
por Roberto de Oliveira
fotos Maria do Carmo
Existe um lugar onde o Brasil faz fronteira com o Japão. Fica logo ali, a cerca de 600 km da cidade de São Paulo. Na saída da rodovia Marechal Rondon, a placa avisa: Associação Comunidade Yuba.
Em princípio, parece uma simples fazenda, com uma imensa varanda colonial e velhos tratores estacionados ao relento. Conforme se aproxima, o cenário se confunde. Yuba não é apenas uma propriedade rural nem seus habitantes meros lavradores. Às vésperas dos cem anos de imigração japonesa no Brasil, a comunidade cravada no interior do Estado ainda preserva costumes milenares e cultiva, além da roça, uma rotina cultural sem paralelos com outros confins do país.
Às 18h, uma senhora sai da cozinha, emite palavras incompreensíveis para a reportagem e saca um berrante, instrumento tão difuso no Brasil rural arcaico, para anunciar a hora da janta.
Os trabalhadores vão chegando e tomam assento em longos bancos do refeitório comunitário. Um minuto de silêncio antes de comer. Uns agradecem a Deus, outros a Jesus e há espaço para Buda.
Ao lado dos talheres, hashis, os tradicionais pauzinhos. Não se ouve uma só palavra em português. A língua oficial é o japonês, assim como o cardápio.
Não há refrigerante. O que se bebe é chá gelado. O jantar parece derradeiro em mais um dia de tarefa. Ledo engano.
Na comunidade Yuba, não basta só cultivar a terra. O sol se põe e a luz da noite ilumina mais uma etapa no aglomerado agrícola. O refeitório coletivo, repleto de ideogramas, vira uma animada sala de coral e piano.
A poucos passos dali, música clássica embala aulas de balé. Senhoras e senhores, que labutavam horas antes no campo, deixam seus sapatos do lado de fora e começam a se alongar. Na casa ao lado, um agricultor com as bochechas marcadas pelo sol toca trompete, enquanto a vizinha, ainda cheirando a alho de cozinha, pinta um quadro.
Ouvem-se gargalhadas. Vêm da biblioteca, onde adolescentes se debruçam sobre pilhas de livros na aula de japonês. As crianças de Yuba só são alfabetizadas em português a partir de seis anos.
Inteiramente comunitária, a vida em Yuba lembra o sistema social idealizado por Thomas Morus (1478-1535) na imaginária ilha Utopia. Com uma diferença: há 72 anos, um grupo de japoneses e descendentes luta para subverter as regras do sistema capitalista e manter coesa uma comunidade rural nos arredores de Mirandópolis.
Nenhum de seus moradores goza de regalias ou privilégios. Nem mesmo o presidente da associação. É livre a escolha do "setor" onde querem trabalhar -horta, roça, gado, com galinhas, porcos ou panelas. Eles exercem seus ofícios em sistema de rodízio, para garantir que todos aprendam um pouco de cada função e não resvalem no tédio.
O produto do trabalho, ali, não é grana no bolso. Ninguém recebe salário e não há transações locais com dinheiro. Se alguém precisa de um par de tênis novos para jogar beisebol, o esporte favorito da comunidade, leva o assunto à administração. O mesmo acontece com as outras necessidades materiais. Já alimentação, moradia e atividades culturais dispensam qualquer controle burocrático. Em Yuba, são direitos de todos.
Cultura de subsistência
Para manter a comunidade, há um gasto mensal em torno de R$ 15 mil que corresponde a despesas com telefone, energia elétrica, comida e manutenção do maquinário, explica, em bom português, o presidente da associação, Tsuneo Yuba, 53, no seu segundo mandato. Compram-se produtos como arroz, feijão, óleo, sabonete e café.
Cerca de 60% de tudo o que se consome é produzido na própria fazenda. Frutas, verduras, leite, carne, pão, manteiga, geléias, macarrão e até shoyu. Há um poço artesiano que abastece a fazenda, inclusive o ofurô coletivo, masculino e feminino.
