21 março 2011

ouvir

[ ouvir ]  uma ação que tenta compreender o outro (deveria ser)
mas o que se faz na realidade, na maioria das vezes é : "como vou responder", "eu penso assim", "como vou reagir"...
comomeça e termina sendo uma ação onde os pensamentos se desenrolam no limite de dentroda sua cabeça


isto é, existe a [ ação de ouvir] , como uma ação que direciona a atenção e interesse no outro
mas que na realidade, o que se faz é direcionar a atenção nas coisas que surgem na sua própria mente, e faz desenrolar em várias direções.


a ação de ouvir seria a ação de direcionar a atenção e intersse no outro.
mas na realidade
é um estado em que a atenção está voltado ao que acontece dentro da sua própria cabeça

significa que a atenção está voltada em direção contrária

pensa em ouvir o outro
mas o que faz é direcinar a atenção nas suas coisas

um apego a coisas de si

se alguém diz:
- "essa comida não é gostoso" - recebe como crítica a si
- "esse relatório está a desejar" - desculpe, não tive tempo..., tenta falar de si
- "não gostei disso" - é porque isso aquilo..., tenta justificar

é claro que se deve falar o que quer falar ao outro
mas antes de mais naada, ouvir o que o outro quer ouvir, compreender, e depois disso, se tiver algo que queira falar, falar...

antes de ouvir o que o outro quer falar, de compreender o outro, estão as minhas idéias, se quero ou não quer fazer.... começa pensar nas suas coisas..... está apegado em sim

não ter atenção ao outro, na realidade, já em em si, um estado de apego ao "eu"

by M.O.

20 março 2011

cooperativismo e corpo único

é parecido mas difetente, é o contrário

cooperativismo - opera junto porque há mérito. juntos enquanto há ganho. quando acaba a vantagem de fazer junto, perde sentido em operar junto, e isso é considerado como natural. junta ou separa dependendo se há mérito ou não, é algo relativo.

corpo único - é algo absoluto, que não se separam nunca em qualquer que seja a situação. mesmo que esteja objetivando o "corpo único", se é algo relativo que espera o seu mérito, não é "corpo único".

19 março 2011

vamos reconstruir ! ! !

esses velhinhos foram socorridos depois de 3 dias no 3o. andar. " estou bem, vamos reconstruir!!" respondeu ao repórter.
http://colunas.epoca.globo.com/falamundo/2011/03/16/vamos-reconstruir-outra-vez/


Samuel Bowles - "Charles Darwin estava errado"

Entrevista - IstoÉ
N° Edição:  2158 |  18.Mar.11 - 21:00 |

Samuel Bowles

"Charles Darwin estava errado"
Economista americano critica a teoria da evolução e diz que os seres humanos progrediram graças aos grupos mais altruístas
Solange Azevedo
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GENEROSIDADE
Bowles afirma que o mundo está se tornando mais altruísta
O americano Samuel Bowles, 71 anos, é dono de um currículo invejável. Ph.D. em economia pela Universidade Harvard, onde também foi professor durante quase uma década, atualmente ele dirige o Programa de Ciências Comportamentais do Instituto Santa Fé, na capital do Novo México, e leciona na Universidade de Siena, na Itália. Autor de diversos livros, Bowles foi conselheiro econômico em Cuba, na Grécia, do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e dos ex-candidatos à Presidência dos Estados Unidos Robert F. Kennedy e Jesse Jackson. Seus estudos sobre a evolução genética e cultural dos humanos têm repercutido em publicações de prestígio, como as revistas “Nature” e “Science”, porque põem em dúvida nada menos do que a teoria da evolução, de Charles Darwin, e a ideia de que os homens são inteiramente egoístas. “O comportamento humano é muito mais complexo do que a teoria da evolução supõe”, diz Bowles. “A seleção natural pode, sim, produzir espécies altruístas e cooperativas.”

- O sr. defende a ideia de que a gentileza foi fundamental para a evolução humana. Por quê? 
Samuel Bowles - A teoria da sobrevivência do mais gentil é uma crítica à teoria da sobrevivência do mais apto, de Charles Darwin. Diversas pesquisas feitas nos últimos anos, muitas delas por mim, têm mostrado que a seleção natural pode, sim, produzir espécies altruístas e cooperativas – em vez de seres humanos inteiramente egoístas. Darwin estava errado. 

