19 maio 2013
Stephen Hawking: Deus não tem mais lugar na criação do universo
O cientista britânico Stephen Hawking afirma, em seu novo livro, que "Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física", segundo trechos da obra publicados nesta quinta.
Demonstrando uma posição mais dura em relação à religião do que a assumida nas páginas do best-seller internacional "Uma Breve História do Tempo", de 1988, Hawking diz que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade.
"Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve o célebre cientista em "The Grand Design", que será publicado em série no jornal The Times. "Não é necessário que evoquemos Deus para iluminar as coisas e criar o universo", acrescenta.
Hawking se tornou mundialmente famoso com suas pesquisas, livros e documentários, apesar de sofrer desde os 21 anos de idade de uma doença motora degenerativa que o deixou dependente de uma cadeira de rodas e de um sintetizador de voz. Em "Uma Breve História do Tempo", Hawking sugeria que a ideia de Deus ou de um ser divino não é necessariamente incompatível com a compreensão científica do universo.
Em seu mais recente trabalho, no entanto, Hawking cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.
"Isso torna as coincidências de nossas condições planetárias - o único sol, a feliz combinação da distância entre o Sol e a Terra e a massa solar - bem menos importantes, e bem menos convincentes, como evidência de que a Terra foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos seres humanos", afirma Hawking.
Mudar para a cabeça ( que consegue conhecer a essência ...)
"a razão verdadeira", nela não á motivo nem lógica
Para o "não existe", não há motivo nem lógica. Nem há deus, nem espírito, nem vidas passadas, nem pós-morte, nem bem ou mal.... e se digo isto...., retrucam "porque pode dizer isto?", é porque tem como base o "existe".
Os que dizem: "existe", eles tem a razão, eles tem a lógica, eles tem o motivo, eles tem a prova... afirmam assim.
Em relação ao "não existe", se perguntarem "por que pode dizer que não existe?", não há resposta.
Para o "não existe", não tem razão, nem motivo, nem provas. Não tem raiva, não tem apego ao pensamento, não tem posse, não tem luta, não tem desconfiança, não tem religião/crença, não é de ninguém... não pensa em matar pessoas, não pensa em ir a lua, não pensa em trabalhar, não pensa em falar, não pensa em ouvir, não pensa em fazer amizade.
Se são indagados "por que não existe?", estas pessoas tentam explicar "
Pessoas que não conhecem a essência, não há como ter resposta a uma pergunta assim.
Para coisas que "existem", tem mutas razões e motivos.
Tudo isso são conceitos humanos. Consegue afirmar que tem muitas provas, motivos, e razões.
São cabeças que se apoiam nisso.
Colocam o valor nas razões, nos motivos e nas provas...
isto é, uma cabeça que se apoia nos conceitos humanos
Onde focar?
Onde ir observando...?
Para o "não existe", não há motivo nem lógica. Nem há deus, nem espírito, nem vidas passadas, nem pós-morte, nem bem ou mal.... e se digo isto...., retrucam "porque pode dizer isto?", é porque tem como base o "existe".
Os que dizem: "existe", eles tem a razão, eles tem a lógica, eles tem o motivo, eles tem a prova... afirmam assim.
Em relação ao "não existe", se perguntarem "por que pode dizer que não existe?", não há resposta.
Para o "não existe", não tem razão, nem motivo, nem provas. Não tem raiva, não tem apego ao pensamento, não tem posse, não tem luta, não tem desconfiança, não tem religião/crença, não é de ninguém... não pensa em matar pessoas, não pensa em ir a lua, não pensa em trabalhar, não pensa em falar, não pensa em ouvir, não pensa em fazer amizade.
Se são indagados "por que não existe?", estas pessoas tentam explicar "
Pessoas que não conhecem a essência, não há como ter resposta a uma pergunta assim.
Para coisas que "existem", tem mutas razões e motivos.
Tudo isso são conceitos humanos. Consegue afirmar que tem muitas provas, motivos, e razões.
São cabeças que se apoiam nisso.
