18 agosto 2006

Humberto Maturana





Humberto Maturana
Entrevista com o cientista chileno Humberto Maturana"Um problema de desejo"
Por Omar Sarrás Jadue*

"A conservação não é pela Terra, é por nós. A biodiversidade é importante para nosso bem-estar fisiológico, psíquico, estético, relativo; é um problema de desejo, de bem-estar", diz Humberto Maturana, pioneiro da "biologia do conhecimento".

Santiago do Chile - Para o cientista chileno Humberto Maturana, de 72 anos, os seres vivos são máquinas que se distinguem de outras por sua capacidade de se "auto-reproduzir". Esta teoria - que ele chamou de "autopoiese" - cativou muitos filósofos, psicólogos e ambientalistas no mundo, interessados em explorar a essência da vida a partir da "biologia do conhecimento". Doutor em biologia pela Universidade de Harvard, Prêmio Nacional de Ciências em 1974 e premiado nos Estados Unidos e na Europa, Maturana explora o íntimo do ser humano através da análise das emoções, do amor, da amizade, do poder, da educação e da importância da linguagem. Autor de "De Máquinas e Seres Vivos" e "A Árvore do Conhecimento. As Bases Biológicas do Conhecer Humano", Maturana continua fascinado com os mistérios da vida, que tenta decifrar a cada dia em seu escritório no laboratório de Biologia da Universidade do Chile, em Santiago, onde conversou com exclusividade com o Terramérica.

P: você concebe os seres vivos como unidades fechadas que se auto-reproduzem. Como vê isso?
R: O vivo tem a ver primeiramente com a conservação, não com a mudança. Os seres vivos são sistemas moleculares, redes de elaboração e transformação de moléculas. A organização, os processos, não mudam; o que muda são as moléculas particulares, os componentes que entram no processo. A isto que se modifica, chamo de estrutura. Por exemplo, alguém fica doente e enfraquece, perde moléculas; depois, melhora, recupera seu peso, sua musculatura. Aí ocorreu uma série de mudanças estruturais, mas conservou-se a organização, o viver. Os seres vivos são máquinas que se definem por sua organização, por seus processos de conservação e que se diferem das outras máquinas por sua capacidade de se auto-reproduzir.

P: Descartes disse algo parecido: que os seres vivos eram o mesmo que os autômatos, eram bonecos sem emoções. Segundo sua compreensão mecanicista da vida, os seres vivos têm emoções?
R: Naturalmente, todos os animais têm emoções.

P: Como se explicariam essas emoções que talvez os tornassem diferentes de uma máquina?
R: Vou falar de uma máquina que tem emoções: o automóvel.

P: O automóvel tem emoções?
R: Claro. Você engata a primeira e tem um carro potente, e diz: "que potente é este carro em primeira! é agressivo, porque apenas encosta no acelerador.. ruuuuummm... parte!"

P: Mas, isso não é metafórico?
R: De certa maneira, porém, mais do que metafórico é isofórico, isto é, que faz referência a uma coisa da mesma classe. Engate a quinta e siga a uma velocidade alta, o carro está tranqüilo, fluido e sereno. O que acontece então? Cada vez que muda a marcha, muda a configuração interna do automóvel e esse carro faz coisas distintas. As emoções correspondem precisamente a isso; do ponto de vista biológico são mudanças internas de configuração que transformam a reatividade do ser vivo, de modo que esse ser vivo no espaço relativo é diferente.

P: O que seria específico de uma emoção humana?
R: O ser humano pode lançar um olhar sobre sua emoção, pode refletir porque tem a linguagem. Mas, o animal, que Descartes trata tão negativamente como autômato, não tem como dar essa olhada reflexiva.

P: Então, a emoção do animal é como a do automóvel?
R: É como sua emoção quando não se dá conta dela. Por exemplo, se tem um filho, que se encontra triste, mas não sabe exatamente o que lhe acontece, e você diz: "estás triste, é isso o que acontece contigo". Nessa conversação a criança começa a tratar o que se passa com ele como tristeza, e aí aparece o olhar reflexivo. Um cãozinho que está triste não tem como dar essa olhada reflexiva; comporta-se de maneira triste, mas não tem como dizer-lhe "estou triste", como diz seu filho.