-
Como o sr. chegou a essa conclusão? 
Samuel Bowles - Por inúmeros fatores. A maioria das pessoas, em certas situações, é completamente altruísta. Muitas vezes, elas são generosas inclusive com estranhos e são extraordinariamente corajosas ao servir suas nações ou suas famílias. Como quando ocorrem desastres naturais ou para defender uma causa. Essa evidência de que os seres humanos não são inteiramente egoístas tem sido bastante estudada recentemente. Há diversos experimentos feitos em laboratórios que mostram que indivíduos que recebem dinheiro para dividir com outras pessoas, em geral, são generosos. Na maioria das vezes, eles fazem isso anonimamente, quando não estão sendo vigiados. Nesses experimentos, a maioria das pessoas não age de maneira egoísta, como costumávamos imaginar no passado, à luz da teoria da evolução.

- Como as pessoas agem? 
Samuel Bowles - Às vezes, são incondicionalmente altruístas, do tipo Madre Tereza de Calcutá. Em outros momentos, só são altruístas enquanto outras pessoas do grupo também agem assim. As pessoas têm compromissos morais. Claro que, em muitas situações, agem por interesse próprio. O egoísmo é uma parte importantíssima do repertório humano e não pode ser ignorado. Mas é fundamental ter em mente que o comportamento humano é muito mais complexo do que a teoria da evolução supõe. 

- Quais sociedades o sr. ­es­­tudou? 
Samuel Bowles - Tive o privilégio de estudar um grande número de sociedades em várias partes do mundo. Junto com um time de economistas e antropólogos, estudei 15 grupos na África, na Ásia e em países da América Latina, como Peru, Equador e Paraguai. Nesse experimento, demos dinheiro para algumas pessoas dividirem com outras. A regra era: se a segunda pessoa aceitasse a quantia que a primeira ofereceu, o jogo terminaria. Mas, se rejeitasse, as duas não ganhariam nada. Supondo que uma pessoa egoísta, que recebeu US$ 10, ofereça apenas US$ 0,50, se a segunda pessoa também é egoísta, ela vai aceitar achando que é melhor ganhar 50 centavos do que sair com os bolsos vazios. Mas isso não ocorre com frequência. Ofertas pequenas, quase sempre, são rejeitadas. E as pessoas rejeitam por raiva, para punir o egoísta. Alguém pode pensar: ‘Eram só US$ 10’. Em experimentos com grandes quantidades de dinheiro os resultados têm sido os mesmos. Por generosidade ou por medo da rejeição, quase todas as ofertas ficam próximas de 50%. Estudos como esse foram feitos em pelo menos 35 universidades e 40 países. 

 - 
Os resultados o surpreenderam? 
Samuel Bowles - Não, pois tenho estudado o comportamento humano durante toda a minha vida. Se assistirmos à tevê, vemos que há muita gente fazendo coisas incríveis e perigosas para defender uma causa. As manifestações nas ruas do Cairo, no Egito, são um claro exemplo. Talvez, muitos economistas se surpreendam porque acreditam que o ‘homem econômico’ é egoísta. Muitos biólogos também, porque acreditam que a seleção natural só é capaz de produzir animais egoístas. Essa interpretação equivocada da teoria de Darwin é mostrada num livro que será lançado em breve, do qual sou coautor, chamado “Uma Espécie Cooperativa: Reciprocidade Humana e sua Evolução”. 

-
A espécie humana é essencialmente cooperativa? 
Samuel Bowles - Exatamente. A questão central não é por que pessoas egoístas agem de maneira generosa, mas como a genética e a evolução cultural produziram uma espécie em que um número substancial de pessoas se sacrifica para manter as normas éticas e para ajudar, inclusive, pessoas estranhas. A seleção natural e a transmissão genética de pais para filhos podem, sim, produzir espécies cooperativas. Os primeiros seres humanos – de 50 mil anos atrás, dez mil anos atrás e assim por diante – viveram em condições adversas, de variações climáticas e desafios diante de outros grupos, em que indivíduos egoístas teriam sido bastante prejudiciais na competição pela sobrevivência. Os grupos mais cooperativos foram mais capazes de se reproduzir em larga escala. Creio que essa foi a razão de a espécie humana ter se tornado cooperativa. 