Colocam o valor nas razões, nos motivos e nas provas...
isto é, uma cabeça que se apoia nos conceitos humanos
Onde focar?
Onde ir observando...?
pensamento "curto-circuito", míope
uma maneira de pensar do tipo "curto-circuito"
é uma maneira de pensar míope
uma maneira de pensar que
sem considerar a natureza (a essencia) das coisas
sem considerar os procedimentos necessários
amarra apressadamente
a pergunta e a resposta
a causa e o efeito
安心立命 - 人力を尽くしてその身を天命に任せ、どんな場合にも動じないこと
paz espiritual - empenhar o máximo da força humana, deixar o seu corpo e a sua vida ao destinho do além, e não se deixar agitar por nada
se o resultado for bom, é graças ao que acredita
se o resultado for ruim, a culpa é sua
ao que acredita, não o faz de bandido, pois se rebaixa o que acredita, perde o valoração digno para se crer...
o que acredita, repete para si, dizendo incessantemente que é bom, que é boa pessoa, conduz o si pra pensar que seja assim mesmo
na vida diária cotidiana, mesmo treinando a autoconsciência de que é a minha percepção, a minha captação, a pessoa que crê na existência de deus, não faz como tema de que isto seja a sua percepção, a sua captação.
mesmo em relação a médicos e professores, crê, tomo-os como fato e real, e o que não se percebe, não é objeto de exame.
não só acredita se é bom ou mau, correto ou errado, mas acredita na sua razão. há um motivo, há uma razão, considera isto como um fato.
isto se desfaz, derrete facilmente perante a pergunta "porque pode afirmar que isto existe?
[pensa que existe] , eis o ponto.
como não consegue afirmar que [não existe], [pessoas que pensam que exite], não consegue escapar da razão de que [existe]
é porque no [não existe] não há razão nem motivos
no máximo conseguimos dizer [acho que não existe], [não é possível afirmar categoricamente que existe]
por isso, para as pessoas que [acreditam que existe], é difícil
se digo que desta minuscula semente dará um grande fruto,
nem dá bola, dizendo que é bobagem
semeio, rega água, e dá frutos. se de fato acontece, [ noossaa!!]
aconteceu algo extraordinário, enigmático, esta pessoa é excepcional...
( na verdade, só não sabe)
intercambio a distencia silenciosa, compreenção do passado, previsão do futuro, tudo isso não é nem enigmático, nem nada, se fizer a ciência humana de verdade.
o ambiente, o clima local, o astral do local
dizer como se tivesse reforçando: "- isso foi o que eu captei"..., significa que há também "coisas que não são coisas que eu captei" ??
dizer: " - isso é a minha percepção", é a mesmo dizer: " - isto é um fato"
dizer que: "-isto é um fato", ou dizer que: "-isto não é fato", é o mesmo.
no entanto, o clima local, o ambiente, o "astral",
tudo isto se sente.
dizer: " - isso é a minha percepção", é a mesmo dizer: " - isto é um fato"
dizer que: "-isto é um fato", ou dizer que: "-isto não é fato", é o mesmo.
no entanto, o clima local, o ambiente, o "astral",
tudo isto se sente.
22 abril 2013
250o. Sarau no Espaço Tucun !!
Cia. Sarau de Tucun
No sarau de Sexta-feira, dia 5 de Abril, às 20h30, com o quinteto de Marco Lobo.
http://www.marcolobo.com/
Formado por:
Rafael Vernet - piano;
João Paulo Barbosa - sax e flauta;
Marco Lobo - percussão;
Bruno Migotto - contrabaixo;
Edu Ribeiro - bateria.