Yuba funcionava como uma grande comunidade, mas, no papel, transformou-se numa associação, composta por presidente e vice, tesoureiro e secretários, eleitos de forma democrática, pelo voto direto. O quadro administrativo surgiu como alternativa para controlar a entrada de recursos, obtidos principalmente com a venda de frutas e legumes, e as despesas para sustentar o local.
Eles preferem manter em sigilo o faturamento da comunidade. "Temos todo interesse no lucro e estamos lucrando. Só que o dinheiro ainda só dá para pagar contas", diz Tsuneo. Como associação, os administradores alteraram estratégias de venda. Antes, os alimentos passavam por atravessadores, o que reduzia o lucro. Agora, vão direto para os pontos-de-venda, como supermercados.
Se a dificuldade financeira está sendo superada, Yuba enfrenta outro obstáculo: a sobrevivência de seu modelo. "Acho natural que a comunidade um dia acabe. Esse tipo de sociedade praticamente não existe mais num mundo capitalista e globalizado como o de hoje", diz Tsuneo.
A sobrevida, portanto, é responsabilidade dos jovens. O empecilho na hora de gerar novas famílias é que a maioria tem algum grau de parentesco. Cerca de 30%, por exemplo, são da linhagem Yuba -em japonês, lugar do arco. Recomenda-se, portanto, evitar o casamento entre eles.
Mas nem todos se vêem trocando alianças com um gaijin (estrangeiro). "Meu sonho é me casar com alguém da própria comunidade. Os rapazes da cidade são desinteressantes e infantis", acha Mie Yuba, 19. Seu irmão, Daigo, 23, diz não se importar se a garota é japonesa ou brasileira, mas faz questão de frisar: "Os japoneses ajudam uns aos outros e valorizam sua cultura. Isso é muito importante".
Yuba já foi uma grande comunidade, com cerca de 300 integrantes; hoje, são 61, contingente formado basicamente por adultos que não pensam em deixar a terra. "Nasci, cresci e casei aqui. É uma utopia que virou realidade", diz a cozinheira Yumiko Kumamoto, 48, professora de desenho nas horas vagas.
A resignação de Yumiko não é coletiva. Por exemplo: a comunidade não paga estudos a nenhum morador. De certa forma, isso impele os que querem estudar a deixar o grupo. Quem quiser sair para fazer faculdade deve contar com sua própria renda. Como eles não têm salário, muitos vão trabalhar no Japão, fazem um pé-de-meia e retornam ao Brasil para concluir o curso universitário.
Daigo, assim como outros jovens de Yuba, costuma sair nos fins de semana, para dançar, paquerar e tomar umas cervejinhas em Mirandópolis.
Arte, terra e oração
Yuba mantém atados os laços com a herança oriental introduzida por seu fundador, Isamu Yuba (1906-1976). No início dos anos 20, a região noroeste do Estado de São Paulo parecia o lugar perfeito para que um grupo de recém-chegados do Japão criasse um assentamento de imigrantes. O núcleo tinha até nome, Aliança, que para eles tinha o sentido de cooperação mútua entre imigrantes japoneses e a sociedade brasileira.
Cerca de mil famílias japonesas foram para aquela região e formaram a primeira, a segunda e a terceira Alianças, entre 1924 e 1927. Quando soube da idéia, Isamu Yuba, então com 20 anos, decidiu, apesar da resistência do pai, partir com a família composta por dez integrantes, rumo ao interior paulista.
O ano era 1935. Isamu começou a construir a fazenda com a ajuda de amigos que compartilhavam da mesma ideologia. Sob o tripé "cultivar a terra, orar e praticar as artes" surgiu a comunidade Yuba. Seu líder e fundador teria sido influenciado pelas idéias de Tolstói, Marx e Jean-Jacques Rousseau, aliadas aos ensinamentos da Bíblia.