P: Uma concepção mecanicista como a sua parece transformar em fumaça a oposição entre natureza e cultura. Fazendo esta distinção, como é a relação do homem da cidade atual com a natureza?
R: A natureza para o ser humano da cidade atual é o artifício cultural onde vive, esse é seu mundo natural. Para uma criança que cresce na cidade - com automóveis, aviões, rádios - esse é seu mundo natural. Do mesmo modo que para a criança que nasce na África, com leões, rinocerontes, pássaros, esse é seu mundo natural. Esta cidade artificial também é parte da natureza.

P: Há alguma diferença?
R: Não há diferença para a criança que cresce na cidade, porque ela vai distinguir as diferentes marcas de carro como a criança do campo distingue os diversos tipos de pássaros.P: Esta distância com o resto das espécies tem alguma conseqüência na forma como o homem percebe e se relaciona com esse mundo?R: Certamente. O resultado é que o que não se vê, não se vê. Se a criança vive toda sua vida até a fase adulta na cidade, o mundo que está fora dela não fará parte de seu universo, de seu nicho ecológico. O espaço ocupado por um ser vivo no meio é seu nicho, ali entra tudo o que o afeta e nenhum ser vivo vê além de seu nicho.

P: Você disse que nossas decisões sobre o meio ambiente podem causar ou a recuperação do espaço da biosfera ou a transformação do planeta em uma lua habitada por seres humanos que vivem em cápsulas, produzem quimicamente seus alimentos e onde não há lugar para outras formas de vida. No entanto, isso, necessariamente, não ocorrerá.
R: Não, não necessariamente. Quanto mais rápido se incrementar a consciência ecológica mais potente ela será e, assim, nos levará a tomar medidas drásticas, que supõem dificuldades para muitos, mas que conservarão o espaço onde os seres humanos possam viver. Do contrário, ou nos extinguimos ou nos transformamos estritamente em seres que vivem num mundo artificial, que serão, então, o mundo natural. O que queremos? Porque a conservação é uma questão de desejo, de estética, de estar bem; este não é, em princípio, um tema de argumentação racional.

P: Estudando a vida, você encontrou uma ordem no mundo? Existe uma racionalidade que lhe seja inerente?
R: Não há uma racionalidade no mundo, não há finalidade nele. Apenas existe um conjunto de interações. O mundo segue à deriva. À Terra não importa em nada que a vida se extinga, não seria o primeiro planeta a morrer. Insisto: a conservação não é pela Terra, não é pela biosfera, é por nós. A biodiversidade é importante para nosso bem-estar fisiológico, psíquico, estático. O grande dom dos seres humanos é que podemos criar tecnologia, mas, também, podemos detê-la, nos livrar das máquinas quando deixam de adequar-se ao que queremos; é uma questão de desejo.

08 agosto 2006

trasncrição da gravação - mi yamagishi

「自分の考えはいい加減なもんや」と思ったら、そこから一体が始まる。まずその自分になること、用意するならそこからすること。相手があって一体の人やなしに、自分がなること。自分の考えが正しいとしない人。とにかく我のないというのはそこなのよ。「自分が優れている」、「正しい」、或いは「みんなの決めたものを正しい」とする頑固なもの、それがなくなったのが一体よ。それから始まらなければ一体は始まらん。そのコモトが出来てなければ、なんぼやってもあかん。これが一体研鑽の一番初歩で、一番基本やと思う。相手に問題があるのでなく、自分が本当に一体の自分かどうかよ。自分よ。それでこそ話し合いが出来るのよ。いっぺん聴いてほしかった。「ああ、そういうことか」と聴いてもらって、向こうさんのも聴いて、聴いてるうちに、「それも正しいとは言えない」として研鑽していくのが一体社会やろ。

07 agosto 2006

Os passos

Os passos para a Sociedade Corpo Único

① primeiro
... uma sociedade que normaliza (faz a correição) os conceitos que estão na base das emoções, dos pensamentos, e das ideias. [ a revolução do conhecimento de si ]
... percebe as ilusões, teimosias, raivas, torna-se pessoa que consegue conversar mutuamente sem ideias fixas, nem apegos,
... ser uma pessoa que deseja conscientemente em prosperar junto com todos (céu, terra, pessoas) , em construir uma sociedade bem habitável.