11 abril 2013
Erica
A Erica nasceu e cresceu na Holambra, cidade vizinha de Jaguariúna onde moramos desde 1988. Ela nos conta que quando estudava em Campinas, ia de ônibus, sempre passava em frente ao nosso sitio (VilaYamaguishi - http://vilayamaguishi.com.br/). Por força do destino, do acaso, ou alguma conspiração do universo (ai, que queria acreditar que existisse algo assim!), ela e o seu marido grego Adonis e o filhote Aggelos, vieram nos visitar, por indicação do pessoal da TerraUna (http://terrauna.org.br/), pois estavam procurando, querendo conhecer locais e grupos e locais onde as pessoas já estivessem vivendo de uma forma menos competitiva, livre, de forma colaborativa. Depois de intensa troca de idéias, experiências, muita conversa, fermentamos assim uma gostosa amizade. Há um ano, se estabeleceram em Zagliveri - Thessaloniki, na Grécia, junto a um grupo de comunidade intencional, já com um terreno agrícola, com um projeto inspirado na experiência da da Tamera (http://www.tamera.org). Ela nos envia um email avisando que está em Holambra, na casa dos pais, junto com Aggelos. É claro, fomos tomar um Schornstein na CasaBela, para trocar as ultimas figurinhas, nos contou como anda as coisas lá na Grécia, ainda mais com toda essa crise econômica que abateu sobre a Europa.
Eis as fotos de Zagliveri, que a Erica nos enviou !!
08 agosto 2012
23 julho 2012
as duas direções e os seus desdobramentos
as duas direções
a) existe, por isso eu sinto?
ou
b) eu sinto, e penso que (existo) existe?
os desdobramentos
a) postura religiosa, postura de crença, postura dogmática, cego de olhos abertos, ilusória, fantasiosa, imaginária, arrogância,
ou
b) postura não religiosa, postura de pesquisa, postura flexível, olhos abertos para o real, humildade, naturalidade, em direção a essencial,
a) existe, por isso eu sinto?
ou
b) eu sinto, e penso que (
os desdobramentos
a) postura religiosa, postura de crença, postura dogmática, cego de olhos abertos, ilusória, fantasiosa, imaginária, arrogância,
ou
b) postura não religiosa, postura de pesquisa, postura flexível, olhos abertos para o real, humildade, naturalidade, em direção a essencial,
22 julho 2012
é do outro ou de mim?
quando falo do outro, da outra pessoa
no fundo eu estou falando de mim
porque....?
quando digo que a pessoa é chata, que a pessoa é irritante,
no fundo (ou na verdade) estou falando de mim,
desse "eu" que sente a outra pessoa irritante.
portanto, não é da pessoa que estou falando
estou falando é de mim...
da mesma maneira
quando digo que existe um deus ( se eu fosse um crente)
não estou falando de deus
estou falando de deus que "eu acredito"
ou seja, estou falando de mim
ou
quando digo que não existe um deus ( se eu fosse um ateu)
não estou falando de deus
estou falando de deus que "eu não acredito"
ou seja,
estou falando de mim
eu penso que sem essa compreensão
qualquer conversa que seja,
tende a ser uma conversa de surdos
ou seja: uma série de monólogos unilaterais
que tal?
não seria assim?
no fundo eu estou falando de mim
porque....?
quando digo que a pessoa é chata, que a pessoa é irritante,
no fundo (ou na verdade) estou falando de mim,
desse "eu" que sente a outra pessoa irritante.
portanto, não é da pessoa que estou falando
estou falando é de mim...
da mesma maneira
quando digo que existe um deus ( se eu fosse um crente)
não estou falando de deus
estou falando de deus que "eu acredito"
ou seja, estou falando de mim
ou
quando digo que não existe um deus ( se eu fosse um ateu)
não estou falando de deus
estou falando de deus que "eu não acredito"
ou seja,
estou falando de mim
eu penso que sem essa compreensão
qualquer conversa que seja,
tende a ser uma conversa de surdos
ou seja: uma série de monólogos unilaterais
que tal?
não seria assim?
30 junho 2012
A ciência explica a vida após a morte?
por Josh Clark - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Em 1991, Pam Reynolds, moradora de Atlanta, Georgia, teve uma experiência de quase morte (EQM). Reynolds se submeteu a uma cirurgia de aneurisma cerebral e o procedimento exigiu que os médicos drenassem todo o sangue de seu cérebro. Ela foi mantida literalmente com morte cerebral pela equipe médica durante 45 minutos. Apesar de ter estado clinicamente morta, quando foi ressuscitada ela descreveu coisas incríveis. Relatou experiências que teve enquanto estava morta, como conversar com parentes mortos. O mais surpreendente de tudo é que Reynolds conseguiu descrever aspectos do procedimento cirúrgico, como a serra de ossos usada para remover parte de seu crânio (em inglês) [fonte: Parker (em inglês)].