Semelhanças com os kibutzim israelitas? Os parentes de Yuba descartam. Na comunidade, há quem defenda que a inspiração veio de uma antiga vila de descendentes lituanos, criada naquela época nos arredores de Bastos (SP).
O antropólogo japonês Koichi Mori, 51, do Centro de Estudos Japoneses da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, vê outras ligações. Ele acha que a criação de Yuba pode ter sido motivada, principalmente, pelas idéias do escritor japonês Saneatsu Mushanokoji, autor de um famoso romance intitulado "Atarashikimura" (comunidade rural nova), escrito no início do século passado e de cunho comunista.
Segundo o antropólogo, a obra influenciou a criação de comunidades agrícolas, parecidas com Yuba, em diferentes partes do Japão. Algumas delas existem até hoje. ''Yuba foi criada na época liberalista japonesa conhecida como Taisho. Entre os movimentos que surgiram naquele período, estão os de comunidades socialistas em áreas rurais'', explica.
Yuba, o fundador, morreu em 1976, aos 70 anos. Yuba, a comunidade, equilibra-se como pode para manter de pé a filosofia de seu criador.
Recepção de forasteiros
Os visitantes são apresentados à comunidade no refeitório coletivo. Eles devem respeitar o horário das refeições e jamais começar a comer antes do minuto de silêncio em agradecimento. Em nenhum momento o forasteiro será abordado pelos locais ou questionado sobre sua presença ali. Assim se sentirá à vontade para participar das atividades culturais e de lazer.
É um equívoco imaginar os moradores de Yuba vivendo em uma redoma, excluídos do contato social. Não há muros nem portões que delimitam a propriedade rural. As portas não possuem tranca, as janelas são fechadas por cortinas.
Há TV via satélite (telejornais japoneses e jogos de beisebol são os mais concorridos) e acesso à internet. Eles assinam três jornais (um de circulação nacional) e recebem muitos visitantes, brasileiros e estrangeiros -japoneses sobretudo.
Suguimoto Massaro, 63, chegou há pouco mais de um mês com a decisão de ficar. Não é sua primeira vez. Em 1965, havia passado seis meses na fazenda. Voltou para o Japão e perdeu o contato com a colônia. Vasculhando a internet, restabeleceu contato. Desta vez, jura que a mudança é definitiva. "Eu me sinto jovem aqui. É o lugar que escolhi para ter uma nova vida. Até vendi minha casa no Japão", diz, em inglês.
Responsável pela produção de shiitake, Yoshiki Tsuji, 56, que também costuma animar o refeitório comunitário após o jantar com seu clarinete, está em Yuba desde 1983. "Aqui não existem normas. Não me falta nada. Quero morrer aqui", contou, em espanhol fluente, idioma que aprendeu viajando pela América Latina.
Mesmo com todo o apego que exibem os mais velhos, o presidente da associação acredita que Yuba vive próxima do fim. "O jovem que sai para trabalhar ou estudar dificilmente regressa à comunidade", reconhece.
Para o antropólogo da USP Koichi Mori, há muito, Yuba se tornou permeável à lógica capitalista. ''Os jovens saem para trabalhar no Japão, para ganhar dinheiro e poupar'', conta. Koichi não arrisca um palpite sobre quanto tempo a comunidade irá resistir. ''O grande conflito cultural é como manter a união entre japoneses e descendentes'', diz ele.
Numa visão otimista, a salvação de Yuba estaria num novo ciclo de colonização japonesa, com a chegada de mais uma leva de imigrantes. Fato é que nos últimos dez anos apenas um japonês imigrou para Yuba e formou família com uma moradora local. Ao mesmo tempo, a evasão atingiu 20 yubenses.
Os que ali ficaram sabem que são herdeiros da terra e daquele modo de vida. Pelo menos enquanto a comunidade existir.