- Há sociedades mais altruístas e outras menos? 
Samuel Bowles - Há algumas sociedades em que, em tese, todo mundo oferece a metade para a outra pessoa e outras em que oferece 40% ou menos. Mas, surpreendentemente, também há locais em que as pessoas oferecem mais da metade. Nós, estudiosos, ainda não sabemos o suficiente para generalizar o grau de altruísmo no mundo. O que sabemos é que, em geral, menos de um terço das pessoas é egoísta. Ao contrário do que diz o senso comum, as sociedades mais avançadas economicamente – como os Estados Unidos e países europeus – não são mais nem menos egoístas do que países africanos, asiáticos ou latino-americanos. 

- A teoria da sobrevivência do mais apto e a da sobrevivência do mais gentil é mais ou menos presente, dependendo da sociedade estudada? 
Samuel Bowles - Não há uma única sociedade que eu estudei e onde experimentos tenham sido feitos que tenham confirmado a hipótese do “homem econômico egoísta”. Posso dizer, com certeza absoluta, que não há uma única sociedade já descoberta na qual os pressupostos dos economistas ou os da seleção natural – de que a espécie humana é inteiramente egoísta – tenham sido confirmados. O que temos são vários graus e diferentes tipos de altruísmo coexistindo com o autointeresse. 

- O altruísmo pode ser aprendido? 
Samuel Bowles - Certamente. Acreditava-se, no passado, que o comportamento altruísta ficava restrito a membros de uma mesma tribo ou vila ou limitado a grupos linguísticos. Mas, agora, sabemos que o altruísmo pode se estender pelo mundo todo. Muitos de nossos valores são influenciados pela nossa constituição genética. Mas também somos seres culturais, aprendemos através de exemplos – com as lições de nossos pais, professores, vizinhos, líderes nacionais e internacionais. Tenho 71 anos. Na minha juventude, era impossível imaginar que um afro-americano seria eleito presidente dos Estados Unidos, já que alguns tipos de espírito cívico não existiam nos anos 1950 e 1960. 

 -
De acordo com a sua teoria, como o comportamento altruísta influenciou a evolução cultural e genética dos humanos? 
Samuel Bowles - A pessoa é altruísta, de acordo com biólogos e também segundo a minha definição, se ajuda os outros sacrificando a si mesma. Para os biólogos, isso significa ajudar as outras pessoas a se adaptar, produzir mais crianças e cuidar delas até que elas próprias possam se reproduzir. Para os biólogos, no entanto, esse tipo de sacrifício só seria possível entre irmãos ou parentes próximos. Porque, se a pessoa abrir mão do próprio sucesso reprodutivo para ajudar um desconhecido, seu tipo altruísta é eliminado. O problema é que essa teoria desconsidera uma questão importantíssima: seres humanos vivem em grupos e nós sobrevivemos por causa disso. Se estivéssemos num grupo em que todos são egoístas, ele funcionaria precariamente e acabaria extinto. 

 -
Países e empresas poderiam ser mais bem administrados à luz dessa teoria? 
Samuel Bowles - Claro. Filósofos e advogados fizeram e ainda fazem leis baseadas no pressuposto de que as pessoas são completamente egoístas. Isso é um erro. Acredito que esse equívoco nos remeta ao filósofo Nicolau Maquiavel (1469-1527). Em um de seus escritos, Maquiavel afirmou que todo mundo é perverso, que a raiva torna as pessoas engenhosas e que a lei as tornaria boas. Pesquisas mostram que tratar as pessoas como egoístas pode ser um incentivo para que elas ajam de maneira egoísta. 

- Como assim? 
Samuel Bowles - Essa tese foi comprovada em muitas ocasiões. Uma delas em Israel. Em várias creches de lá, foi imposta uma multa para os pais que chegassem mais de dez minutos atrasados para buscar seus filhos. A proporção de atrasados dobrou a partir do anúncio da multa. Nas creches onde não havia essa regra, no entanto, a proporção permaneceu inalterada. Quando não havia multa, os pais sentiam estar violando uma norma ética e atrapalhando o andamento da escola e a rotina dos professores. Depois, chegar atrasado virou uma mercadoria que os pais poderiam comprar. 