A vida depois da vida
Quando o pastor batista Don Pipper dirigia seu Ford vermelho sobre a ponte, a carreta pegou seu carro em cheio. O volante esmagou o seu peito, o resto desabou, o painel caiu-lhe sobre as pernas. Havia ferro retorcido, estilhaços de vidro e sangue por todos os lados. Os para-médicos chegaram logo, tomaram o seu pulso, mas não havia mais o que fazer, além de cobrir o corpo sem vida com uma lona. Cerca de uma hora e meia depois, quando alguém rezara fervorosamente ao lado do seu corpo ainda entalado nas ferragens do carro, Don Pepper simplesmente voltou à vida . Após 120 dias no hospital, 34 cirurgias e treze meses de cama em casa ele contou sua experiência num best-seller que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Nos noventa minutos que foi dado como morto, Pipper garante que estava no céu. Uma enlevada multidão acolheu-o diante de um portão cintilante com sorriso e palmas e beijos e abraços. Havia luzes radiantes e belíssimos sons celestiais, inclusive o rufar de asas dos anjos. Sim, Pepe garante que há um lugar para onde vamos depois da morte. Que a morte não é o fim.
27 junho 2012
tudo aprendido
se vejo/leio (consigo)
assim foram os meus olhos treinados
se ouço (consigo)
assim foram os meus ouvidos treinados
se gosto/não gosto (consigo)
assim foram os meus gostos treinados
no entanto penso/ajo
como se tivesse "eu" (conseguido)
feito sozinho
o que então
só depende
de mim?
assim foram os meus olhos treinados
se ouço (consigo)
assim foram os meus ouvidos treinados
se gosto/não gosto (consigo)
assim foram os meus gostos treinados
no entanto penso/ajo
como se tivesse "eu" (conseguido)
feito sozinho
o que então
só depende
de mim?
apego ao eu
se alguém fala:
- você é "isso" (burro, inteligente, etc.. qq adjetivo)
logo:
- o cara tá falando de mim!!
este é um caso de "circuito de apego ao eu"
um circuito mental que se apega a si
quem falou, está falando de si... (será que dá pra entender isso?)
no entanto, recebe como se estivesse falando dele (quem está ouvindo)
quem fala, está expondo a percepção de quem fala, nada mais
e se fala mal, fica triste...
e se fala bem, fica contente...
vagueiam sem autonomia
refém das opiniões alheias
estáticas sem avanço
- você é "isso" (burro, inteligente, etc.. qq adjetivo)
logo:
- o cara tá falando de mim!!
este é um caso de "circuito de apego ao eu"
um circuito mental que se apega a si
quem falou, está falando de si... (será que dá pra entender isso?)
no entanto, recebe como se estivesse falando dele (quem está ouvindo)
quem fala, está expondo a percepção de quem fala, nada mais
e se fala mal, fica triste...
e se fala bem, fica contente...
vagueiam sem autonomia
refém das opiniões alheias
estáticas sem avanço
29 maio 2012
Saiu no Suplemento PALADAR do Estadão
http://blogs.estadao.com.br/paladar/de-bem-com-a-vida-poedeiras-vivem-soltas-e-ciscam-a-vontade/
De bem com a vida, poedeiras vivem soltas e ciscam à vontade
• 24 de maio de 2012| 17h17|
• Por Lucineia Nunes 
Por Olívia Fraga JAGUARIÚNA, SP
O segredo da felicidade das poedeiras da Yamaguishi é o amor. Amor dos criadores, tão delicados que até “batem na porta” antes de abrir a gaiola onde elas põem os ovos; amor da terra, onde ciscam à vontade das 10 da manhã às 16h da tarde, comendo minhoca, folha de bananeira, agrião e rúcula da horta; e dos galos, que ficam por ali para lhes dar segurança e prazer. “A gente acredita no potencial desestressante do ritual reprodutivo”, filosofa Romeu Mattos Leite, um dos sócios da fazenda Yamaguishi, a pouco mais de 100 km da capital.