② segundo
... uma sociedade que normaliza (faz a correição) o coração, que normaliza o ser humano em si. [ a revolução do conhecimento da vida humana ]
... ser uma pessoas que não se abala ( não muda o coração ), que não se perde de si, em qualquer que seja a circunstância.
... conhece o seu objetivo, vive a sua vida com o que existe no fundo do seu coração... uma pessoa que sem necessidade de estar ficando "cônscio", já é assim.

③ terceiro
...estado original do ser humano, uma sociedade adequada a ele. [ a revolução do conhecimento da sociedade ]


Estrutura Social sem Desrazão (sem nada forçado)

① primeiro
- para pessoas que querem antes de tudo proteger-se, ficar rico e se fartar, uma sociedade que possibilite isso.
- para pessoas que mesmo que não consigam se entrozar com pessoas, fazer com que não invadam os outros.
- estabelecer o limite/área para cada pessoa, e fazer com que se sintam satisfeitas dentro disso.
- com o que essa pessoa consegue fazer, viver a vida (qualidade) que essa pessoa consegue vivier.
- não estender a mão descuidadosamente. não dar ajuda mais do que necessário. qualidade (padrão) de vida de acordo com a real qualidade do que existe dentro dessa pessoa.
- preparar oportunidade de kensan para cultivar a consciência, através do conhecimento da sua formação, as ligações com o seu entorno e do conhecimento do amor que está recebendo.

② segundo
- sociedade que forma e protege pessoas através de kensan, se colocam na visão corpo único e tentam prosperar juntos.
- pessoas que priorizando o seu pensamento/vida cotidiana, desejam e cooperam para a sociedade de harmonia geral. fazem o trabalho e a vida cotidiana individualmente.
  ↓ 
- etapa em que eliminando as fronteiras no trabalho ou na vida cotidiana (sem cerco individual) , tenta levar adiante descobrindo o consenso através de kensan. mantém as finanças individualmente.
 ↓ 
- pessoas que tendo o "seu pensamento" como sujeito (núcleo central) , objetivam o rumo de vida que não possuem nem as finanças, nem a vida cotidiana, nem o trabalho.
  ↓ 
- de acordo com o tanto que se tornou um "eu que qualquer um pode utilizar", (qualificação) pode uilizar vivificando livremente tanto os materiais como o si. ( uma sociedade em que o tanto que tem "apego", não fica livre, não consegue vivificar )

③ terceiro

A verdadeira vida de corpo único, vivida pela pessoa "sem centro", "sem eu", "sem posse", não possui nem coisas, nem dinheiro, nem familia, nem o si. Algo que não tem barreiras entre si e outros, e que o todo se tornou corpo único neste vasto mundo. Uma sociedade que não precisa de dinheiro, uma sociedade que não precisa do "meu pensamento". Não é de ninguém, qualquer um pode utilizar, um mundo em que se vivifica as ambas mutuamente o máximo adequadamente.

by S.Y.

18 julho 2006

a morte

me disseram que
não há o que temer
pois
quando eu estou, ela não está...
quando ela está, eu não estou...

as minhas inadmissividades

uma pessoa
credula
não ser reflexiva
que acredita em duendes

09 julho 2006

出す、出さない - Fala, Não fala



Fala, Não fala
Nas reuniões e mesmo no cotidiano

Pensar por si mas não se colocar é a prova de que [tem auto confiança nos próprios pensamentos]?
Taciturno, reservado, comedido, demonstra profundidade, ar reflexivo...
Pessoas caladas, pessoas que não se colocam não se apercebem que são extremamente auto-confiantes.

Se não tem auto-confiança, começam a medrar tanto ideias como pensamentos e fica com vontade de se colocar.

kensan e crença cega

Nas Escolas de Kensan, nos Tokkou, ou na Associação Yamaguishi, vinhamos talvez chamando genericamente de [kensan] ou [yamaguishismo], o fato de termos examinado e praticado "a maneiras de ser", "a maneira de pensar" e "a maneira de vivier" do ser humano e da sociedade humana que seja a verdadeira.