 -
O mundo está se tornando mais altruísta ou mais egoísta? 
Samuel Bowles - Está se tornando mais altruísta ou, pelo menos, de espírito mais público. Parte disso ocorre porque nos tornamos mais universais e menos nacionalistas. Se nós considerarmos 50 anos atrás, a maioria de nossas conexões era com nossas famílias e pouquíssimas pessoas de fora.

18 março 2011

confiar não confiar

se pensar bem...
não tenho ninguém que seja confiável
e nem tenho ninguém que seja não confiável


 

afinal, quando digo que confiamos (ou não cofiamos) em alguém
de que se trata mesmo?
pessoa que posso confiar?
pessoa que não posso confiar?
se penso assim de alguém, o que isto significa?

sejamos prudentes olhando bem 
dentro de si

04 março 2011

reunião de pesquisa e exame


"誰のどんな意見・考え・行為も、そのまま受け入れ、互いを尊重し合い、それぞれの「捉えたものであるとの自覚」の元に、持ち寄り検討し合おうとするもの"

"é algo em que, respeitando mutuamente, aceitando como ela é, qualquer que seja e de quem seja, as opiniões, as idéias e os atos, baseado na [auto-consciência de que é uma captação própria] de cada um à sua maneira, expõe e ajunta e tenta examinar mutuamene."

13 fevereiro 2011

auto-consciência

a neurociência avança e o mecanismo de reconhecimento do cérebro cada vez mais esclarescido,
compreende teoricamente que "o reconhecimento das coisas é uma ação dentro do cérebro de cada indivíduo", no entanto não se chega à auto-consciência.

em outras palavras,
até crinça da escola primária consegue compreender
que a forma de ver, ouvir e sentir são diferentes para cada uma das pessoas

mas os adultos ao redor apenas ditam teorias
e não se chega à auto-cosciência.
[ toma como um fato, aquilo que não é nada mais do que sua captação ]
(provavelmente talvez nem compreenda este significado).

mesmo que não seja na área da ciência
o que as religiões ou ideologias dizem
podem estar tocando a verdade/essência, mas.....
pelo fato de não ter chegado à auto-consiência,
a própria pessoa não se tornou.
vide "imagine" de lennon, e outras tantas...
o mundo é um só,
estamos todos ligados,
a humanidade todo somos todos irmãos
não é de ninguém
o amor salva o mundo...
etc...

considerando que houve Satori (iluminação) nas pessoas que perceberam primeiro, que começaram falar, os gurus, os fundadores, ....
deve ter sido muito forte o sentimento de querer transmitir...

e mesmo compreendendo que falando ou escrevedo não seria possível a tranmissão,
não havia (ou não sabia) outra maneira a não ser escrever e falar.

e assim ...
as pessoas que leram, ouviram e receberam,
ao ressoarem, concordarem e se emocionarem fortemente,
diziam: "sim, isto é a verdade!!"
[por ter lido e ouvido, fica com a sensação de "eu sei", "eu compreendi", "eu percebi"]

e se a experiência é forte e intenso,
fica com a profunda sensação de que chegou lá
que ela também consegue!!
e então fica com vontade de transmitir a experiêcia a outras pessoas.

assim
forma-se um ajuntamento de pessoas
que se sentem ter chegado lá...
( grupo de pessoas crentes )

[auto-consciência] significa " conhecer claramente o seu próprio estado",
não é enfatizar para si mesmo,
através da compreenção mental através de conhecimentos.
dizendo "sim, é isto",

não haveria nenhuma dificuldade se crescesse
desde a infância num ambiente
onde "a compreensão e a auto-consciência" fossem cultivados
mas colocou-se à frente somente a compreeenção pelo conhecimento
negligenciando-se a prática de conhecimento do seu próprio estado,
passaram-se anos sobre anos....
by S.

27 janeiro 2011

11 semanas - vou ser avô..