O veterinário defende o namoro entre galo e galinha para aliviar as tensões das poedeiras da linhagem lohmann, raça híbrida de porte altivo, parecida com galinha caipira apenas na cor das penas. Comendo bem, de vida muito mais livre que suas colegas criadas em granja e com um macho por perto, as poedeiras passam bem. “Não têm como ser infeliz, elas vivem na vadiagem, só comem e dormem”, brinca Leite.
De bem com a vida, as galinhas têm seu espaço e não competem entre si. Por isso, não é preciso cortar seus bicos – prática disseminada na indústria para conter o canibalismo entre as aves, que as impede de comer verduras.
A Yamaguishi é das poucas fazendas de produção orgânica de ovos e hortaliças do Estado. Foi inspirada numa propriedade em Tsu, centro do Japão, onde Alam Minowa começou a trabalhar nos 90 – antes disso, ele e o irmão Isaack trabalhavam na granja do pai, em Londrina. Alan ficou tão entusiasmado com o modelo da fazenda japonesa que convenceu o irmão e o amigo de faculdade Romeu a irem visitá-lo.
A viagem virou estágio de dois anos. “Ninguém nem falava em orgânico. As pessoas diziam ‘criação de vida livre’ ou ‘humanizada’.” Quando voltaram ao Brasil, venderam os negócios de Londrina e se fixaram na região de Campinas. “Não sabíamos o nome do que estávamos fazendo. A gente só queria produzir alimento, não mercadoria, de forma que meus filhos pudessem ter acesso a comida de qualidade”, conta Isack Minowa.
Construíram 15 galpões e aviários com lotação de 2,5 aves por m² (na criação convencional são 12 aves/m²), bebedouros distantes, teto solar, chão coberto de palha de arroz e poleiros, além de aberturas para que elas caminhem pela terra, do lado de fora, onde há árvores frutíferas. A ração de milho orgânico local é moída em quirera e misturada à soja orgânica trazida do Paraná. As galinhas comem ração à tarde, pouco antes de serem recolhidas para dormir.
As aves chegam pequeninas à fazenda, sem as mães, e são abrigadas em abas que imitam as asas da galinha e lhes dá calor. Outra diferença é que só começam a produzir a partir da 24ª semana de vida (no sistema convencional, botam antes da 18ª semana). Produzem por dois anos e depois são vendidas para abatedouros – a fazenda não tem licença da Vigilância Sanitária para abatê-las. “Dá pena, porque poderíamos vendê-las legalmente, já que são galinhas bem alimentadas e criadas, mas não temos permissão”, explica o veterinário.
Os produtores garantem que suas 12 mil galinhas não adoecem. Sua saúde é garantida pela alimentação baseada em verduras e administração de fitoterápicos, como extrato de própolis e melissa, e homeopatia, se alguma ave der sinais de fraqueza. “A dieta tem muito caroteno, que lhes dá força e garante ovos com uma gema bem escura e densa”, afirma o produtor.
“A criação convencional já entrou em colapso. Animais confinados adoecem mais e transmitem a doença para o resto da criação. Ou seja, se a indústria não der antibiótico com a ração, morrem todos”, diz Leite. Certificada como produtor orgânico desde 2007, a Yamaguishi produz 10 mil ovos/ dia e quase não dá conta de demanda.
De bem com a vida, poedeiras vivem soltas e ciscam à vontade
• 24 de maio de 2012| 17h17|
• Por Lucineia Nunes 
Por Olívia Fraga JAGUARIÚNA, SP
O segredo da felicidade das poedeiras da Yamaguishi é o amor. Amor dos criadores, tão delicados que até “batem na porta” antes de abrir a gaiola onde elas põem os ovos; amor da terra, onde ciscam à vontade das 10 da manhã às 16h da tarde, comendo minhoca, folha de bananeira, agrião e rúcula da horta; e dos galos, que ficam por ali para lhes dar segurança e prazer. “A gente acredita no potencial desestressante do ritual reprodutivo”, filosofa Romeu Mattos Leite, um dos sócios da fazenda Yamaguishi, a pouco mais de 100 km da capital.