Kensan ou Yamagishismo não é procurar/encontrar a verdade e levar à prática, é através de Yamaguisismo e Kensan procurar/encontrar a verdade e levar à prática.

Esta diferença/distinção é de tamanha gravidade, significa que poderiamos estar simplesmente enganados, pensando que estava fazendo yamaguishimo e kensan, fora da essência do yamaguishismo ou kensan.

Praticar/executar o que eu penso que seja a verdade. Significa que isto em si, já de antemão está fora do kensan e do yamaguishimo.

Está baseado na crença cega, no fixação sem a autoconsciencia pelos meus pensamentos.

Nos casos em que haja consenso numa reunião de kensan, será que muitas vezes o que acontece é que está sendo tomado uma decisão, por cada uma das pessoas que creem cegamente nos seus pensamentos?

Fazer o que eu penso que é bom, é correr sozinho, mas fazer o que todos acham bom é ato de correria descontrolada coletiva.

Mesmo sem a autoconsciencia de que não está fixando, mesmo se juntarem e conversarem os cegos crentes em si que colocam peso no fato de pensar que é bom com os meus pensamentos, só vai inflar a cegueira coletiva.

É natural e óbvio que não é possível acreditar, nem desconfiar, nem criticar, nem julgar com os meus pensamentos, ficar julgando "aquilo é verdadeiro", ou "em direção ao verdadeiro objetivo" sem essa base, só vai dividir e é ovio que surjam sentimentos contras, paredes e confrontos.

Perceber o quanto antes a minha própria tendência em acreditar e fixar os meus pensamentos, a partir das pessoas que perceberam, quero caminhar o caminho da incorporação do kensan.

28 junho 2006

Porque tanta conficança nos meus pensamentos (minhas percepções)?

- o que é "confiança"

- o que são "meus pensamentos"

09 junho 2006

o interesse

quando se diz que interessa por algo,
esse algo é:
o que vê e ouve (as percepções)
ou
é aquilo que está na sua frente

04 junho 2006

Jikkenti
Uma experiência objetivando sociedade corpo único


Pensamos que o estado natural (original) do ser humano seja a prosperidade das pessoas do mundo inteiro, em amizade e alegria, tornando se "um só".

Através do desenvolvimento da ciência e da tecnologia, a civilização material tem alcançado avanços a passos largos. De outro lado, no aspecto da ciência social e da ciências humanas , muitos são baseadas nos fatos históricos do passado ou nas atuais circunstâncias mundiais, o que nos faz pensar que a elucidação da verdadeira sociedade humana e a essencialidade do ser humano está atrasada.

Não haver lutas e raivas é a essencialidade do ser humano. Não haver crime nem castigo é a sociedade verdadeira. E sem que deixasse findar em sonhos e desejos, mas através da elucidação lógica e do desenho de métodos de realização, estamos a tentar demonstrar através da sua prática.

Mesmo que em escala pequena, estamos acumulando dias de pesquisa e experiência de uma sociedade e de pessoas que vivam em harmonia com qualquer pessoa ,como se fosse família, sem nenhuma pessoa infeliz, sem crime nem castigo, sem lutas nem raiva.

03 junho 2006

a confiança total nas minha percepções - série 1
aconteceu esta semana

os pneus do parati que uso estavam murchando rapidamente, enchi 2 ou 3 vezes esta semana
enfim, fui a loja de pneus e o exame mais minuncioso indicou que já estavam precisando de trocar, o que foi feito com muito pesar dos meus bolsos...heheh

noooosa! que diferença!!!! que maravilha!!!
ao andar com pneus novos, percebi o quanto estava andando com as trepidações dos pneus velhos e desregulados, como se isso fosse o normal, baseado nas minhas sensações, nas minha percepções..... tanta confiança que deposito nas minhas percepções


a confiança total nas minha percepções - série 2
das conversas na reunião de administração semanal na fazenda, hoje.

tem um fucionário na oficina (mecanico) que apresentou vários indícios de furto de materiais da oficina (gasolina, óleo, peças) e também teve pessoas que testemunharam esse ato, e nos denuciaram

é uma pessoa muito afável, um profissional de mecanica que pode ser considerado de bom nivel. tem amizade com outros colegas, sempre brincalhão, ...