1993
1993.01
1993.01.01
1993.02
1993.02.21 07o.tk 21a28(rom,mar,isa) Nena, Mari, Eleni, Eliana,Alice
1993.02.15 mitio e familia vem para despedir de totyan - (nota da d.marina: mitio totalmente contra yamaguishismo, acha que está trabalhando contra deus(diário marina)
1993.02.15 1o. All Member Ken"
1993.03
1993.03.00 chegada sakamoto e kumiko
1993.04
1993.04.04 08o.tk 04a11 (rom,isa, mar) Giba, Gina, F.Cambiucci, Carla
1993.04.08.acidente com D-20 na volta da fazenda, dona marina junto
1993.05
1993.05.03 Juramento All Member - 17 membros
1993.06
1993.06.16 Alam Brail->Japão (3o.All Member Ken)
1993.07
1993.07.21.Alam Japão->Brail
1993.08
1993.08.00.
1993.09
1193.09.05.09o.tk 05a12 (rom,isa,mar,ine) horacio
1993.09.30.na fazenda
1993.10
1993.10.00. aiwakan nakayoshiken
1993.11
1993.11.31 10o.Tokkou (31 a 06) (Romeu, Marceline, Isack, Ines)
1993.11.00 Assalto com Ines & Kami
1993.12
1993.12.26 983o.Escola de Kensan para membros(北原、町かよ)
1993.12.08 Toyan no Jikkenti
1993.12.19 Alam para Brasil
1992
1992.01.02 foto ano novo com todos
1992.02.00 passeio trem alam,ines,anando,mira,marina
1992.02.00
1992.03.04 04o.tokkou 01a08 (romeu,ines,keigo) Nagaoka,Juliano,Nelson(Pedreira)
1992.03.29 Hosuke, Naoko e Lucas chegam de Japão
1992.04.16 aniversário anando
1992.04.23 fax miyati para romeu: laurence no japão, isack e marceline em maio pra brasil
1992.05.20 Isack e Marceline chegam de Japão, Keigo brail->Japão
1992.05.30 kitaouji chega de japão
3892.06.03 03 a 14 Eco92 - (Kitaouji, Okano,Takagi)
1992.06.11 kitaouji parte para japão
1992.06.12 isack&marceline chegam de Eco92
1992.07.31 romeu vai para mato grosso buscar madeira
1992.08.02 katei kensan zoológioco de bosque (alam,ines,mira,anando,marina)(diário marina)
1992.08.12 romeu chega de mato grosso (diário marina)
1992.08.18 05o.tk 14a21 (romeu,marceline,isack) Ricardo
1992.08.28 Cerimonia de Casamento Isack&Marceline
1992.08.30 keigo, haruna, midori para japão
1992.09.04 laura e tinha vem de londrina para jikkenti(diário marina)
1092.10.11 06o.tk 11a18 (rom,mar,isa) Ralf
1992.11.00.
1992.12.00.
1991
1991.01.03 Mrm encontrada morta na casa dela em Londrina
1991.01.06 Ins Japão para Brasil (Ins traz ezu-ken na mala)
1991.01.09 01o.tk 09-16 (Rmu, Ins, Akk, Kmi, Kgo, Alm)
1991.01.22 Alm &Ins para Londrina buscar mudança (22 a 28) todas coisas da casa
1991.02
1991.02.21 Hsk, Nko e Lcs partem para Japão
1991.02.24 fax nanako&lucio pra alam&ines
1991.03
1991.03.01 Hsk vai Kensan Gakkoh Japão (01 a 15)
1991.03.20 Isk parte para Japão
1991.04
1991.04.27.02o.tk 27-03 (Rmu, Ins, Akk, Kmi, Alm)
1991.05
1991.05.00 Negociação compra de Fazenda
1991.05.30 Alm para Londrina
1991.06
1991.06.00.Inicio Fazenda
1991.06.05.Alm chega de Londrina
1991.06.24.Alm para Londrina
1991.07
1991.07.12.Vinda de Nnk e Shg