O veterinário defende o namoro entre galo e galinha para aliviar as tensões das poedeiras da linhagem lohmann, raça híbrida de porte altivo, parecida com galinha caipira apenas na cor das penas. Comendo bem, de vida muito mais livre que suas colegas criadas em granja e com um macho por perto, as poedeiras passam bem. “Não têm como ser infeliz, elas vivem na vadiagem, só comem e dormem”, brinca Leite.
De bem com a vida, as galinhas têm seu espaço e não competem entre si. Por isso, não é preciso cortar seus bicos – prática disseminada na indústria para conter o canibalismo entre as aves, que as impede de comer verduras.
A Yamaguishi é das poucas fazendas de produção orgânica de ovos e hortaliças do Estado. Foi inspirada numa propriedade em Tsu, centro do Japão, onde Alam Minowa começou a trabalhar nos 90 – antes disso, ele e o irmão Isaack trabalhavam na granja do pai, em Londrina. Alan ficou tão entusiasmado com o modelo da fazenda japonesa que convenceu o irmão e o amigo de faculdade Romeu a irem visitá-lo.
A viagem virou estágio de dois anos. “Ninguém nem falava em orgânico. As pessoas diziam ‘criação de vida livre’ ou ‘humanizada’.” Quando voltaram ao Brasil, venderam os negócios de Londrina e se fixaram na região de Campinas. “Não sabíamos o nome do que estávamos fazendo. A gente só queria produzir alimento, não mercadoria, de forma que meus filhos pudessem ter acesso a comida de qualidade”, conta Isack Minowa.
Construíram 15 galpões e aviários com lotação de 2,5 aves por m² (na criação convencional são 12 aves/m²), bebedouros distantes, teto solar, chão coberto de palha de arroz e poleiros, além de aberturas para que elas caminhem pela terra, do lado de fora, onde há árvores frutíferas. A ração de milho orgânico local é moída em quirera e misturada à soja orgânica trazida do Paraná. As galinhas comem ração à tarde, pouco antes de serem recolhidas para dormir.
As aves chegam pequeninas à fazenda, sem as mães, e são abrigadas em abas que imitam as asas da galinha e lhes dá calor. Outra diferença é que só começam a produzir a partir da 24ª semana de vida (no sistema convencional, botam antes da 18ª semana). Produzem por dois anos e depois são vendidas para abatedouros – a fazenda não tem licença da Vigilância Sanitária para abatê-las. “Dá pena, porque poderíamos vendê-las legalmente, já que são galinhas bem alimentadas e criadas, mas não temos permissão”, explica o veterinário.
Os produtores garantem que suas 12 mil galinhas não adoecem. Sua saúde é garantida pela alimentação baseada em verduras e administração de fitoterápicos, como extrato de própolis e melissa, e homeopatia, se alguma ave der sinais de fraqueza. “A dieta tem muito caroteno, que lhes dá força e garante ovos com uma gema bem escura e densa”, afirma o produtor.
“A criação convencional já entrou em colapso. Animais confinados adoecem mais e transmitem a doença para o resto da criação. Ou seja, se a indústria não der antibiótico com a ração, morrem todos”, diz Leite. Certificada como produtor orgânico desde 2007, a Yamaguishi produz 10 mil ovos/ dia e quase não dá conta de demanda.
26 maio 2012
o ovo campeão
o sabor,
http://blogs.estadao.com.br/paladar/no-frigir-dos-ovos/
No frigir dos ovos
- 24 de maio de 2012|
- 17h15|
- Sem Comentários|
- Por Olívia Fraga
Numa primeira olhada aos ovos crus enfileirados, o tom alaranjado da gema do número 5 parecia uma declaração de vitória antecipada. A prova nem tinha começado; entretanto o entusiasmo foi indisfarçável. Tinha cara de ovo bom. Mas nada como uma degustação às cegas para comprovar (de novo) que as aparências enganam, sim, mesmo à mesa. O número 5 foi o quinto colocado, ganhou apenas daquele de gema amarela bem clarinha, o número 6. Os motivos da derrota e da vitória você pode ler ao lado.