até desconfiar e ter fortes indícos que ele praticava furto considerávamos ter um ótimo relacionamento, consideravamos como um bom funcionário, contente com a vida, dedicado ao trabalho, um amigo....

no momento que ficamos sabendo (desconfiando) estas consideração, a amizade, e tudo mais foi pros ares agora, o cara é um canalha, um ladrão, um falso....etc e tal...

o que mundou?
mudou é que ficamo sabendo...... só isso
o fato é que ele praticava, (pensava também) isso há tempos....
ele já era assim....
ele já fazia isso, independentemente de nós (eu) sabermos disso...

ueéééé´? que amizade é essa (amizade que sentia da minha parte) que existia entre nós?

de novo: a confiança total nas minhas percepções....
uma amizade baseada na confinaça total nas minhas percepções...
enfim, é foda saber que era uma amizade ilusória
na verdade, essa amizade só existia dentro da dessa minha cachola...

eu as inventei, baseado totalmente na minha confiança cega nas minhas percepções...

o que dizer então das nossas outras relações?
relação de casal? de colegas de trabalho? etc....
manter a relação com esposa baseado na confiança total nas minhas percepções?

e então
como é uma "verdadeira amizade"?
como é um "verdadeiro casal"

31 maio 2006

A auto-consciência....

Sem a autoconsciência de que "o que estou pensando que é bom" é apenas "sou eu que estou pensando assim", passa a tomar isso como "algo bom de se fazer"

Mesmo que no coração esteja desejado o bem para todos, aí brota a idéia fixa e começa o "empurro" destas idéias fixas aos outros.

Não fica limitado restrito como sendo "a minha opinião", mas nasce daí a fantasia e ilusão chamado "coisa boa", "boa causa", e não enxerga o ser humano como um ser humano, e se atola no mundo de julgamentos, condenações e prisão.

Apesar de fazer com o sentimento de "para o bem de todos", entra no mundo lutas e confrontos individualistas.

E como tem esse sentimento como sendo "algo bom", ou "boa causa", torna-se difícil a auto-reflexão, e assim tende a pensar que o tema (ou o problema) está no outro.....

Mesmo desejando o bem de todos
Mesmo com boas intenções
Mesmo com o "hei de prosperar junto com todo universo"
O fato é que acaba indo para a direção contrária

O esclarescimento desse mecanismo
Cada um se despertar para este fato
Entrar no "modo auto-exame"
É onde mais necessário colocar a força
A primeira etapa para a construção da revolução social

28 maio 2006

Auto Consciência de que "eu é que estou captando"

Através de seus sentidos que recebem os estímulos, o cérebro capta como informação e contrasta com as visões de mundo, conhecimentos, experiencias, memórias que veio cultivando até então, e assim reconhece o mundo. Isto é, capta o mundo com o que foi fabricado pelo trabalho dos órgãos sensoriais, os estímulos extenos e do trabalho do cérebro. Pode se dizer que ele só consegue reconhecer o mundo através do que ele consegue captar.

Como ele reconhece o mundo real através do mundo que ele captou, se não haver autoconsciencia de que [sou eu que estou captando assim], é razoável que ele não consiga distinguir o [mundo real] do [mundo que ele capta]. Assim, pode se dizar que [o que ele pensou está sendo como se fosse fato], [o seu pensamento e o real está misturado]

O ser humano, desenvolveu a sua inteligencia e a cultura, inventou coisas, mas o que é mais fundamental e básico, isto é, a auto onsciencia de que [é ele que está captando assim], provalvelmente ainda está muito a ser desenvolvido...

20 maio 2006

"A gente só leva da vida a vida que a gente leva".
by Tom Jobim
A morte do jardineiro
by amigo "J. M."

Superado o medo,
Superado o engano da clareza,
Superado o engodo do poder,
Vem-me a velhice.
O que se há de fazer?!
Com ela convivo no tempo presente,
Sem passado e sem futuro.
E, como vai-me chegando a morte,
Sinto-me mais perto de tudo quanto já vivi.
Sinto-me mais semelhante às sementes
E, como elas, desejo morrer.
Que há de mim germinar?!
Que há depois de florir?!
Vivi morrendo de amores,
Vivi plantando árvores,
Plantando flores.
Agora morro pra viver em tudo,
Me espalhar feito erva no chão,
Feito trepadeira num caramanchão.
Morro na unidade
Pra viver disperso,
Espalhado no universo.
Assim, serei mais eu,
Serei mais tudo,
Mais corpo único,
Mais completo,
Serei mais nada.
...
Enfim,
Deixo de ser jardineiro
Pra voltar a ser jardim.