1991.07.20 Vila Paraiso (20 a 28)
1991.08
1991.08.14.Akk - nasce Guto
1991.08.27.Kmi e Fme voltam de Manaus
1991.09
1991.09.00.03o.tk 15-22 (Ins, Rmu, Kgo, Akk, Nnk)
1991.10
1991.10.00 Ins faz 2o.a - viagem a Rolândia - visitando Chácara Canaã (diário Marina)
1991.10.02.plantio de grama com 15 empregados da fazenda
1991.10.10.chegam casal Szki, casal Wtb, Kktn, com And e Mra (Alm e Rmu vão busca-los)
1991.10.18.voo sobre fazenda (Alm, Kktn)
0991.10.22.Nnk vai para Japão
1991.12
1991.12.16 AiwaKan-Nakayoshi-ken
1988.01.01. Kensan Gakkoh Alm Sankaku (Shijou, Shouko, Ryutaro)
1988.01.01. Tokkou - Totyan & Rmu Pai
1988.02.11.Totyan e Rmu Pai Alm votam pra Brasil
1988.02.15.Rmu Zelador de Tokkou 1261 (15 a 23/02)
1988.02.25. Chegada da 1a.Turma (Rmu, Dvd, Jsn, Âgl, Mrcl, Isck) Atibaia
1988.03.00 Procurando novo local
1988.05.06.Marcelo se afasta
1988.07.27.Inicio Campinas Jikkenti (contrato social pessoa jurídica)
1988.08.23.Kawase, Onoguchi, 23 a 31
1988.09.00 Ins, And e Mra para Japão
1988.12.01.Ins vai para tokkou - fax
1988.12.11.Mrcl e Rta chegam de Japão

.jpg)


1987 (33 anos)
1987.02.00 Praia de Camburi e Ilha Bela (Alam, Ines, Anando, Mira)
1987.04.00 3a.turma para Toyosato (Juca, Marcelo, Rita)
1987.07.00 Morte Fukami Minowa, 37 anos, (primo)
1987.08.03 Reunião planejando ida de 3 casais para Japão. (alam&ines,sergio&thais,marcelo&rita)
1987.10.20 Ceceu e Joca voltam de Japão
1987.11.00 Chega carta convite de Sagai-san
1987.11.15 Romeu Zelador de Tokkou 1250
1987.12.01 Julia Kensan Gakkoh.
1987.12.24.Totyan, Romeu Pai, Alam para Toyosato Japão
1988.01.01 Kensan Gakkoh Alam Sankaku (Shijou, Shouko, Ryutaro) - Tokkou Totyan - Romeu Pai
1988.02.11 Totyan e Romeu Pai Alam votam pra Brasil
1988.02.15.Romeu Zelador de Tokkou 1261 (15 a 23/02)
1988.02.25 Chegada da 1a.Turma (Romeu, David, Joseani, Ângela, Marcelo, Isack) Atibaia
1988.03.00 Procurando novo local
1988.05.06.Marcelo cai fora
1988.07.27.Inicio Campinas Jikkenti (contrato social pessoa jurídica)
1988.08.23.Kawase, Onoguchi, 23 a 31
1988.09.00 Ines, Anando e Mira para Japão
1988.12.01.ines vai para tokkou - fax
1988.12.11 Marcelo e Rita chegam de Japão
1989 (34 anos)
1989.01.00 Construindo o primeiro galpão de aviário
1989.02.15 Keigo zelador Tokkou No.1.310 (15 a 22)
1989.02.26 shokokusei in toyosato
1989.02.27 Keigo e Julia chegam de Japão
1989.03.00 Ines faz 1o.ab no Japão
1989.03.00 Ângela cai fora
1989.03.00 David cai fora
1989.04.00 Escola de kensan Ines
1989.05.25 Alam Brasil->Japão
1989.06.10 casamento nanako&shogo
1989.08.00 Kami, Fumie e Akiko partem para Brasil
1989.08.21 mira e ines
1989.09.00 Helio visita Toyosato,
0789.10.14 Mira, alam, anando - kateikensan
1989.11.23 Helio e D.Marina viajam para Okinawa
1989.12.00 Helio descobre HIV, convidado a se retirar.