A prova reuniu exemplares de tipo vermelho, entre marcas fáceis de encontrar no mercado e outras menos comuns, para cobrir os diferentes modos de criação. Comparamos os de granja convencional (Ito), granja não convencional, com animais livres de antibióticos (Korin), dois ovos caipiras (azul e vermelho, ambos de Promissão, SP), orgânico com galinha de linhagem ‘caipira’ (Label Rouge) e orgânico (Yamaguishi).
E que ninguém diga que o chef caprichou mais ou menos em qualquer um deles. Como se pode ver ao lado, os ovos foram fritos exatamente da mesma maneira, servidos com a gema mole e a ponta da clara crocante. Sem sal. Duas amostras de cada tipo. Quase todos estavam bons…
E que ninguém diga que o chef caprichou mais ou menos em qualquer um deles. Como se pode ver ao lado, os ovos foram fritos exatamente da mesma maneira, servidos com a gema mole e a ponta da clara crocante. Sem sal. Duas amostras de cada tipo. Quase todos estavam bons…
23 maio 2012
há as alegrias e as alegrias
alegre, contente, satisfeito...
não há o que negar isso
mas se não conhecer o conteúdo desta alegria.....
há muitos casos em que se está fazendo o outro alegrar
e se alegra com isso
com coisas momentâneas e superficiais
fica alegre e contente num momento
mas qualquer desacordo, qualquer desevença, qualquer coisa que não goste
fica com raiva, desconfia, ataca o outro....
se considerar isso
não dá pra ficar se alegrando facilmente
ficar numa boa
não há o que negar isso
mas se não conhecer o conteúdo desta alegria.....
há muitos casos em que se está fazendo o outro alegrar
e se alegra com isso
com coisas momentâneas e superficiais
fica alegre e contente num momento
mas qualquer desacordo, qualquer desevença, qualquer coisa que não goste
fica com raiva, desconfia, ataca o outro....
se considerar isso
não dá pra ficar se alegrando facilmente
ficar numa boa
26 abril 2012
o olhar direto
se não consegue
o olhar direto sobre si
o olhar direto sobre o que tem dentro de si
não tem foco
é porque está evitando?
é solitário
na verdade sente-se só
mas nem quer olhar diretamente para isto
evita
não olha
no entanto tenta entender com a cabeça
teoriza sobre si
e satisfaz com isso
e o problema continua
por que e para que
"São poucas as pessoas saudáveis a ponto de conseguir viver sem se atormentar com a necessidade de resolver, como se diz, o enigma da vida. Ou seja, são poucas as pessoas para quem a experiência concreta se justifica por si só, pela alegria de viver. A maioria precisa recorrer a crenças que digam por que e para o que estamos aqui." C.Calligaris
23 abril 2012
animais
o leão avança sobre a zebra não para se proteger, mas para se alimentar = sobrevivência
a abelha ataca o ser humano não para se alimentar, mas para se proteger = sobrevivência
ataque ou fuga
para se proteger = sobrevivência
As Crianças Aprendem O Que Vivenciam
As crianças que vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.
As crianças que convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.
As crianças que vivem com medo, aprendem a ser medrosas.
As crianças que convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.
As crianças que vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.
As crianças que convivem com a inveja, aprendem a invejar.
As crianças que vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.
As crianças que vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.
As crianças que vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.
As crianças que vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.
As crianças que vivenciam a aceitação, aprendem a amar.
As crianças que vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.
As crianças que vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.
As crianças que vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.
As crianças que convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade.
As crianças que convivem com a equidade, aprendem o que é justiça.
As crianças que convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é respeito.
As crianças que vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si mesmas e naqueles que as cercam.
As crianças que convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que o mundo é um bom lugar para se viver. – Dorothy Law Nolte
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