Fuku-tyan e Mira
ainda sem nome....

31 dezembro 2010

onde estou?

devo estar

........e..m.......a.l...g....u..m.........l.u..g....a...r

entre

as minha experiências (subjetivas)
e
as minnhas análises (objetivas)


 .





.

29 dezembro 2010

1/2 + 1/2

aos meus 28 anos de idade
foi um momento na minha vida
da tomada de decisões
que me marcaram profundamente
sabia muito das minhas ambições
pelo menos a aparente...
mas menos sabendo das minhas limitações




agora passados mais 28 anos
não sei como olhar
esses passados
aliás, sei sim...
sei do meu jeito

26 dezembro 2010

eu

.
o que eu sinto, eu não ajo.
o que ajo, não penso.
o que penso, não sinto.
do que sei, sou ignorante.
do que sinto, não ignoro.
não me entendo
e ajo como se
me entendesse
            clarisse linspector
.
.

24 dezembro 2010

há exatamente 1 ano atrás....

há um ano atrás
o passado se revelou
as pessoas com quem convivi
tão intimamente....
não eram como eu os viam
escondidas de mim
na calada da noite
faziam coisas


aliás, na verdade
eu os tinha como um fato
em outras palavras
acreditava cegamente na minha visão


preferia não saber
a ser enganado
aliás, se me examinar bem
eu não sei, não há como saber
ser enganado, é viagem minha


fui obrigado a aprender
na marra que
as pessoas fazem
do jeito que elas querem
e não do meu jeito
as pessoas fazem 
com as razões próprias delas
e não com as minhas


e agora
quase vinte anos depois
a questão permanece: . . .
- tinha mesmo alguém

na minha árvore?



"yamaguishi fields forever", parafraseando lennon em "Strawberry Fields Forever"

22 dezembro 2010

Família neandertal canibalizada é encontrada em caverna na Espanha

 22/12/2010 09h10 - Atualizado em 22/12/2010 10h02

Família neandertal canibalizada é encontrada em caverna na Espanha

Segundo pesquisadores, ossos encontrados em caverna indicam que indivíduos foram mortos e comidos por outros neandertais.

Arqueólogos descobriram os restos de uma possível família de 12 neandertais que foram mortos há 49 mil anos numa caverna da região de Astúrias, no norte da Espanha.
Segundo os pesquisadores, marcas nos ossos mostram sinais de atividade canibal, indicando que os indivíduos encontrados foram comidos por outros neandertais.
Detalhes da descoberta foram publicados na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
Apesar de os fragmentos de ossos de seis adultos e seis crianças terem sido encontrados dentro da caverna, os arqueólogos acreditam que eles viviam e foram mortos na superfície, mas que teriam sido envolvidos pela caverna após um desabamento.
Fragmentos de ossos foram encontrados em caverna das AstúriasFragmentos de ossos foram encontrados em caverna das Astúrias (Foto: Divulgação )












'Todos eles mostram sinais de canibalismo. Eles têm marcas de cortes em vários ossos, incluindo os crânios e as mandíbulas', disse o arqueólogo Carles Lalueza-Fox, do Instituto de Biologia Evolucionária de Barcelona, que coordenou o estudo.
'Os ossos longos foram fragmentados para tirar o tutano, então todos os sinais de canibalismo que foram descritos em outros locais de neandertais estão presentes nesses indivíduos', afirmou.
Família
A conclusão de que o grupo era uma família vem da análise do DNA mitocondrial, o material genético encontrado nas células animais passado pela linhagem feminina.
Os dados genéticos sugerem que enquanto os três adultos do sexo masculino no grupo tinham a mesma linhagem materna, as três mulheres do grupo tinham origens maternas diferentes.
Segundo os pesquisadores, isso mostraria que pelo menos nesta família de neandertais, as mulheres vieram de fora do grupo, enquanto que os homens permaneceram no grupo familiar ao chegar à idade adulta.
Esse modelo do que é chamado 'patrilocalidade' é comumente visto em algumas culturas modernas, observa Lalueza-Fox, com os homens permanecendo na casa da família após o casamento com uma mulher de outro grupo.

Café in Paris - 07/05/2010

De cite-lafaiette-carol