30 maio 2011
29 maio 2011
conversas sobre a vida e a morte
Morrer é apenas não ser visto, morrer é a curva da estrada. (F. Pessoa)
A morte é a continuação da vida, sem mim (Sartre)
A morte pertence à estrutura fundamental do ser humano, está sempre presente. É por ela que o ser humano conquista a totalidade da sua vida. Ela é a última extremidade que limita e determina a totalidade do ser. Ela tem o poder de apagar tudo o que não é essencial ao homem. Exige dele aprender a aproveitar o tempo, a vida. Lança-o para o olhar compassivo e com compaixão ouve e escuta os apelos dos outros seres. Passa a enxergá-la não como uma destriuição mas como a última possibilidade. Passa a perceber a vida como algo de imenso valor e lhe dá um sentido para viver e para morrer. Lhe dá a responsabilidade pela existência e a vê como possibilidades a realizar. Aceita o convite para responder as solicitações de tudo o que vêm ao seu encontro.
A partir da apreensão da angústia, o homem se percebe como um ser-para-morte. Ela resulta da imperfeição do homem, da falta de base da existência. Quando isso ocorre, Heidegger afirma haver duas soluções: ou o homem foge para a vida cotidiana (onde se ilude numa suposta segurança e sensação de pertencimento), ou aceita a angústia, manifestando seu poder de transcendência sobre o mundo e sobre si mesmo (suportando e aceitando a solidão, que passa a ser vista não como abandono mas como um estar consigo mesmo). Cada um de nós morrerá a sua morte e viverá a sua vida. Essa tarefa é insubstituível pois ninguém pode fazê-lo em nosso lugar. É algo que está presente desde o momento em que se dá o primeiro sopro de vida. Quando o ser humano vêm à vida, ele já tem idade suficiente para morrer. Ela deveria nos humanizar, nos conduzir a essência do ser homem.
O perigo esta naqueles que julgam e possuir respostas para o indizível, certezas inabaláveis. São mestres do discurso e da retórica e dizem possuir a verdade. Esquecem da fragilidade da vida, estalam-se numa impressão de ela está sempre garantida e assim, se descuidam. Tudo perde seu valor. A morte e o morrer pode nos acordar desse sono. Enquanto aqueles que acolhem a visitação da angústia, podem sentir a dor e o sofrimento da vida e da morte mas, não sentem raiva, desespero ou rancor diante do fim. Possuem a si mesmos e a alegria serena de uma existência intensa, fiel a si mesma, onde não se precisa de certezas mas, de inquietações.
by Tiago Villano - blog "Mural da Existência"
A morte é a continuação da vida, sem mim (Sartre)
A morte pertence à estrutura fundamental do ser humano, está sempre presente. É por ela que o ser humano conquista a totalidade da sua vida. Ela é a última extremidade que limita e determina a totalidade do ser. Ela tem o poder de apagar tudo o que não é essencial ao homem. Exige dele aprender a aproveitar o tempo, a vida. Lança-o para o olhar compassivo e com compaixão ouve e escuta os apelos dos outros seres. Passa a enxergá-la não como uma destriuição mas como a última possibilidade. Passa a perceber a vida como algo de imenso valor e lhe dá um sentido para viver e para morrer. Lhe dá a responsabilidade pela existência e a vê como possibilidades a realizar. Aceita o convite para responder as solicitações de tudo o que vêm ao seu encontro.
A partir da apreensão da angústia, o homem se percebe como um ser-para-morte. Ela resulta da imperfeição do homem, da falta de base da existência. Quando isso ocorre, Heidegger afirma haver duas soluções: ou o homem foge para a vida cotidiana (onde se ilude numa suposta segurança e sensação de pertencimento), ou aceita a angústia, manifestando seu poder de transcendência sobre o mundo e sobre si mesmo (suportando e aceitando a solidão, que passa a ser vista não como abandono mas como um estar consigo mesmo). Cada um de nós morrerá a sua morte e viverá a sua vida. Essa tarefa é insubstituível pois ninguém pode fazê-lo em nosso lugar. É algo que está presente desde o momento em que se dá o primeiro sopro de vida. Quando o ser humano vêm à vida, ele já tem idade suficiente para morrer. Ela deveria nos humanizar, nos conduzir a essência do ser homem.
O perigo esta naqueles que julgam e possuir respostas para o indizível, certezas inabaláveis. São mestres do discurso e da retórica e dizem possuir a verdade. Esquecem da fragilidade da vida, estalam-se numa impressão de ela está sempre garantida e assim, se descuidam. Tudo perde seu valor. A morte e o morrer pode nos acordar desse sono. Enquanto aqueles que acolhem a visitação da angústia, podem sentir a dor e o sofrimento da vida e da morte mas, não sentem raiva, desespero ou rancor diante do fim. Possuem a si mesmos e a alegria serena de uma existência intensa, fiel a si mesma, onde não se precisa de certezas mas, de inquietações.
