiva-mente

a verdadeira gênese de um corno manso, com uma sólida fundametação filosófica...

o primeiro chifre a gente nunca esquece
todo mundo é corno: a diferença está em saber ou não
e começa assim a gênese de um corno manso...


06 abril 2010

infidelidade feminina 2

Causas da infidelidade feminina e a gênese do corno manso.
 
Falar sobre infidelidade feminina pode ser interpretado como um viés machista, mas perante a obviedade quase genética1 da infidelidade masculina, a traição das mulheres é mais instigante por ser a única a sofrer reprovação unânime, tanto de homens, quanto de mulheres.

Em ambos os sexos o motivo essencial da infidelidade é logicamente a insatisfação com a relação em um ou mais dos seus vários níveis: sexual emocional, intelectual, social, afetivo, etc. Assim, por ser um assunto tão complexo e volúvel, torna-se necessário reduzi-lo a, digamos assim, motivações mais picantes e palatáveis.

Excesso de hormônios2.
As mulheres possuem circulando nas suas veias um determinado hormônio do grupo dos estrogênios chamado estradiol, responsável, entre tantas coisas, pela sensação de feminilidade e auto-estima. Segundo as conclusões de um estudo feito por uma universidade americana, mulheres que apresentam quantidades excessivas deste hormônio ficam mais insatisfeitas com seus parceiros, o que as leva a tentativas de compensação fora da relação monogâmica.

Resposta à infidelidade masculina.
Um alegado motivo deflagrador da infidelidade feminina é a incorrência no adultério como mera resposta ao adultério do marido. Este tipo de alegação oportuniza a pergunta: um ato justifica o outro?

Em busca do homem perfeito.
As mulheres que buscam o Príncipe Encantado podem ser portadoras do Complexo de Cinderela3, sistematizado pela psicóloga americana Colette Dowling. Como jamais encontram o homem ideal capaz de lhes trazer satisfação em todos os níveis, tais cinderelas tem a tendência de pular de galho em galho, naturalmente mediante traições.
Achei no Yahoo!Respostas uma preciosidade que sintetiza singelamente o Complexo de Cinderela:
“A maioria das mulheres quer tudo, homem forte, bonito, sarado, gostoso, bom de cama, rico, auto confiante, carinhoso. Só que nem sempre é possível juntar tudo isso num só homem, então muitas vezes procuramos em mais de um, aí nasce a infidelidade feminina. Vocês concordam amigas? Estou sofrendo desse mal.”

Mulheres fálicas.
Um detalhe difere as Cinderelas das mulheres fálicas, estas apesar de não desejar o príncipe encantando, não querem um companheiro, mas um servo. Este tipo de mulher é amiúde infiel porque o seu grau de exigência em cima do homem é incrivelmente voraz. Elas exigem e cobram sistematicamente tudo do homem, desde a virilidade mais exacerbada até a satisfação das suas mínimas vontades. Como nenhum homem sozinho tem condições de satisfazer plenamente as mulheres fálicas, elas pulam a cerca em busca do escravo perfeito.
Maiores detalhes sobre mulheres fálicas aqui.

Beleza física superdimensionada.
A famosa mulher capaz de parar o trânsito, o “mulherão”, dificilmente será mulher de um homem só, quando basta um aceno para que 50 pretendentes se prostrem aos seus pés. Sempre me pergunto o porquê da verdadeira pandemia de loiras lindíssimas descasadas. Será porque não encontraram pretendente à altura, ou foram chutadas pelos parceiros corneados?





Aparelho genital superdimensionado.

O órgão feminino precípuo para a cópula é a vagina, que tem as seguintes dimensões: tamanho, espessura, elasticidade e lubrificação. O tamanho não é a nossa questão, mas as outras dimensões. Sabe-se que espessura, elasticidade e lubrificação tem uma estreita relação com a quantidade do hormônio estradiol4, já que no decorrer da menopausa5 estas dimensões tendem a definhar. Ou seja, a menopausa é um fenômeno caracterizado pela diminuição drástica do volume excretado pelos ovários dos diversos hormônios estrogênios.

A gênese do Corno Manso.
Alguns estudos associam o superdimensionamento da espessura da vagina à maior tendência de infidelidade. Isto quer dizer que as “superfêmeas” possuidoras de altas doses de estrogênio e, por consequência, dotadas de órgãos sexuais incrivelmente aptos para a atividade sexual, são potencialmente mais infiéis? Tudo leva a crer que quem leva uma superfêmea para casa corre o risco de não privar de uma Sociedade Limitada, mas de uma S.A. Acredito que este tipo de mulher atraia o tipo de homem corno manso, aquele que, mesmo em face da infidelidade contumaz, não consegue dispensar os colossais prazeres da cama.

Referências:
1Infidelidade masculina tem causa genética [MDIG]
2Hormônio pode ser causa da infidelidade feminina [Cabeça de Cuia]
3Complexo de Cinderela [Terra]
4Sex without Estrogen can be dangerous [Canada Free Press]
5Menopausa [UOL]

infidelidade feminina

27 março 2010

iwata


Iwata-san, é aquele que ficava horas na beira de arrozal, observando as flores. já falei dele ==>aqui varias vezes. E eis que hoje fio sabendo que ele acaba de gonhar um premio pela academia japonesa de pintura. Parabéns!!

wade davis

pode ser visto com legend aqui no site da TED
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/wade_davis_on_endangered_cultures.html

22 março 2010

escolho

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 
Deles não quero resposta, quero meu avesso. 
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. 
Para isso, só sendo louco. 
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. 
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 
Não quero amigos adultos nem chatos. 
Quero-os metade infância e outra metade velhice! 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. 
Tenho amigos para saber quem eu sou. 
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."  - oscar wilde

20 março 2010

dúvidas

deixarei
nas minhas anotações de dúvidas
pois tanto
as explicações precipitadas
como a negação da existência
não condiz com a inteligência
própria dos seres humanos


Duvidar de tudo ou crer em tudo. São duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam, ambas, de refletir.
Henri Poincaré

fundamental

a fundamental revolução é
cada um fazer a introspecção
um honesto auto conhecimento
livrar desta tendências generosas
através das qual nos sentimos superiores
parar de atribuir responsabilidades especiais
sobre os companheiros de viagem
o que nos faz sentir mais uma vez superiores
aceitar como simples seres
desamparados e insignificantes
a partir daí encontrar nossos caminhos
o que vem a ser a própria libertação