06 maio 2006

imput - output



...........imput


entre....e --------o que acontece dentro de mim nesse intervalo?

..........output


02 maio 2006

conhecer o si, conhecer o eu verdadeiro

Se pensar na felicidade de uma vida inteira da pessoa humana, penso que é manifestar e fazer crescer ao máximo o sabor pessoal e a característica individual da sua própria pessoa, dentro de um ambiente social rico e generoso, estável, tendo saúde tanto de corpo como de espírito.

O ser humano, por que será mistério, cada um tem as suas individualidades, sabores pessoais tão ressaltados. Será que originalmente, o ser humano não nasceu para viver e ser vivificado, cada um de maneira diferente?

Para realizar a felicidade da pessoa, penso que é necessário uma sociedade que facilite a felicidade, isto é, isto é, um ambiente social em que haja intenção de vivificar e fazer crescer os sabores pessoais e as características individuais.

5. E então, cada um, conhecer o seu sabor pessoal, e viver a vida que só ela pode viver. Examinar o seu sabor pessoal, experimentar, esmerar, e ir se colocando na função mais necessária.

4. É conhecer verdadeiramente a si próprio. Para que objetivo eu estou vivendo. Para onde eu estou avançando. A partir daí, examinar o seu sabor pessoal, a sua própria característica, e examinar o rumo (modo) de vida o mais apropriado a si.

3. Conhecer a si mesmo, significa também conhecer a sociedade que compõe o si.Isto também é conhecer o mundo que inclui o si próprio, e isto se inicia em conceber (conhecer) sincera e honestamente, todas as coisas do mundo da maneira como ela é.

2. Há a necessidade de conhecer a si próprio, tais como a sua origem, a formação, a história, que não seja contaminada por sensações de comparações nem de relativismos. Enquanto houver barreiras como complexo de superioridade, complexo de inferioridade, sensação de ganho-perda, interesse próprio, não é possível enxergar nem a si, nem as pessoas, nem as coisa como elas são. Tomar como o fundamento, tornar-se pessoas que [faz ciência objetivamente e friamente], [ sem apego ao próprio pensamento, sem ambição egoísta, sem fixação.

1. Colocar como base a [postura de ouvir] e o [como será ma verdade]. Isto significa cultivar a [postura de kensan] e a [visão corpo único]. Isto é, pode se dizer que é se tornar pessoa que se posiciona sobre a base do [amor] e da [inteligência].

Vamos tomar isto como o começo de tudo.

01 maio 2006

Reunião de Kensan - Série Conhecer Me


João & Pedrito & Sara
....

João & Toninho
.....

Fabis & Claudio


Adriana & Alam
...


Romeu & Adriana & Katia & Cesar
.....

Sara & Adriana
....

Marina & Katia
.....

Adriana & Alam
....

toninho,marina,katia,adriana,romeu,sara,dalto,cesar,alam
bia,maria,joão,nena,fabis,claudio,marceline,pedrito



.....Porque?.....

Numa roda de Kensan

O exame e a pesquisa feita com a pergunta:"- Porque ... ?"
exemplos:
- porque tem (tenho) raiva?
- porque me sinto sozinho?
- porque me enrosco com ele ?
- porque ... ?

Tem gente que responde:
- para os outros, se explicando, se justificando
- debatendo, para ganhar a discussão
- explanando com conhecimentos adquiridos
- com experiencias do passado
- se desculpando, com arrependimento
- fazendo analises, tentando descobrir as causas
- na defenciva e contra-atacando
- qualquer coisa não sabendo do que se trata

Mas
Antes de pensar isso ou aquilo
Com seus conhecimentos e experiencias
Antes de achar que já tem as respostas
Perguntar a si mesmo
E através do retorno que vem dentro de si
Conhecer a si mesmo de agora, deste momento
É o começo...
Do mais necessário reconhecimento de si mesmo