by Tiago Villano - blog "Mural da Existência"
amigos anos 70 - paulo, aurora, leda, jorge, lidia, samuel, edna, marcia e os manos
olhasó, ganhei de presente esta semana, de shirakawa-san, que chegou de japan, este aparelhinho que mais parece aqueles tvzinhos paraguaios dos anos 80, mas que nada, ele transforma aqueles antigos filmes de slide do fundo de baú diretamente para o pendrive num arquivo digital to tipo .jpg
ah, fiquei esta semana inteira "revelando" as fotantigas. são fotos de 1970 a 1975, quando tirava fotos em slide (em positivo), isto porque meu papito tinha ido a japão na Expo'70, trouxe um projetor de slides, (trouxe tambem as primeiras maquinas de calcular eletrônico de bolso), bem, dai em diante durante 5-6 anos eram fotos so em positivo, para passar no projetor. era legal, porque tiravamos as fotos e projetava para todo mundo assistir juntos. eram tempos de chácara canaã, igreja holiness, escolas dominicais nos bairros, os irmãos kawaharas, saiki, obaras, ikutas, kimuras, yamaues.... olhando pra trás, chamaria aqueles anos de "anos dourados". ingênuidade, descobertas, os primeiros namoros, o sexo juvenil, boas intenções, a juventude evangélica,..
bicicletas
estive em amsterdam em abril de ano passado, bem no dia que o vulcão Eyjafjallajokull fez PUM. graças ao pum, fiquei 5 dias passeando nos canais de amsterdam, e uma das coisas que me impressionou foi a quantidade de bicicletas na rua, quer dizer nas ciclovias. e se quiser entrar no metro com bicicleta, ok, tudo equipado para isso.
copennhagen - dinamarca
afuá - brasil
10 maio 2011
05 maio 2011
último haikai do totyan
isack, acha nas coisas de totyan.
ao outono vindouro
meus cumprimentos
tenho para mim que
com tenacidadeter vivido
30 abril 2011
5 meses na labura
botaram mão na massa: koide, andré, leo, axel, felix, anando, laura, naline, thais, donizete, zicão, mikael, matheus, daiki, miguel, aninha, evelyn, dani, gui, nana, bianca, kawaguchi, lieko, maeda, tomo, masaharu, lucio, nanako, manu, kaiki, takuya, kuma, youhei, yasu, kazuko, gabriel, etc...
tempo passado
ao longo do tempo passado
quando esteve triste
quando esteve inseguro
quando esteve sem saída
quando sentia desamparo
quando sentia rancor
quando sentia ...
quando deparava com estas situações
será que olhava para a raiz destes sentimentos?
consta-se que
ora tentava resolver ocupando em fazer isso/aquilo
ora conformava com teoria e explicações
ora colocava culpa na época
ora responsabilizava a criação recebida
sempre tentando ajustar a lógica na superfície
nunca olhando para si
nunca olhando para o que está por trás
quando esteve triste
quando esteve inseguro
quando esteve sem saída
quando sentia desamparo
quando sentia rancor
quando sentia ...
quando deparava com estas situações
será que olhava para a raiz destes sentimentos?
consta-se que
ora tentava resolver ocupando em fazer isso/aquilo
ora conformava com teoria e explicações
ora colocava culpa na época
ora responsabilizava a criação recebida
sempre tentando ajustar a lógica na superfície
nunca olhando para si
nunca olhando para o que está por trás
25 abril 2011
diálogo
( concentrado de páscoa 2011 )
ouvir - falar usando as palavras
as palavras não são as mesmas
pessoas diferentes - cada um, cada um
a minha palavra =diferente= a palavra dela
não é comum
dentro de cada pessoa,
a palavra tem o significado próprio e único,
de acordo com o processo da vida, o ambiente que viveu, a sua subjetividade
(não se trata das línguas portuguesa ou japonesa, dicionários...)
quando tento "ouvir", captando as palavras
se a atenção está voltada para as palavras
é porque está limitado na ação cognitiva
dentro da minha maneira própria de captação
(tento, tentarei)
voltar a atenção
não na "palavra" (irreal) [a manifestação]
mas na "pessoa" (real) [o que está por trás da manifestação]
e daí? ...
continua no diálogo 2
ouvir - falar usando as palavras
as palavras não são as mesmas
pessoas diferentes - cada um, cada um
a minha palavra =diferente= a palavra dela
não é comum
dentro de cada pessoa,
a palavra tem o significado próprio e único,
de acordo com o processo da vida, o ambiente que viveu, a sua subjetividade
(não se trata das línguas portuguesa ou japonesa, dicionários...)
quando tento "ouvir", captando as palavras
se a atenção está voltada para as palavras
é porque está limitado na ação cognitiva
dentro da minha maneira própria de captação
(tento, tentarei)
voltar a atenção
não na "palavra" (irreal) [a manifestação]
mas na "pessoa" (real) [o que está por trás da manifestação]
e daí? ...
continua no diálogo 2
24 abril 2011
19 abril 2011
16 abril 2011
11 abril 2011
o zero, o início e esse eu
esse eu ...
que não é de ninguém
esse eu ...
que na origem, não existia
aí ...
o início ...
a vida ...
o corpo ...
a inteligência ...
que não é de ninguém
esse eu ...
que se examinar a partir do zero (posição zero)
esse eu ...
que na origem, não existia
aí ...
o início ...
a vida ...
o corpo ...
a inteligência ...
07 abril 2011
05 abril 2011
Deus e Pós Morte
26 março 2011
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